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Verde Vermelho

Podia ser um blog sobre Portugal. Podia ser um blog sobre mim. Podia ser um blog sobre coisas boas e más. Podia ser um blog humorístico. Podia ser um blog a tentar ser humorístico. Podia ser um blog sobre qualquer coisa. Pois podia.

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Verde Vermelho

13
Set17

Eu não fui feita para ter classe.

Joana

Eu sou uma pessoa que não aprecia álcool. Não bebo, porque não consigo mesmo gostar do sabor, nem do efeito a que o seu excesso conduz (que até hoje, apenas e só vi nos outros). A sério que não sou antissocial, nem hamish, nem extraterrestre, confiem em mim.

 

 

 

 

Esta pura incapacidade leva-me a sentir-me, por vezes, um pouco subvalorizada em momentos sociais, porque, para além de não ser muito compreendida, nunca terei a dignidade ou a classe de ser vista e fotografada com um copo de vinho tinto na mão, um copo de vinho branco numa mesa a meia luz ou um copo de champanhe em alturas de festa. Em vez disso, apenas terei a simplicidade da água a imitar vodka, da SevenUp a imitar gin, do Ice Tea a imitar licor e, no pior dos cenários, do Champomy a imitar champanhe ou uma bebida de classe semelhante.

 

No meio deste cenário catastrófico, valem-me duas coisas: o facto de o J. ser, aparentemente, o único espécime masculino à face da Terra igual a mim neste campo e de os outros nos verem sempre como aquele casal querido, que não bebe, e nos olharem de uma forma que contempla um misto de comiseração e enternecimento, por sermos diferentes. Tipo uns vegan numa churrascada, mas com menos estilo. Enfim. Cada um nasce para o que nasce e eu, aparentemente, não nasci para um nível de classe que se alcança com um copo de um bom vinho tinto na mão. Triste.

 

(E a sério que não vale a pena tentarem a minha evangelização neste âmbito, falando-me de Vinho do Porto ou da Madeira, porque aquilo em lado e momento algum será entendido como doce pelo meu palato. Antes como algo para curar dores de garganta profundas ou puramente para desinfestação interna.)

 

 

 

08
Set17

Ó senhores, decidam-se! (inclui uma Dica grátis!)

Joana

Eu não consigo perceber mesmo como certas pessoas conseguem ser exageradamente incoerentes na forma como, genericamente, comunicam e, especificamente, se despedem nos seus emails. 

 

De um lado, temos a equipa daqueles que, a cada mensagem que enviam, optam por uma fórmula de despedida diferente - Melhores Cumprimentos, Atentamente, Ao dispor, Despeço-me respeitosamente e por aí fora -, numa possível tentativa (vã) de parecerem extremamente cultos, quando só parecem pessoas totalmente indecisas e inconstantes. Do outro lado, temos a equipa daqueles que, quando estão presencialmente comigo, dão beijinhos, são muito amistosos e de sorriso aberto, mas quando enviam emails são formais e totalmente quadrados, aplicando a expressão-padrão Melhores Cumprimentos a tudo o que mexe, que eles não estão ali para se maçar muito. Esta última equipa, ao desejar avidamente parecer educada e respeitadora do espaço pessoal do seu interlocutor, acaba por ser interpretada como incoerente e, por vezes, falsa.

 

Por isso, a estas duas equipas apraz-me apenas mostrar o seguinte cartaz que, não sendo político, é, à sua maneira, bem chamativo:

 

 

Exato: Big No!

 

Por isso, acho que estou a prestar um serviço público de utilidade ao partilhar estas minhas experiências e ao dizer, a plenos pulmões (inspirada pelos 37 discursos políticos que ouvi nos últimos dias por todo o lado para onde me vire): PAREM COM ISSO! Sejam coerentes! É importante manter o registo nos nossos discursos. sejam eles orais ou escritos, sob pena de sermos interpretados erradamente pelos recetores das nossas mensagens. Imaginem o que é eu estar com alguém, cheia de palavras simpáticas, piadas, sorrisos, beijinhos e abraços e depois despedir-me com um tão reconfortante Ao Dispor. E no dia seguinte com um Atentamente. A sério. Não façam isso. Vão por mim!

 

 

Melhores cumprimentos a todos! ;)

 

 

04
Set17

Pode ter sido só por eu estar com sono.

Joana

Ainda hoje me está aqui a pulsar na cabeça a frase que ontem um jovem muito mal encarado que trabalha numa churrasqueira me disse, quando me entregou o meu pedido, sem que antes me tenha dirigido qualquer palavra que fosse, a não se as obrigatórias "Molho normal ou picante?". Entregou-me o saquinho azul (estamos no âmbito da mensagem literal, atenção!) cheio de gordura nas asas e disse-me isto: "Boa sorte". Podia ter optado por um "Boa tarde", um "Muito obrigado", um "Até à próxima" ou um "Volte sempre". Mas não. Disse "Boa sorte".

 

Expliquem-me, por favor. É simples parvoíce ou isto encerra em si toda uma mensagem demasiado subliminar, que fui incapaz de decifrar? Estou aberta a ouvir as vossas teorias explicativas sobre este momento breve, mas intenso, do meu domingo. Obrigada.

 

26
Ago17

2 ou 70 Euros?

Joana

A moda está toda tão virada do avesso (para não dizer coisas como "marada), que eu há dias vi um rapaz com uns 14 ou 15 anos vestido com calções e t-shirt de marca e uns chinelos de piscina (daqueles azuis marinho com duas listas brancas, estão a ver?) e fiquei a pensar se aquele calçado seria mesmo um de dois euros dos chineses ou um de setenta euros dos de marca. No fundo, não percebi se era simplicidade ou moda, se era humildade ou opulência.

 

Aparentemente, é este o ponto em que estamos.

 

 

(Tenho para mim que não estará para tardar a moda de usar isto com meia branca.)

 

 

 

14
Ago17

Coisas que o nosso homem nos diz e não deveria dizer.

Joana

Ora bem, logo à partida, este título daria pano para mangas. Mas vamos tentar ser breves, como será apanágio deste blogue, durante o mês de agosto.

 

O J. é romântico à sua maneira. Ou seja, não é a pessoa mais sensível do mundo, mas não faz por mal. O problema está, essencialmente, nos timings. É pessoa para estar a falar do nosso amor, dos passarinhos e de boas memórias dos primeiros tempos de namoro e depois, quando eu já estou enlevada e começo a entrar nessa onda, ele sair-se com uma tirada do género "O presunto do lanche era uma maravilha". Não é a coisa mais fofinha do mundo, mas aguenta-se.

 

Serve esta breve introdução para vos dizer que ontem, quando estávamos com o nosso cão a passear e a contemplar o que de melhor a aldeia tem, e o J. estava a começar a entrar em modo romântico e eu a deixar-me ir, se sai com "Estás a ficar com branquinhas". Eu disse algo como "Sim, eu sei.". E pronto, a conversa poderia - e deveria! - ter ficado por ali, mas o meu caro marido ainda fez questão de acrescentar: "Mas é que são mesmo muitas. Olha aqui... tantas!". Pronto, viemos o resto do caminho em silêncio.

 

Homens, a sério: não digam tudo o que pensam e parem quando vos aconteceu um primeiro deslize - não insistam. Não precisamos que nos relembrem que estamos a envelhecer e que somos muito piores nessa missão do que vocês. Lembrem-se que as mulheres, regra geral, acham as vossas brancas sexys e as vossas rugas charmosas. Façam de conta que o contrário também é verdade e serão muito mais felizes.

 

29
Jul17

Tenho de vos dizer a cruel verdade, homens!

Joana

A sério que nenhuma mulher, no seu perfeito juízo, gosta de ver um homem com calças elásticas hiper justas, quase a cortar a circulação das vossas pernas e que vos destacam tudo o que possam ter de proeminências na área inferior do vosso corpo, o que se torna catastrófico se ainda for conjugado com a subida da calça através de dobras, deixando cerca de 10 cm de perna à vista.

 

Vão por mim, que eu, apesar da idade, ainda tenho opiniões muito válidas e que podem marcar a diferença entre ter uma esposa ou uma relação de sucesso e o ficar sozinho no mundo para todo o sempre. Atendei às minhas palavras. Serão muito mais felizes. Agora ide e mudai a vossa vida.

21
Jul17

Ai, adolescência!

Joana

Conversa com um aluno de 13 anos que está a passar a fase crítica da adolescência, quando, numa atividade, ficámos a saber que os leões marinhos começam a caçar logo após completarem 1 ano de idade:

 

Eu (a provocar) - Vês, P.? Com um ano já são desenrascados e têm de lutar pela vida.

P. - Han...han...

Eu - E caçam peixe!

P. - Han... han...

Eu - Sozinhos!

P. - Han... han...

Eu - Com UM ano!

 

(Pausa)

 

P. - Ó professora, eu também caço... raparigas! Não é peixe, mas dá para alimentar.

 

 

Silêncio.

Deixo-vos a refletir sobre estas sábias palavras de um rapazinho simpático, mas com demasiadas hormonas aos saltos.

 

 

(E caramba, isto no meu tempo não era assim.

Ou era?!...).

 

10
Jul17

Para encarar bem a segunda feira.

Joana

Esta é a altura em que TODA a gente partilha fotos de pés, piscinas e praia. Para os carapaus que andam a trabalhar, essa não é a coisa mais motivadora do mundo, sobretudo a uma segunda feira. Por isso, vamos lá descoprimir um bocadinho.

 

Há músicas que eu e o J. ouvimos na rádio, cuja letra, muitas vezes, nos leva a perceber outra coisa em vez do que está efetivamente a ser dito. Isto acontece com alguma regularidade e nem precisamos de falar; regra geral, olhamos um para o outro e pronto... disparatamos a rir.

Acontece com algumas músicas, mas hoje lembrei-me desta, porque a ouvi há pouco num percurso de carro.

 

Estão a ver a Sia e a música "Elastic Heart", ou seja, esta? Aquilo que eu e o J. ouvimos na voz de fundo (que inicia a canção e se repete ao longo da música) é "'Tá complicado" (eu) e "Está constipado" (J.). Portanto, por muito que eu e ele tentemos ouvir isto de outra forma - e parece que o original é "I won't give up" (coisa que eu NUNCA conseguiria perceber, por a minha cabeça ter feito, de imediato, a sua própria interpretação) - estou como o outro: "Não vai dar, Bubacar".

 

E é incrível como nós conseguimos involuntariamente destruir emoções de letras de músicas, eu sei. Peço desculpa se tornei a vida de alguém menos feliz com esta partilha. Ainda assim, se me lembrar de mais (e temos tantas!), venho partilhar. [:D] Se não vos maçar muito, sintam-se à vontade para fazer o mesmo!

 

E boa semana a nós todos!

 

 

01
Fev17

De Maria Leal a pior.

Joana

Ontem, à imagem da Maria Leal juntou-se a do Emplastro, por eu ter sentido a necessidade de usar um deles (um emplastro) nas costas, para aguentar o dia de trabalho. Hoje, não bastasse tudo isto, a dor, antes local, estendeu-se agora para a perna e passei todo o dia a mancar. Visualizem só por instantes nas vossas cabeças o meu estado (e figura!) nestes dias, pensando só nisto. Sim, podem-se rir. Vamos lá.

 

 

Eu.

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@joaninha_me