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Verde Vermelho

Podia ser um blog sobre Portugal. Podia ser um blog sobre mim. Podia ser um blog sobre coisas boas e más. Podia ser um blog humorístico. Podia ser um blog a tentar ser humorístico. Podia ser um blog sobre qualquer coisa. Pois podia.

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Verde Vermelho

02
Nov17

Retomar o Pilates passados quase 10 anos.

Joana

 

 

Em 2006, tive uma queda valente, que me fissurou o cóccix. Desde aí, a minha vida nunca mais tem sido a mesma em termos de mobilidade, mas a verdade é que, à data, depois de 2 meses de fisioterapia sem sucesso, a minha fisiatra me recomendou Pilates. Na altura, isto ainda era novidade e até tinha uma certa pinta praticar aquilo que se sabia que apenas a Madonna e mais alguns gatos pingados praticavam. Não foi fácil encontrar um local de prática deste novo método, mas lá o encontrei, bem no centro do Porto. Posso dizer que durante os 3 anos em que fiz Pilates senti verdadeiras melhorias e uma força e resistênca musculares que pensava não ter. Mas, como tudo o que é bom acaba (hoje estou em modo dramática, perdoem-me), a vida de cigan... quer dizer, de professora obrigou-me a andar "de casa às costas", de um lugar para o outro, em horários impossíveis, o que me tirou logo a capacidade de manter um treino regular, como o tinha feito até então. E foi aí que tudo descambou. A falta de Pilates, aliada ao stress dos contínuos corre-corre e à ansiedade de não conseguir um emprego, mas apenas míseros trabalhitos que ecoavam "precariedade" por todo o lado, deitaram o meu trabalho físico de anos por água abaixo. Tentei, mesmo assim, disciplinar-me para continuar a treinar por mim mesma em casa, mas bem sabemos como estas histórias acabam... em nada. E assim foi. Fui deixando de fazer, deixando de fazer até deixar mesmo de fazer. E o corpo ressentiu-se. E muito. De repente, surgiram as dores de costas, alguns movimentos incapacitantes e contraturas e crises de coluna com uma regularidade assustadora. Para piorar as coisas, o facto de ter uma empresa, que me obriga a passar longas horas sentada, na mesma possição, não ajudou à missa.

 

Vai daí, resolvi dar, de uma vez por todas, conta de um dos tópicos da minha lista de compromissos para 2017: regressar ao Pilates. É certo que só agora consegui, mas ainda faltam dois meses para o fim do ano, por isso acho que estou safa. Tive hoje uma primeira aula e posso dizer que... saí muito desiludida. Este desânimo vem, estou em crer, do facto de ter percebido que não consigo fazer muitas das coisas que fazia em 2007 ou 2008, quando frequentava as primeiras sessões de Pilates. Acho que é mais do que natural, mas foi um alerta com impacto para mim. O corpo não é o mesmo, as capacidades também não são as mesmas, mas a minha entrega também não parece ser a mesma. Talvez porque não há amor como o primeiro e aquela experiência de 2006 a 2008 teve outro gosto. Ou talvez, porque eu seja, neste momento, o ponto de desiquiílibrio - literalmente - daquele grupo. Não sei, será um conjunto de causas.

 

 

 

Seja como for, há que dar oportunidade às coisas e não vou desistir agora, que já fiz o mais difícil - recomeçar. No entanto, estou ciente de que isto não vai ser tão fácil como foi há 10 anos e que o Pilates, por muito bom que seja, não faz, nesta minha fase da vida e com as mazelas que já trago, grandes milagres.

Ou até fará?

 

 

Eu.

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