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Verde Vermelho

Podia ser um blog sobre Portugal. Podia ser um blog sobre mim. Podia ser um blog sobre coisas boas e más. Podia ser um blog humorístico. Podia ser um blog a tentar ser humorístico. Podia ser um blog sobre qualquer coisa. Pois podia.

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Verde Vermelho

10
Jul17

Para encarar bem a segunda feira.

Joana

Esta é a altura em que TODA a gente partilha fotos de pés, piscinas e praia. Para os carapaus que andam a trabalhar, essa não é a coisa mais motivadora do mundo, sobretudo a uma segunda feira. Por isso, vamos lá descoprimir um bocadinho.

 

Há músicas que eu e o J. ouvimos na rádio, cuja letra, muitas vezes, nos leva a perceber outra coisa em vez do que está efetivamente a ser dito. Isto acontece com alguma regularidade e nem precisamos de falar; regra geral, olhamos um para o outro e pronto... disparatamos a rir.

Acontece com algumas músicas, mas hoje lembrei-me desta, porque a ouvi há pouco num percurso de carro.

 

Estão a ver a Sia e a música "Elastic Heart", ou seja, esta? Aquilo que eu e o J. ouvimos na voz de fundo (que inicia a canção e se repete ao longo da música) é "'Tá complicado" (eu) e "Está constipado" (J.). Portanto, por muito que eu e ele tentemos ouvir isto de outra forma - e parece que o original é "I won't give up" (coisa que eu NUNCA conseguiria perceber, por a minha cabeça ter feito, de imediato, a sua própria interpretação) - estou como o outro: "Não vai dar, Bubacar".

 

E é incrível como nós conseguimos involuntariamente destruir emoções de letras de músicas, eu sei. Peço desculpa se tornei a vida de alguém menos feliz com esta partilha. Ainda assim, se me lembrar de mais (e temos tantas!), venho partilhar. [:D] Se não vos maçar muito, sintam-se à vontade para fazer o mesmo!

 

E boa semana a nós todos!

 

 

07
Jul17

Num mundo perfeito...

Joana

... hoje o J. estaria a caminho do RFM Somnii, na Figueira da Foz, para ver um dos artistas que sempre sonhou ver ao vivo, e eu a caminho do Nos Alive, para ver Foo Fighters e Depeche Mode.

Pois.

 

A verdade é que os mundos perfeitos são só para alguns.

Neste caso para o J.

 

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O que vale é que logo tenho o concerto de ontem de XX para rever e um Spotify prontinho com Playlists de Rock dos anos 90. Dentro do género, não está mal.

 

[Por aqui, só resta inveja da boa. Que seja, em tudo, excelente e não falhe as expectativas.]

 

01
Jul17

A música e os seus motivos.

Joana

Eu adoro música. Mas tenho dificuldade em dizer um tipo de música aprecio particularmente, porque, genericamente, gosto de tudo. No entanto, posso dizer que a dificuldade em definir um género, banda, artista tem muito a ver com o facto de, antes de qualquer coisa, eu precisar de gostar da pessoa. Sim, da pessoa. Dou-vos um exemplo: eu nunca consegui gostar de The Gift, porque não gosto da vocalista. Sei que é boa pessoa, sensível, capaz e tudo o mais. Mas, por algum motivo, não gosto da Sónia Tavares e nunca gostei. Isso fez-me nunca conseguir apreciar The Gift. E acreditem que eu até me esforcei, porque reconheço que eles até têm alguma qualidade, mas não chega. Não havendo alguma forma ligação com as pessoas, não consigo apreciar o que elas fazem. Não sei se é defeito ou feitio, mas sempre fui assim.

 

Também na mesma linha, sou bastante permeável a gostar de artistas que nunca diria apreciar, mas que, por uma atuação ao vivo que vi deles, mudo de opinião. Isto acontece-me frequentemente com atuações no programa Jimmy Fallon. Já descobri algumas coisas bem interessantes por lá e até cheguei a gostar de um música que, numa mera escuta de rádio, nunca me prenderia a atenção.

 

Enfim, resumindo: sou bastante permeável ao que vejo e pouco ao que os outros consideram bom. Gosto de muitas músicas porque sim e de alguns artistas porque não. Sem mais.

 

 

 

31
Mai17

Vamos falar do Festival sem falar do Salvador?

Joana

Tudo o que é demais, enjoa. E tudo o que se tem falado do Salvador, por muito justo que possa ser, já começa a enjoar. Já me parece que é chegada a altura de fazer uma pausa, porque há mais vida para além deste marco. Já chega e acredito que não seja a única que revira os olhos e pega no comando da televisão, sempre que chega mais uma reportagem, Grande Entrevista ou o mais que o valha sobre o rapaz. Nada contra ele - não é a pessoa mais correta de sempre, mas o politicamente incorreto também cai bem por vezes e até é necessário, para servir de exemplo. É mais por nós. E por ele no fundo, porque me parece que também agradeceria uma pausa nesta "máquina" que o rodeia.

 

Enfim, Salvadores à parte, o Festival da Canção deste ano foi, na minha opinião de fã da Eurovisão, bastante bom em qualidade. Bem sei que a minha condição de "adepta da modalidade" pode estar a toldar, de alguma forma, a minha opinião, e que o facto de conseguir apreciar quase todos os tipos de música (à exceção de eletrónica e de tudo o que contenha a palavra "progressivo") também pode contribuir, mas achei MESMO que havia músicas boas. Tirando a nossa, e em géneros completamente diferentes, destaco estas três:

 

 Anja - Were I Am (Dinamarca)

 

A miúda é gira, a música é gira, a miúda tem um vozeirão, a música fica no ouvido.

Toma, Lara Fabian! Tens substituta.

Adoro!

 

 

Blanche - City Lights (Bélgica)

 

A rapariga tem um ar de tédio que impressiona, mas a música é muito diferente, também muito pouco "festivaleira" e há aqui um lado negro qualquer que, aposto, vai ser trabalhado por alguns Dj. O jogo de luzes na apresentação ao vivo foi espetacular e a música ficou. E a voz da moça é estranhamente apelativa. Se tiverem oportunidade, vejam o vídeo oficial - a música ganha mesmo outra dimensão.

 

 

Lucie Jones - Never Give Up On You (Inglaterra)

 

Esta foi a atuação da noite, para mim. Eu adoro esta música, a letra e o sentimento com que a Lucie Jones a canta é qualquer coisa. Ela transporta-nos completamente para si e parece estar a cantar aquilo com a alma toda e mais alguma. Acho que é impossível ver esta interpretação e não ficar arrepiado. É uma das minhas músicas do momento por muitos motivos e, muito provavelmente, vai ser outra a ser "trabalhada" por bons DJ. Se tiverem a oportunidade de ver o vídeo oficial, podem aperceber-se melhor da qualidade de que vos falo (mais, ainda assim, a atuação ao vivo ganha pela "alma").

 

 

A sério, percam/ganhem um pouco do vosso tempo e ponham lá os vídeos a correr. Bem sei que muito poucos serão os que vão seguir o meu conselho, mas pronto. Não digam que não vos tento mostrar coisas boas e bonitas (refiro-me às músicas!).

 

E vocês? Ligam alguma coisa a isto? Há Eurofãs por aí? Quais as vossas oponiões e preferências?

 

 

27
Jan17

Se não sabemos, não troçamos. De acordo?

Joana

Ouvi hoje na rádio o tema "Scratch my back", da Aurea, e lembrei-me de repente da minha indignação com algumas pessoas, há alguns anos, quando esta música saiu e se tornou recorrente nas rádios. Recordo-me que, de repente, toda a gente troçava desta música por, aparentemente, dizer "Coça-me as costas". De início, achei graça, porque pensei que as pessoas pudessem estar a brincar com a situação e a tradução literal teve por isso, e até certo ponto, piada. Deixou, no entanto, de a ter, quando me comecei a aperceber que as pessoas não estavam a troçar, mas acreditavam, de facto, que era isso que a letra queria dizer. E gozavam com a Aurea e com a música portuguesa.

 

Eu convivo bem com o facto de não termos todos a mesma formação ou conhecimento sobre as coisas - das mais mundanas às mais rebuscadas. Mas não sei lidar com este tipo de ignorância que troça porque os outros o fazem e porque acha que tem piada seguir incondicionalmente e de olhos fechados quem o faz e (acha que) consegue destacar-se com isso. Para mim, até consegue - mas não no lado positivo. Não gosto da ignorância. E não são precisos cursos ou douturamentos, porque há muita gente formada pelos livros e muito pouco pela vida, que falha constantemente em princípios básicos de convivência. Não gosto que não haja curiosidade em perceber as coisas, em tirar dúvidas e em questionar o que os outros nos dizem. A cultura que me importa é, de facto, a do respeito e cidadania, menos a dos livros. E aqui, claramente, eu fico a perder, porque dou conta que aquilo que mais valorizo está em clara desvantagem para aquilo que os outros valorizam. E como é triste perceber que a humildade de não saber dá tantas vezes lugar à mania que se sabe. É só fazer uma pergunta adicional "fora do baralho" e é ver toda esta "construção" a desmoronar-se pelas mãos de quem a quis erguer à viva força.

Triste.

 

30
Mar16

"Não se ama quem não ouve a mesma canção".

Joana

Diz-se na música "Paixão (segundo Nicolau da Viola)", de Rui Veloso. Canção antiguinha e que faz parte de todos nós (dos trintões, pronto...) por motivos diversos. E hoje deu-me para pensar neste verso em específico. Analisando a coisa sob o ponto de vista literal, será, de facto, possível amar-se alguém que não goste do mesmo tipo de música que nós? O que acham?

 

Eu sempre pensei que sim. Considero que, apesar de o amor nunca se medir por este ponto em particular, a pouca sintonia nos gostos musicais poderá ser um motivo de alguma tensão. Desde sempre [sendo que aqui o "sempre" se refere aos anos que (con)vivo com ele] que o J. gosta de um tipo de música que eu não aprecio de todo. Poderei dizer que detesto mesmo. Mas ele adora. E ouve. E nem sempre nos headphones. Admito que isso mexe comigo. Não gosto e altera-me. As batidas são fortes e as músicas, talvez por eu sempre ter gostado de coisas mais alternativas a puxar ao rock/pop rock, são praticamente intragáveis para mim. Considero aquele tipo de música francamente mau, mas tento respeitar os seus gostos. A minha alternativa é pôr os headphones e andar na minha vida, enquanto ouço as músicas de que gosto.

 

Sei que as pessoas são diferentes e que a noção dos gostos e qualidades de uma música são muito relativas, mas realmente aquilo não é para mim. Felizmente, o J. gosta de algumas coisas comuns a mim, o que já não é mau de todo. Não digo que isto nos separe, mas que nos afasta uns metros um do outro, é verdade. Lamento que assim seja, mas respeito. Já tentei apreciar, mas é impossível. Fiquemos, então, neste âmbito, cada um no seu cantinho. E a vida segue.

 

E vocês? Partilham dos mesmos gostos musicais dos/das vossos/vossas  namorados/namoradas/maridos/esposas? Como funcionam as coisas desse lado?

 

 

 

 

27
Nov15

Antes de ir de fim de semana...

Joana

... deixo sugestões de duas músicas que - vá-se lá perceber porquê! - adoro e tocam incessantemente no Spotify aqui da menina (e na cabeça, durante todo o dia, também). Não são nada o meu género, nunca diria, se não as ouvisse, que pelos artistas iria gostar delas, mas a verdade é que ando vidrada nestes dois pedaços de mau caminho (e refiro-me às músicas). (Também pode ser falta de descanso, admito...).

Acontece que os vídeos destas duas músicas são francamente fracos e até quase reles, e isso claramente, para quem não começou por ouvir as músicas, tira logo qualidade e vontade de escutar com atenção. Se tiverem oportunidade, ouçam as duas músicas com headphones, foi assim que me "apaixonei" por elas.

A primeira é do Drake e chama-se "Hotline Bling".

A segunda é do Miguel e chama-se "Coffee".

 

Bom fim de semana! :)

 

 

30
Mai15

Se esta música se torna famosa, eu emigro.

Joana

Ouvi hoje de manhã na Rádio Nova. A música é muito boa, mas a letra é para lá de ridícula. Faz-me lembrar o "Cara de Chewbacca", que já era estúpida o suficiente. Esta bate recordes. Nem sei como se chega a isto, juro. Será que a letra importa alguma coisa para estas pessoas? Quem pode ter o desplante de aceitar isto para ser editado ou promovido? E, sobretudo, quem pode gostar e dar qualquer tipo de lucro a isto? E depois querem que a música portuguesa seja credível e aceite. Uh, uh... é isso, continuem assim então.

 

Eu.

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