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Verde Vermelho

Podia ser um blog sobre Portugal. Podia ser um blog sobre mim. Podia ser um blog sobre coisas boas e más. Podia ser um blog humorístico. Podia ser um blog a tentar ser humorístico. Podia ser um blog sobre qualquer coisa. Pois podia.

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Verde Vermelho

14
Ago17

Coisas que o nosso homem nos diz e não deveria dizer.

Joana

Ora bem, logo à partida, este título daria pano para mangas. Mas vamos tentar ser breves, como será apanágio deste blogue, durante o mês de agosto.

 

O J. é romântico à sua maneira. Ou seja, não é a pessoa mais sensível do mundo, mas não faz por mal. O problema está, essencialmente, nos timings. É pessoa para estar a falar do nosso amor, dos passarinhos e de boas memórias dos primeiros tempos de namoro e depois, quando eu já estou enlevada e começo a entrar nessa onda, ele sair-se com uma tirada do género "O presunto do lanche era uma maravilha". Não é a coisa mais fofinha do mundo, mas aguenta-se.

 

Serve esta breve introdução para vos dizer que ontem, quando estávamos com o nosso cão a passear e a contemplar o que de melhor a aldeia tem, e o J. estava a começar a entrar em modo romântico e eu a deixar-me ir, se sai com "Estás a ficar com branquinhas". Eu disse algo como "Sim, eu sei.". E pronto, a conversa poderia - e deveria! - ter ficado por ali, mas o meu caro marido ainda fez questão de acrescentar: "Mas é que são mesmo muitas. Olha aqui... tantas!". Pronto, viemos o resto do caminho em silêncio.

 

Homens, a sério: não digam tudo o que pensam e parem quando vos aconteceu um primeiro deslize - não insistam. Não precisamos que nos relembrem que estamos a envelhecer e que somos muito piores nessa missão do que vocês. Lembrem-se que as mulheres, regra geral, acham as vossas brancas sexys e as vossas rugas charmosas. Façam de conta que o contrário também é verdade e serão muito mais felizes.

 

29
Jul17

Tenho de vos dizer a cruel verdade, homens!

Joana

A sério que nenhuma mulher, no seu perfeito juízo, gosta de ver um homem com calças elásticas hiper justas, quase a cortar a circulação das vossas pernas e que vos destacam tudo o que possam ter de proeminências na área inferior do vosso corpo, o que se torna catastrófico se ainda for conjugado com a subida da calça através de dobras, deixando cerca de 10 cm de perna à vista.

 

Vão por mim, que eu, apesar da idade, ainda tenho opiniões muito válidas e que podem marcar a diferença entre ter uma esposa ou uma relação de sucesso e o ficar sozinho no mundo para todo o sempre. Atendei às minhas palavras. Serão muito mais felizes. Agora ide e mudai a vossa vida.

21
Jul17

Ai, adolescência!

Joana

Conversa com um aluno de 13 anos que está a passar a fase crítica da adolescência, quando, numa atividade, ficámos a saber que os leões marinhos começam a caçar logo após completarem 1 ano de idade:

 

Eu (a provocar) - Vês, P.? Com um ano já são desenrascados e têm de lutar pela vida.

P. - Han...han...

Eu - E caçam peixe!

P. - Han... han...

Eu - Sozinhos!

P. - Han... han...

Eu - Com UM ano!

 

(Pausa)

 

P. - Ó professora, eu também caço... raparigas! Não é peixe, mas dá para alimentar.

 

 

Silêncio.

Deixo-vos a refletir sobre estas sábias palavras de um rapazinho simpático, mas com demasiadas hormonas aos saltos.

 

 

(E caramba, isto no meu tempo não era assim.

Ou era?!...).

 

10
Jul17

Para encarar bem a segunda feira.

Joana

Esta é a altura em que TODA a gente partilha fotos de pés, piscinas e praia. Para os carapaus que andam a trabalhar, essa não é a coisa mais motivadora do mundo, sobretudo a uma segunda feira. Por isso, vamos lá descoprimir um bocadinho.

 

Há músicas que eu e o J. ouvimos na rádio, cuja letra, muitas vezes, nos leva a perceber outra coisa em vez do que está efetivamente a ser dito. Isto acontece com alguma regularidade e nem precisamos de falar; regra geral, olhamos um para o outro e pronto... disparatamos a rir.

Acontece com algumas músicas, mas hoje lembrei-me desta, porque a ouvi há pouco num percurso de carro.

 

Estão a ver a Sia e a música "Elastic Heart", ou seja, esta? Aquilo que eu e o J. ouvimos na voz de fundo (que inicia a canção e se repete ao longo da música) é "'Tá complicado" (eu) e "Está constipado" (J.). Portanto, por muito que eu e ele tentemos ouvir isto de outra forma - e parece que o original é "I won't give up" (coisa que eu NUNCA conseguiria perceber, por a minha cabeça ter feito, de imediato, a sua própria interpretação) - estou como o outro: "Não vai dar, Bubacar".

 

E é incrível como nós conseguimos involuntariamente destruir emoções de letras de músicas, eu sei. Peço desculpa se tornei a vida de alguém menos feliz com esta partilha. Ainda assim, se me lembrar de mais (e temos tantas!), venho partilhar. [:D] Se não vos maçar muito, sintam-se à vontade para fazer o mesmo!

 

E boa semana a nós todos!

 

 

01
Fev17

De Maria Leal a pior.

Joana

Ontem, à imagem da Maria Leal juntou-se a do Emplastro, por eu ter sentido a necessidade de usar um deles (um emplastro) nas costas, para aguentar o dia de trabalho. Hoje, não bastasse tudo isto, a dor, antes local, estendeu-se agora para a perna e passei todo o dia a mancar. Visualizem só por instantes nas vossas cabeças o meu estado (e figura!) nestes dias, pensando só nisto. Sim, podem-se rir. Vamos lá.

 

 

29
Out16

Sábado sem aulas.

Joana

Ah, que alegria! Chegam os fins de semana (potencialmente) prolongados e é ver os alunos a desmaracarem as aulas de sábado de manhã, porque têm "assuntos urgentes" a tratar. Cá por mim, se for muito de quando em quando, está tudo bem terem essas urgências. É a inha oportunidade derradeira de poder dormir até tarde num sábado, fazer tudo com calma, ter tempo para concretizar alguns planos, ir dar uma volta.... ahhhhh... Pois. Só que não.

 

- Acordei cedo, porque o meu sistema está habituado a despertar cedo.

- Tentei dormir e a insistência valeu-me uma dor de costas valente, para além de uma neura daquelas.

- O J. teve de sair cedo e, apesar de ter tentado não deitar nada abaixo e ser mesmo muito discreto, fez um barulho semelhante à queda de várias coisas ao mesmo tempo, em diversos momentos da sua manhã.

- Acordei maldisposta.

- Liguei o computador só para tratar de uns pequenos assuntos de trabalho.

- Estou há cinco horas a trabalhar frente a um monitor e acho que estou a ficar com uma dor pouco famosa no pescoço e uma tendinite na mão, à conta do touchpad.

 

Estou a ver que, quando for assim, mais vale assumir que, tendo ou não alunos, sábado de manhã é sempre um dia de trabalho normal. É que se eu insistir em desmenti-lo para mim mesma, as estrelas e o mais elementos que governam a nossa vidinha lá em cima tratam de mo lembrar e relembrar de formas bastante claras.

 

Resultado: pelo menos até às 16h ou 17h vou ter trabalhinho ao computador. E já tenho o Voltaren mesmo ao meu lado, pronto a entrar em ação. Ah, que rico sábado! Obrigada, meus caros alunos que estão, provavelmente, numa esplanada a apanhar sol e a apreciar o mar ou a acampar no Gerês. Obrigada.

 

 

02
Mar16

A cara das famosas não é igual à minha.

Joana

Eu vejo alguns snapchats e pequenos vídeos no Instagram das famosas a retirarem a maquilhagem, ao final de um dia, e estão sempre com um ar fresco, antes e depois. Eu retiro a maquilhagem com muito esforço, sempre carregada de sono, e, se antes de iniciar o processo, já tenho os olhos papudos e umas leves olheiras, quando tudo sai, estou com ar de quem está levemente inebriado e levou duas murraças nos olhos. Enfim, ser-se famoso deve melhorar a qualidade da pele, só pode. Ninguém me manda ser uma comum mortal.

Eu.

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@joaninha_me