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Verde Vermelho

Podia ser um blog sobre Portugal. Podia ser um blog sobre mim. Podia ser um blog sobre coisas boas e más. Podia ser um blog humorístico. Podia ser um blog a tentar ser humorístico. Podia ser um blog sobre qualquer coisa. Pois podia.

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Verde Vermelho

02
Ago17

Eu não choro quando experimento vestidos.

Joana

Às vezes, como quem não quer a coisa, paro os olhos naquele programa "Say Yes to The Dress" do TLC. Apesar de não gostar do canal e da generalidade dos programas que dele fazem parte, acabo por dar uma oportunidade a este, porque é daquela categoria que não nos obriga a pensar e que, em dia de preguiça plena, é perfeito para engordar a sorna. No entanto, é muito raro que sempre que vejo este programa, a dada altura, não comece a rebolar os olhos perante o por lá passa, sobretudo quando as noivas choram ao experimentarem O vestido.

 

Ora bem, minhas amigas, eu já casei, sabia o que estava a fazer, estava muito feliz e tranquila e experimentei apenas dois vestidos no tempo de noivado. O primeiro era um sonho, mas não ficava particularmente bem no meu tipo de corpo. O segundo era precisamente a ideia do que queria - simples, justo e fluído. Posso dizer que eu nenhuma fase do processo eu chorei. Sim, eu não chorei quando descobri o meu vestido. Sim, aparentemente, eu sou uma pessoa estranha.

 

Acho que esta cena de se chorar quando se encontra o vestido que vai ser o escolhido para o grande dia é uma tanga. A única explicação que eu encontro para isso é a pessoa não estar certa do passo que vai dar e só quando se sente verdadeiramente "noiva" é que lhe cai a ficha e se apercebe que já não há volta a dar (ou haverá, mas pronto).

Ou então, pode ter qualquer coisa a ver com isto:

 

 

 

Anyway...

 

Eu também não sou muito apegada a bens materiais, apesar de adorar roupa, pelo que acredito que poderá vir daí a minha falta de compreensão deste fenómeno. Mas acho francamente que um vestido não pode ter a capacidade de nos fazer chorar. E olhem que eu sou uma sensivelzinha e chorona do pior.

 

Noivas deste nosso pequeno e belo país: como em tudo na vida, não criem demasiadas expectativas relativamente ao vosso vestido. Ele pode ser o tal e não vos fazer chorar. Ou fazendo, que seja apenas pelo preço: é caro como tudo e o preço por cm2 parece o de uma penthouse em Nova Iorque. Só por aí é que se justificam as lágrimas, parece-me. Chorar porque estamos muito bonitas num vestido já revela todo um novo padrão de personalidade, que muito pouco pode ter a ver com o verdadeiro sentido do casamento.

 

 

22
Jun17

E quando amar não chega?

Joana

Estou, neste momento, a ser testemunha de um casamento que está muito perto do seu fim. Não é o meu, não. Mas é o de alguém que conheço bem, com quem já partilhei muitos anos da minha vida e que está cansada de lutar. Está exausta de tanto tentar e de se esforçar continuamente para que a outra parte não deite a toalha ao chão.

Pausa.

Só aqui falha o conceito, penso. Ninguém tem de lutar pelos dois. O casamento é um compromisso de duas pessoas que têm o mesmo propósito e foco. Se uma delas deixa de os ter, então a batalha começa a desenhar-se fatal.

 

 

 

Falávamos há dias sobre o assunto e esta pessoa dizia-me que sempre tinha dado o seu máximo - e acreditem que fez mais do que até a própria achava ter feito - e que, do outro lado, havia uma espécie de aceitação pacífica desse empenho, sem grande gratidão visível ou gestos que provassem um particular reconhecimento. Parecia que era suposto ser assim. Mas não era, nunca é. Nada deveria ser "suposto" num casamento. Tudo se deve construir e esclarecer e nada deve ser subentendido. E se o for por acaso, que seja de imediato clarificado o que agrada e desagrada e o que deverá, para aquele casal, ser "suposto" para a sua vida funcionar.

 

"Eu amo-o" - diz-me esta pessoa. Sim, mas o tom com que a expressão lhe sai da boca já não carrega paixão e entusiasmo de outrora - o que até seria natural, porque esse "fogo" se vai desvanecendo, mas em vez de dar lugar a um amor sólido, deu espaço a um desencantamento e a uma sensação de desistência. Ama-o, mas com um tom de voz carregado de hesitação e alguma condescendência.

 

"E se amar não chegar?" - pergunto eu. E fez-se silêncio.

 

Amar, de facto, não chega. O amor sozinho nunca chegará. Há que haver cedência e entrega das duas partes. É preciso entusiasmo e respeito. O outro tem de ser uma prioridade e se o nosso "amor" por esse outro falhar e o entusiasmo de estar com ele se desvanecer, então que o respeito não falhe e que haja a sinceridade para dizer a verdade e para abrir caminho à felicidade de quem já se amou.

Para mim, que sou uma eterna romântica, é difícil aceitar estas mudanças súbitas de caráter - ou, grande parte das vezes, apenas o verdadeiro eu a vir ao de cima, depois de anos disfarçado atrás de uma máscara - e faço por acreditar que há fases mais complicadas, que são intensificadas pelas rotinas e pelos cansaços. Por outro lado, por mais otimista que seja, sou também bastante racional e entendo que, muitas vezes, amar não é suficiente. Aliás, até é muito pouco.

 

Uma das coisas que mais me impressionou nesta conversa que tivemos foi a noção da aceitação. A pessoa com quem falei está "a aguardar" pela decisão do outro, algo que nem consigo conceber, mas está a encarar bem a ideia que um divórcio estará a caminho. Não há filhos, o que ajuda ao processo, mas nem assim consigo entender esta tranquilidade. No entanto, valorizo, de facto, a capacidade dela de ver que as coisas não funcionam, que um pode estar a empatar o outro e que ambos merecem ser felizes. Talvez por saber que dificilmente conseguiria lidar com uma situação semelhante da mesma forma, tenho-me sentido um pouco abalada com esta notícia, mas compreendo quem tem a sensatez e a objetividade para ver o casamento como uma história que tem o seu início e que terá um fim bem fechado, em paz e sem espaço a recomeços, quando as coisas começam a não funcionar.

 

Eu ainda acredito no casamento. No amor e em tudo o que alimenta o amor. Ainda acredito que há amores para a vida, indestrutíveis, e que só são interrompidos pela morte. Mas também acredito que há amores que só são eternos enquanto durarem. E há que aprender a viver com isso. Mesmo que achemos que isso nunca será o nosso caso.

 

 

 

04
Jul16

Do pré-casamento ao pós-casamento.

Joana

Nós frequentámos, no início do ano passado, o Curso de Preparação para o Matrimónio, vulgo CPM. Se há muitas pessoas que "torcem o nariz" a esta formação, nós podemos garantir que foi das melhores coisas que pudemos experienciar no nosso noivado.

 

O nosso CPM foi, de facto, memorável e muito útil. A partilha foi total e desprendida de preconceitos, as pessoas do nosso grupo pareceram escolhidas "a dedo" e criou-se uma cumplicidade que se mantém, passados tantos meses. Temos encontros mais ou menos regulares, divertimo-nos como se nos conhecêssemos há muito e criámos, sem grande consciência disso, laços que nos mantêm unidos e nos dão, de facto, muita alegria, quando estamos juntos. Não temos todos as mesmas idades, não estamos nas mesmas fases (já vem um bebé a caminho! - que não nosso, calma!) e as formas de ver a vida são naturalmente diferentes, mas muito compatíveis. Não somos críticos, nem sequer se cria um ambiente propício a isso. Juntos, somos sempre sinal de alegria, sorrisos e descontração.

 

Um aspeto que nos agrada particularmente neste grupo é, para além dos casais com quem partilhámos a experiência do noivado, a relação que se criou com os dois casais mais velhos que nos orientaram e partilharam as suas histórias, um dos quais teve um bebé a meio do curso. [Escusado será dizer que essa bebé é especial para todos.] A cumplicidade entre nós é, de facto, muito boa e sentimo-nos recebidos como se de família se tratasse - sempre com muito carinho e com uma genuína alegria pelo reencontro. É complicado traduzir por palavras este sentimento, mas posso garantir que o nosso coração sai cheio, sempre que nos rodeamos destas pessoas.

 

Eu sempre tive a ideia de que o CPM seria muito proveitoso, o J. nem tanto. Mas ao longo do processo fomo-nos apercebendo que, de facto, essa foi uma das melhores decisões que tomámos e das melhores experiências que vivemos juntos. Os temas são atuais, não há grande religiosidade à mistura e os exemplos de vida dos casais orientadores são, muitas vezes, marcantes e relembram-nos da importância das coisas, quando disparatamos e achamos que não temos sorte por qualquer ninharia. A cumplicidade criada deu nome ao nosso grupo, fez com que estivéssemos sempre presentes nos momentos de ansiedade pré-casamento com soluções e palavras de última hora e levou a que todos quiséssemos assistir ao casamento uns dos outros e estar presentes para desejar uma vida muito feliz àqueles que partilharam um dos melhores momentos da vida connosco e nos acompanharam na mesma experiência.

 

Adorámos o nosso CPM e, se noutras paróquias ele decorrer da mesma forma que o nosso, só o podemos aconselhar a 100%. E vai ficar para a vida, temos a certeza - a experiência e as pessoas.

 

29
Fev16

E puff... fez-se Choca... desculpem, Magia!

Joana

Há coisa de um ano, andávamos nós a preparar o nosso casamento, fomos a um showroom, onde se apresentavam algumas atividades complementares pelas quais, se quiséssemos, poderíamos optar para associar ao nosso Copo D' Água. Uma delas foi magia. E vamos ser francos: uma coisa é vermos magia na televisão e ok, é giro e tal; outra coisa TOTALMENTE DIFERENTE é vermos magia à nossa frente! A sensação é, após a natural incredibilidade no que se acabou de passar mesmo à frente dos nossos olhos, a de violação mental. Não sei se alguém já passou pela experiência, mas quando um truque é complexo e bem feito, não conseguimos parar de pensar naquilo e sentimos mesmo que alguém teve a capacidade de entrar no nosso subconsciente, manipulá-lo e "congelar", por momentos, a nossa capacidade de raciocínio. É incrível e altamente assustador. O truque que nos fizeram foi o de escrever numa carta, desenhar e assinar, reinseri-la num baralho e ela aparecer, exatamente com o que nela escrevemos, com a nossa letra e tudo o mais, segundos depois, dentro de um envelope fechado, dentro de um bolso. Isto dito é giro e tal, mas vermos aquilo ali, à nossa frente, é de nos deixar parvinhos, mesmo.

 

Não optámos por este serviço, porque somos adeptos de coisas simples e queríamos o casamento à nossa imagem. Mas lá que isto mexeu connosco, mexeu. Nunca mais, desde esse dia, vimos um truque de magia da mesma forma.

 

(E a carta lá continua em nossa casa, na pasta de arquivo das recordações do nosso casamento, porque realmente passou a fazer parte da nossa história.]

12
Ago15

Casar: o que te dizem que vai acontecer e não acontece. (Ou melhor, não aconteceu.)

Joana

1- Gritar aos sete ventos que te vais casar.

Quando decidimos casar, não fizemos logo alarido disso. Não. Resguardámo-nos um pouco, contámos à nossa família mais direta e amigos muito próximos e that's it. A generalidade dos restantes convidados só soube mesmo na altura de receção do convite. Não houve histerias nem exageros e tudo seguiu na normalidade. Entre nós dois, a alegria era imensa, mas tudo foi levado e pensado com calma e tempo, sem qualquer exagero.

 

2- Começares a pensar no casamento logo no dia seguinte ao pedido oficial.

Fui pedida em casamento a 9 de agosto de 2014. Casei a 24 de julho de 2015. Se tivesse estado este intervalo todo de tempo a pensar no casamento, tinha dado em doida. Para quê começar a criar ansiedades a um ano de distância? Um autêntico disparate, a nosso ver. "Cozinhámos" a ideia do casamento durante os restantes meses do ano do pedido e começámos a pensar mais seriamente nas coisas a uns 5 meses do casamento. Mas com calma e sem perder o sono, que havia muito tempo para tudo. E isto leva-nos à próxima ideia errada...

 

3- Não teres tempo para nada.

O nosso casamento foi pensado com tempo. A sua preparação coincidiu, como sabem, com o belo anúncio de que o nosso senhorio ia vender a casa em que estávamos e com a maravilhosa notícia de que teríamos de sair - e, portanto, ter uma solução - até fim de março (depois lá pôs a mão na consciência - ou assustou-se com a lei, não sei bem - e lá nos estendeu o prazo até fim de julho). Ou seja, andámos a tratar, em paralelo, do nosso casamento e da compra de casa. Começámos nesta jornada em fevereiro e conseguimos concretizar tudo a tempo (com picos de stress pelo meio, é certo). Tivemos tempo para tratar de tudo. Aliás, fomos nós que fizemos as coisas e decidimos a "linha" do nosso casamento e isso foi claro para quem esteve presente e nos conhece bem - detetou de imediato a nossa "mão" em tudo.

 

4- Sem uma empresa a ajudar, não se consegue.

Meus amigos, nós estivemos a trabalhar todo o período do nosso noivado de segunda a sábado, eu tenho uma empresa às costas, tivemos visitas a imóveis todos os fins de semana, cumprimos todas as obrigações de casa, tínhamos burocracias imensas a tratar por todos os motivos e mais alguns, visitámos a família que vive longe de nós, frequentámos o CPM (Curso de Preparação para o Matrimónio), convivemos com os nossos amigos e não precisámos de delegar nada, nem procurar empresas para nos fazerem o que quer que seja, à exceção do próprio copo de água, onde não conseguíamos - nem quisemos - intervir. Portanto, se contratam empresas para vos fazerem as coisas (nada contra!) é porque querem, não porque precisam. Tudo se consegue, desde que planeado com tempo e feito de forma metódica.

 

5- A noiva decide quase tudo.

Nada disso. TODAS as decisões neste processo foram a dois. Desde os convites, às lembranças, passando pela decoração dos espaços, as surpresas, a missa, quase tudo mesmo! Tenho cá para mim que um casamento que começa com a noiva a decidir tudo e o homem e não querer saber de nada não irá dar a grande porto, mas pode ser só uma ideia errada.

 

6- Vais estar hiper nervoso no dia anterior ao teu casamento.

No dia anterior ao casamento, tanto eu, como o J. dormimos nas nossas famílias. Estivemos, por isso, afastados um do outro longas horas e ninguém morreu. Não trocámos imensas mensagens, nem estivemos horas ao telefone. Não. Um telefonema às 22h30 (há que valorizar o conceito de "sono de beleza") antes de ir dormir e já está. Nada de nervosismo, apenas ansiedade e preocupação com as horas e tudo o que havia a despachar na manhã seguinte. Isso, sim, era o que verdadeiramente me assustava.

 

7- Não consegues dormir na véspera do grande dia.

Bahhhh, que treta! Dormi que nem um anjinho. Às 23h já devia estar no lado dos carneirinhos e pular a cerca. Acho que o J. só conseguiu passar todo o gado lá por volta das 2h. E depois são as noivas que estão nervosas. Sim, sim.

 

8- Os homens raramente choram.

Entro eu na igreja, começa a música e as minhas lágrimas, teimosas que só elas, escorrem-me pela maquilhagem abaixo. O J. está de costas para mim, para não se emocionar. Vê-me a chegar e disfarça o nervosismo com um sorriso de orelha a orelha e um "Então? Não é para chorar!". Sim, sim. Foi esperar uma meia hora e ver o meu J. a ir, comigo, entregar o ramo a Nossa Senhora, e a abrir portas a um dilúvio naquela carinha. Ele ficou meio triste por se ter comportado assim; já as mulheres acharam-no hiper fofinho e toda a gente o confirmou como bom rapazinho. Deve ter continuado muito triste o J., deve.

 

9 - Os noivos não comem durante o casamento.

Sempre disse para não me dizerem isto, porque as coisas não iam funcionar dessa maneira comigo. Ninguém acreditou e toda a gente insistia na ideia. Erraram de tal forma que até um dos meus melhores amigos me veio dizer à mesa, durante a refeição principal, que nunca tinha visto uma noiva a comer tanto durante o seu casamento. Nunca me subestimem. Ia ter um banquete em nosso nome, com tudo do que mais gostamos, e não ia comer? Eu avisei; não digam que eu não avisei.

 

10 - O dia passa a correr e não aproveitas nada.

Não sei a opinião de quem decide casar da parte da tarde, mas nós, que casámos a meio da manhã, tivemos um dia pleno e não achei que tivesse passado nada a correr. Aproveitámos muito, focámo-nos na ideia de que a festa era nossa e de mais ninguém e que, portanto, nos competia a nós tirar o máximo partido dela. Não fizemos nada para agradar ninguém - fizemos por nós e para todos. Quem quisesse alinhar, força. Se houvesse que não estivesse para aí virado, não íamos focar-nos nisso. No entanto, no fim, toda a gente gostou muito e o dia teve mesmo a duração perfeita. Tudo decorreu sem grandes pausas ou intervalos desmotivadores, conseguimos estar com todos e um com o outro e foi um dia cheio, mas muito, muito rico. Foi perfeito!

 

14
Jul15

Dão-me permissão que acredite no meu casamento, por favor?

Joana

Mas que raio de mania de as pessoas me dizerem coisas como "Vamos lá ver se corre bem" ou "Oxalá sejas feliz" ou "Deus queira, Deus queira" quando eu lhes digo que vou casar, que estou muito feliz e que queremos ser os companheiros da vida um do outro até ficarmos velhos e desdentados.

 

Poça!

 

Dá para perceberem que nós não vamos casar por capricho ou moda, que iremos passar momentos bons e outros mais difíceis, como toda a gente, que nos amamos profundamente e a níveis bem mais consolidados que muitas pessoas que tecem essas considerações, que somos os melhores amigos um do outro e que sabemos perfeitamente o passo que estamos a dar e tudo o que isso implica?

 

Está bem que anda meio mundo desacreditado no amor e nas relações duradouras, e muitas dessas pessoas já passaram por maus momentos, mas podem pensar no outro meio mundo que acredita e que, grande parte das vezes, vinga mesmo? Isso que fazem é uma condenação logo à partida. Insuportável! Não é porque corre mal a uns, que correrá mal a todos. Sabemos, se calhar, bem mais com o que contar do que muitos dos que lá estão ou falam, já tivemos algumas provações. Para dizerem estas coisas, sem conhecimento de causa, é preferível estarem calados. E não vale fazerem sobrolhos ou olhares de esguelha, esses também contam.

 

E sim, vamos MESMO ser muito felizes até sermos bem velhinhos e rezingões.

 

 

 

17
Jun15

Diário da noiva - 1

Joana

Praticamente a um mês do grande dia, resolvi começar a escrever algumas coisas - poucas - sobre o nosso casamento, tentando, com isso, não desvendar-vos tudo, tudo (que também queremos manter algumas coisas para nós).

Ontem fomos finalizar tudo com o fotógrafo e não podíamos estar mais satisfeitos e seguros com a equipa que teremos connosco no nosso dia. Pessoas muito simples, muito divertidas e a quem quase podemos chamar de amigos, de tão cúmplices que são connosco. Entre negócios e contas, fartamo-nos de rir e de fazer piadas sobre os nossos receios, as nossas "pancas" (sobretudo minhas) e sobre as nossas personalidades. Perceberam exatamente o que queríamos e não queríamos, nem contestaram uma coisa que fosse, souberam aconselhar e entenderam à primeira o nosso estilo. Sabemos que não vão ser daquelas equipas que vão estar visíveis em todos os cantos e que surgem a qualquer movimento que façamos. Estarão lá, mas como parte de nós e de todos. Fora tudo o resto, também era isto que queríamos.

Sentimos mesmo que estamos bem entregues, tanto na fotografia, como no vídeo. Equipa de gente bem disposta e com muita vontade de nos proporcionar um dia inesquecível, sem que nos tenhamos de preocupar com o que quer que seja. "Desfrutem apenas!", é o que nos dizem. Assim faremos.

 

 (Não somos nós, mas somos assim giros e tal... cof cof...)

 

Eu.

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