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Verde Vermelho

Podia ser um blog sobre Portugal. Podia ser um blog sobre mim. Podia ser um blog sobre coisas boas e más. Podia ser um blog humorístico. Podia ser um blog a tentar ser humorístico. Podia ser um blog sobre qualquer coisa. Pois podia.

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Verde Vermelho

28
Jul17

Hoje estou amarga, não liguem.

Joana

Custa-me a aceitar a falta de caráter e o descaramento de certas pessoas.

 

A minha empresa fica paredes meias com outra, de outro ramo, e que, entre os seus habituais clientes, tem uma senhora que, há uns dois anos, me ficou a dever dinheiro, fazendo acusações ridículas e totalmente falsas sobre o meu trabalho e o daqueles que (tão bem) colaboravam, à data, comigo. A senhora fez ameaças e acusações a torto e a direito e foi uma daquelas situações em que passei de bestial a besta (aos olhos dela, claro) num ápice.

 

Não obstante, o dito espécime tem o descaramento de fazer uma "festa" quando vem à empresa minha vizinha - o que acontece duas vezes por semana - e de mostrar que chegou e está ali, como se de uma rainha do forró se tratasse. Fora o ridículo da situação, ainda lhe dá um toque de provocação e estou certa que o faz por saber que eu estarei a ver. Deve querer que eu a confronte, mas não vai ter sorte, porque eu prefiro a subtileza e outro tipo de requintes. A senhora claramente esqueceu-se que parte do que ela me disse e do que me acusou está escrito por ela, num email e, apesar de eu ser uma pessoa muito tranquila e imaginar sempre estas pessoas a rebolarem no esterco, como forma de me apaziguar, sou eu que tenho as cartas na mão. Vai daí, se me der na gana, vou fazer como aqueles senhores velhinhos das antigas mercearias e colocar as palavras dela e um papel com letras garrafais a dizer algo como: "Atenção, caloteira à vista", na montra da vizinha. Pagava para ver a cara da dita "senhora". De certeza que passaria a desfilar só na rua dela.

 

É, vou pensar melhor nisto.

 

21
Jul17

Ai, adolescência!

Joana

Conversa com um aluno de 13 anos que está a passar a fase crítica da adolescência, quando, numa atividade, ficámos a saber que os leões marinhos começam a caçar logo após completarem 1 ano de idade:

 

Eu (a provocar) - Vês, P.? Com um ano já são desenrascados e têm de lutar pela vida.

P. - Han...han...

Eu - E caçam peixe!

P. - Han... han...

Eu - Sozinhos!

P. - Han... han...

Eu - Com UM ano!

 

(Pausa)

 

P. - Ó professora, eu também caço... raparigas! Não é peixe, mas dá para alimentar.

 

 

Silêncio.

Deixo-vos a refletir sobre estas sábias palavras de um rapazinho simpático, mas com demasiadas hormonas aos saltos.

 

 

(E caramba, isto no meu tempo não era assim.

Ou era?!...).

 

10
Jul17

Para encarar bem a segunda feira.

Joana

Esta é a altura em que TODA a gente partilha fotos de pés, piscinas e praia. Para os carapaus que andam a trabalhar, essa não é a coisa mais motivadora do mundo, sobretudo a uma segunda feira. Por isso, vamos lá descoprimir um bocadinho.

 

Há músicas que eu e o J. ouvimos na rádio, cuja letra, muitas vezes, nos leva a perceber outra coisa em vez do que está efetivamente a ser dito. Isto acontece com alguma regularidade e nem precisamos de falar; regra geral, olhamos um para o outro e pronto... disparatamos a rir.

Acontece com algumas músicas, mas hoje lembrei-me desta, porque a ouvi há pouco num percurso de carro.

 

Estão a ver a Sia e a música "Elastic Heart", ou seja, esta? Aquilo que eu e o J. ouvimos na voz de fundo (que inicia a canção e se repete ao longo da música) é "'Tá complicado" (eu) e "Está constipado" (J.). Portanto, por muito que eu e ele tentemos ouvir isto de outra forma - e parece que o original é "I won't give up" (coisa que eu NUNCA conseguiria perceber, por a minha cabeça ter feito, de imediato, a sua própria interpretação) - estou como o outro: "Não vai dar, Bubacar".

 

E é incrível como nós conseguimos involuntariamente destruir emoções de letras de músicas, eu sei. Peço desculpa se tornei a vida de alguém menos feliz com esta partilha. Ainda assim, se me lembrar de mais (e temos tantas!), venho partilhar. [:D] Se não vos maçar muito, sintam-se à vontade para fazer o mesmo!

 

E boa semana a nós todos!

 

 

07
Jul17

Num mundo perfeito...

Joana

... hoje o J. estaria a caminho do RFM Somnii, na Figueira da Foz, para ver um dos artistas que sempre sonhou ver ao vivo, e eu a caminho do Nos Alive, para ver Foo Fighters e Depeche Mode.

Pois.

 

A verdade é que os mundos perfeitos são só para alguns.

Neste caso para o J.

 

armin-van-buuren-a-state-of-trance-t-shirt.jpg

 

 

O que vale é que logo tenho o concerto de ontem de XX para rever e um Spotify prontinho com Playlists de Rock dos anos 90. Dentro do género, não está mal.

 

[Por aqui, só resta inveja da boa. Que seja, em tudo, excelente e não falhe as expectativas.]

 

07
Jul17

Obrigada, SAPO!

Joana

Só uma palavrinha aos senhores do SAPO, que destacaram um dos textos do meu blogue que mais da alma me saiu e que, vim depois a saber, mais "mexeu" com os meus habituais leitores e me conquistou alguns novos. Foi tudo escrito na emoção do momento e talvez por isso tenha conseguido tocar bastantes pessoas.

Muito obrigada, SAPO.

 

 

03
Jul17

Questão.

Joana

É só de mim, ou não há um ÚNICO anúncio radiofónico do Novo Banco que se aproveite? Do género de pensar sempre que se aquele anúncio que estou a ouvir pela primeira vez é estranho, os trocadilhos não têm qualquer migalha de graça e aquilo objetivamente não tem ponta por onde se lhe pegue, só podem mesmo ser do Novo Banco?

 

O mundo está tão ao contrário que, vai-se a ver, e até é esse o objetivo da coisa. Estranho o caminho para lá chegar, mas... que percebo eu disto? Para já, o único resultado que conseguem de mim é um franzir da testa (e da cara, em geral) como se tivesse acabado de comer um gomo de limão, que ainda não amadureceu. Mas posso ser só eu. E, assim como assim, o limão até faz bem à saúde - melhor do que um banco. E do que este então...

 

 

03
Jul17

Finalmente, a moda deu a volta! (Ou não, ou não.)

Joana

Nós sabemos que a moda é cíclica e que tudo muda constantementente. Mas parece que agora a moda é rejeitar marcas. Ouço por aí dizer que as it girls, as wonder women e o que mais haja se destacam, hoje em dia, por mostrar que vestem roupas iguais às dos comuns mortais e as usam bem, fazendo-as brilhar. A ideia do "vê lá como consigo fazer brilhar este trapinho comum, só porque sou especial" está a ganhar força e é ver por aí o pessoal a vangloriar-se por usar o último grito da H&M ou da Zara e ainda fazer alarido disso, quando, desde que me lembro, as pessoas mais famosas da praça recusavam quase até ao limite admitir que usavam marcas convencionais e acessíveis a todos.

 

Por um lado, isto é parvo e mostra que o conteúdo cerebral destas pessoas é inversamente proporconal ao volume de dinheiro que vive nas suas carteiras, para chegarem ao ponto de chaparem na cara dos comuns mortais, que eles só não se parecem bem como estas it pessoas, só porque não querem e não se esforçam o suficiente. [Para além de haver aqui uma leve aura de misericórdia pelos mais fracos.] Por outro, mostra que elas já estão a tirar o curso para quando lhes tombar o trono e tiverem de viver uma vida como as pessoas que - coitadinhas - vestem H&M e Zara. Ou então, estão mesmo a ser boas pessoas, desceu sobre elas um espírito de humildade, a Fada dos Dentes existe mesmo e eu estou a ser uma grandessíssima injusta.

 

 

02
Jul17

Confiar no 6º sentido.

Joana

Eu considero que tenho um sexto sentido bastante apurado e, regra geral, quando algo me parece estranho, sou menina para não avançar. Já por várias vezes evitei situações menos claras e dias depois vim a decobrir que havia, de facto, razões para o cheiro a esturro.

Como trabalho em educação, acabo por comprar vários livros através de plataformas como o OLX e admito que este sexto sentido me tem ajudado nos negócios. Sou bastante atenta e acho que isso também me ajuda. Apesar de ainda não me ter saído mal, receio sempre esse desfecho. Mas acredito um pouco na filosofia de que não estando tudo ao nosso alcance, há muitas coisas para as quais devemos confiar no nosso instinto. Se os outros animais têm essa característica tão apurada, nós não devemos sair ao padeiro, certo?

 

 

01
Jul17

A música e os seus motivos.

Joana

Eu adoro música. Mas tenho dificuldade em dizer um tipo de música aprecio particularmente, porque, genericamente, gosto de tudo. No entanto, posso dizer que a dificuldade em definir um género, banda, artista tem muito a ver com o facto de, antes de qualquer coisa, eu precisar de gostar da pessoa. Sim, da pessoa. Dou-vos um exemplo: eu nunca consegui gostar de The Gift, porque não gosto da vocalista. Sei que é boa pessoa, sensível, capaz e tudo o mais. Mas, por algum motivo, não gosto da Sónia Tavares e nunca gostei. Isso fez-me nunca conseguir apreciar The Gift. E acreditem que eu até me esforcei, porque reconheço que eles até têm alguma qualidade, mas não chega. Não havendo alguma forma ligação com as pessoas, não consigo apreciar o que elas fazem. Não sei se é defeito ou feitio, mas sempre fui assim.

 

Também na mesma linha, sou bastante permeável a gostar de artistas que nunca diria apreciar, mas que, por uma atuação ao vivo que vi deles, mudo de opinião. Isto acontece-me frequentemente com atuações no programa Jimmy Fallon. Já descobri algumas coisas bem interessantes por lá e até cheguei a gostar de um música que, numa mera escuta de rádio, nunca me prenderia a atenção.

 

Enfim, resumindo: sou bastante permeável ao que vejo e pouco ao que os outros consideram bom. Gosto de muitas músicas porque sim e de alguns artistas porque não. Sem mais.

 

 

 

30
Jun17

Eh... desculpe... acho que se enganou na morada!

Joana

Acabo de receber um email de uma produtora televisiva a convidar-me a realizar uma ação de publicidade à minha empresa num dos seus canais nacionais.

Sim, eu.

Sim, a minha micro empresa.

Sim, li e reli bem a mensagem.

Não, não foi engano.

 

E sim, é um valor absurdamente exorbitante.

 

Pronto, acho que o meu dia já pode seguir, com a leve sensação de que devo estar a levar bem a coisa, para chegar a este ponto. Na minha vida, e através da empresa que giro, já tive direito a entrevista num jornal de circulação nacional, a uma reportagem na televisão e agora isto. Se não por mais, sinto-me bem por ser digna de nota.

 

 

 

 

 

 

 

Eu.

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@joaninha_me