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Verde Vermelho

Podia ser um blog sobre Portugal. Podia ser um blog sobre mim. Podia ser um blog sobre coisas boas e más. Podia ser um blog humorístico. Podia ser um blog a tentar ser humorístico. Podia ser um blog sobre qualquer coisa. Pois podia.

Verde Vermelho

Podia ser um blog sobre Portugal. Podia ser um blog sobre mim. Podia ser um blog sobre coisas boas e más. Podia ser um blog humorístico. Podia ser um blog a tentar ser humorístico. Podia ser um blog sobre qualquer coisa. Pois podia.

13
Set19

Voltei, voltei... voltei de lááá...

Joana

Pois que quem me segue neste cantinho sabe que eu estava na iminência de ter o meu bebé quando escrevi o meu último post em março deste ano. (Mal sabia eu que estava mesmo a rebentar...)

Desde aí, a minha vida mudou radicalmente e a noção de tempo livre para escrever no meu blogue (ou fazer qualquer coisa tipo tomar banho) desapareceu por completo. Precisei de quase 6 meses para recuperar algum fôlego, descanso, memória e vida social, pelo que vou tentar voltar progressivamente à carga, tentando fazer juz ao que sempre fui aqui e fora deste mundo de palavras escritas.

Tenho muuuitas saudades do meu Verde Vermelho e dos que gostam de ler o que escrevo. Mas sei que estou desculpada por quem ficou num sofrimento atroz com a minha penosa ausência (Uh... alguém?). Foi - mesmo! - pelo melhor motivo de todos. Mi aguardem.

 

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11
Mar19

Domingo à noite em Portugal.

Joana

Eu gosto de junk tv. Regra geral, a parvoeira relaxa-me. Mas hoje vi uns minutos do programa da TVI "Quem quer casar com o meu filho?" e o nível (se é que ele existe) daquilo é tão mau, tão baixo, tão básico, tão "Love on Top", que nem eu aguento. Podem ser as hormonas da gravidez a tirar-me toda a pachorra possível, mas caramba... estamos a roçar na lama, não estamos? Já para não falar na categoria das candidatas. Valha-me a santa. São demasiadas cabeças por onde só passa vento. Tanta falta de matéria até dói. E estas miúdas querem... casar? Casar?! Elas ainda agora saíram da escola (se é que por lá andaram!). Enfim, não dá para mim. É um misto de vergonha alheia com enjoo. Venham de lá os agricultores. Deve ser melhor. Nem que seja por muito, muito, muito pouco.

 

28
Fev19

A data aproxima-se. E as ansiedades também.

Joana

Sou uma pessoa calma e, por si só, muito animada. Gosto de viver as coisas a seu tempo, um dia de cada vez e acredito sempre que tudo vai correr bem.

 

Em relação à gravidez, sempre a levei com a maior das calmas e naturalidades e passei estes nove meses bastante tranquila e feliz. A poucos dias da hora da verdade, as coisas começam a mudar um bocadinho, confesso. O facto de ter de estar mais por casa e em repouso mexe comigo, porque eu não sou muito de ficar parada e sozinha no mesmo sítio muito tempo. O mesmo acontece em relação ao trabalho: sentir que giro toda a dinâmica da empresa à distância (e, sobretudo, forçar-me a isso) é complicado para mim, que costumo sempre ser ativa e interventiva em tudo. Não que não confie em quem lá está ou que tudo vai correr bem; é apenas uma coisa muito minha, com a qual estou a tentar aprender a lidar.

 

A aproximação da data do parto está a começar a criar alguma ansiedade em mim, é verdade. Tenho sempre receio de que falte alguma coisa, de que me tenha escapado algo essencial e básico e, sobretudo, de que não seja capaz de ser tão prática e expedita como costumo ser. A isto junta-se uma nostalgia, que já me está a afetar, de não mais ir sentir o bebé dentro de mim, os seus movimentos, as reações à minha voz, às minhas (péssimas) cantorias e danças, à voz e brincadeiras do pai e às festinhas e mãos sempre quentinhas dos avós. Também não ajuda eu adorar estar grávida e com uma barriga digna de uma pequena baleia - passo montes de tempo a apreciá-la e a acarinhá-la e, por muitos registos fotográficos que haja, nenhum parece ser fiel à sua verdadeira dimensão. Toda a gente me diz para fotografar muito, registar tudo e aproveitar cada bocadinho, o que, sendo dito com a melhor das intenções, ainda agrava mais um bocadinho este sentimento de tudo estar prestes a acabar.

Também os constantes conselhos de "aproveita agora para dormir" e "façam tudo o que gostam e aproveitem cada momento, porque isso vai acabar em breve e durante bastante tempo" - mesmo se ditos com o objetivo de nos orientar - não ajudam particularmente.

 

Do parto propriamente não tenho grande receio. Estou mais ansiosa com o antes da coisa. O ter contrações ou o rebentamento da bolsa e ter de aguardar ou não para ir para o hospital. A confusão de me ir arranjar e sair com tudo às costas, não esquecendo de nada. O que nos passará pela cabeça no caminho de carro até ao hospital. Tenho, no fundo, medo de alguma desorientação inicial, que possa estragar, de algum modo, o entusiasmo pelo grande momento das nossas vidas. Sei e acredito que tudo vai correr bem e eu não costumo entrar em pânico em alturas críticas. Se tudo se mantiver como sempre foi, saberei lidar com alguma frieza no momento decisivo e depois toda a enxurrada de emoções me cairá em cima após essa hora. Não seria mau, se assim fosse. Vamos ver como nos saímos.

 

Neste momento, penso que o que me causa maior ansiedade é a dúvida constante sobre o "quando". Para além disso, sinto o meu raciocínio muito lento e, por vezes, o cansaço físico e mental apoderam-se de mim de repente, do nada, o que também me frustra ligeiramente. Voltei a ter sono a meio do dia. Já estou farta de comer as mesmas coisas e não dever comer outras, por ideias fixas minhas, sobretudo. Não tenho grande paciência para coisas minhas, menos ainda para as dos outros (não é por mal, claro) e estou muitas vezes em modo "só estou bem onde não estou". Acho que tudo faz parte, segundo dizem, e quero encarar isto com a mior naturalidade possível, mas às vezes nem minha grande amiga sou. O que vale é o carinho das minhas pessoas, que não se cansam de mim e me apoiam sempre, mesmo quando estou rezingona e sem pachorra. E, claro, o nosso bebé, que parece adivinhar quando estou mais em baixo e reage sempre que me sente assim, como que a dar alento à mãe e à sua missão. Somos uma boa equipa, no fundo. E tudo há de correr bem.

 

Barriga Nós 2 PB.png

(Sim, somos nós os três.)

 

 

 

26
Fev19

Para se ser um novo talento nacional na música temos de ser freaks?

Joana

É que parece mesmo. Não sei se já se deram ao trabalho de analisar aqueles que são considerados por muitos como "os novos talentos da música nacional", mas depois de ter visto uma Semi-Final do Festival da Canção e de ter apreciado alguns videoclips no programa A3.30 que passa na RTP,  não há como escapar a esta conclusão. Confesso que não consigo entender o conceito. Não consigo apreciar a música, de tal forma fico "presa" nas imagens dos intérpretes e nas ideias dos vídeos. Não sou nada do género Velho do Restelo, mas acho mesmo que se faz tanta coisa fraquinha hoje em dia e se tenta "elevar" a coisa através da imagem... Não digo que sejam todos, mas a grande generalidade tenta vencer pelo seu lado freak. Será por aí que deveremos ir? Give it a shot e digam-me coisas.

 

(E a sério que a Surma e o Conan Osíris não são mesmo os piores atualmente, apesar de eu nunca ir entender como ambos têm algum tipo de sucesso. Mas isso sou eu.)

 

 

25
Fev19

Monday mood.

Joana

Pronto, só para começarem bem esta segunda feira, partilho convosco o momento mais trengo da última semana aqui da vossa cara amiga.

 

Ora pois que tive de ir a cerca de quatro lojas dentro de um Centro Comercial. Nada de especial e foco no objetivo de entrar, procurar somente o que interessava, comprar e sair. Mas havia ali um twistzinho recorrente: sempre que entrava estava tudo tranquilo, sempre que saía, o alarme da loja tocava de uma forma estridente. Fui "revistada" quatro vezes e das quatro vezes fiquei vermelha como um perú. Não que receasse alguma coisa, não que tivesse motivos para me sentir mal, mas porque começava a haver ali um padrão que me estava a chatear. Pior era que os alarmes só tocavam à saída e nunca à entrada das lojas. Ainda para mais, as quatro lojas eram praticamente pegadas umas às outras, pelo que quem estivesse por ali sentado, estaria a ver em mim uma ladra em potência.

 

Findas as quatro tentativas, resolvi desistir e pisgar-me daquele sítio, não fosse ainda ter algum problema ou ser acusada injustamente de alguma coisa que não teria feito. Estava cansada e já aborrecida com a coisa. Não bastasse, estava cheia de fome e com picos de calor, que nem sabia se tinham a ver com a hora, com a roupa que trazia vestida, com a gravidez ou com nada disto.

 

Cheguei a casa, farta desta jornada, e fui à casa de banho. Eis senão quando olhei para o interior das minhas calças e vi uma BRUTA etiqueta cosida no interior, com uma espécie de cartão rígido lá dentro. Pois, exato, era um alarme. Não sei de que espécie de alarme se tratava, porque só reagia à saída das lojas, e nunca à entrada, mas estava de tal forma disfarçado, que parecia mesmo daquelas etiquetas cosidas, que ninguém (penso!) descose quando resolve usar uma peça de roupa. Pormenor: não era a primeira vez que andava com aquelas calças, nem a primeira vez que resolvi ir a lojas tratar das centenas de coisas que tenho a tratar, quase todos os dias, por causa da maternidade, com aquelas calças. Pronto, resolveram gozar comigo naquele dia as pantalonezinhas palhaças. Enfim. Coisas que só me acontecem a mim, creio.

 

E pronto, foi assim que aconteceu um belo dia da semana passada num Centro Comercial da minha zona. Se se lembram de ter ouvido quatro alarmes a tocar de seguida em quatro lojas diferentes... era eu!

 

 

 

E assim vos deixo nesta bela segunda feira cheia de sol.

Se vos der para isso, riam-se de mim à vontade. Estou aqui para vos servir.

 

 

21
Fev19

A minha necessidade de organização real, mental e virtual.

Joana

A chegada do bebé implicou um ajuste brutal na nossa capacidade de organização. Já tivemos vários percalços pelo caminho - desde janelas a infiltrações de que já vos fui falando várias vezes neste blogue e que já contam com anos e algumas lutas (e vitórias) pessoais -, o que ainda reforçou mais a necessidade de reagirmos, de nos mexermos, de relativizarmos e de nos organizarmos - sobretudo em termos de gestão de tempo. Não é fácil pensar em ideias que partem do zero - em termos de realidade física e de ânimo. Começar a olhar para um quarto que sempre foi assumido como quase inexistente para a vida da casa e que, por todos os problemas que teve, esteve mais vezes fechado do que aberto, e ver nele potencial para avançar não foi fácil. Mas valeu a pena. O facto de haver um entusiasmo natural pela chegada do novo ser humano às nossas vidas deu-nos forças para arregaçar mangas, aprender a lidar com tudo e começar a pensar e a fazer, mesmo que mais tarde fosse necessário pensar e fazer de novo, de um quase zero.

 

Esta gestão não foi fácil. O tempo é sempre escasso, a disponibilidade mental idem aspas e a força para andar sempre de um lado para o outro a tentar soluções, rejeitar algumas e reformular outras também é, por vezes, muito pouca. Todo o processo foi e é esgotante. Mas foi a capacidade de organização mental e real que nos permitiu conseguir algo de que muito nos orgulhamos hoje. Apesar de acharmos sempre que falta alguma coisa ou que algo poderia ter sido feito de outra forma, a coisa deu-se (com algum esforço, é certo), mas vemos que valeu a pena.

 

No trabalho, a coisa foi e está a ser mais complicada. Por muito organizada que eu seja e mais queira ser, é difícil manter à distância a gestão de uma empresa e de todos os envolvidos, sobretudo quando parte deles conta comigo e com a minha presença física lá, para eles. No entanto, e por muito que me custe, impus-me parar no último mês da gravidez, ciente, porém, de que isso significará perdas relevantes para a saúde financeira da empresa. Apesar disso, estabeleci como prioridade a minha saúde e descanso e a verdade é que esta, tendo sido a primeira semana da minha ausência, já serviu para começar a testar a realidade que se aproxima. Não é fácil para mim e acredito que também o não seja para os meus alunos. Mas com disciplina e organização, vou conseguindo. Mesmo à distância, vou estando sempre atenta à empresa, às alterações, aos ajustes e às necessidades de clientes e colaboradores e acho que não me tenho saído mal.

 

Em termos de vida de casa, a organização tem-nos permitido relativizar o que não pode ter tanta importância de ora em diante e a colocar o descanso e a calma em primeiro lugar. Para mim é mais fácil do que para o J., até porque ele não tem um alarme interno que apita ao mínimo esforço para lá do desejável. Para além de não ter quilos extra de carne e líquido amniótico acumulados na região abdominal, que o fazem andar tipo pinguim. [Parecendo que não, isto ajuda.]

 

Finalmente, resta-me a organização...virtual! Sim, aquela que perdi há meses e que penso que demorarei anos a recuperar. Tenho tanta, mas tanta coisa a organizar de material de trabalho e de estudo, que só de pensar nisso já fico cansada. Mas quero mesmo aproveitar estas últimas semanas para me sentar em frente ao computador e preparar centenas de páginas de material de trabalho e para me reorganizar, atualizar e renovar conhecimentos e repensar investimentos que pretendo fazer. Será que vou ter força mental para isto? Não vai ser fácil, bem sei, até porque uma das coisas menos boas que esta fase da gravidez me está a trazer é a impaciência para detalhes - algo em que sempre fui uma picuinhas do pior.

 

Dito isto, e porque a parte da organização física já estará, à partida, toda tratada, resta-me apurar o sentido de organização mental para dar resposta à organização de que o meu computador, ficheiros, emails e afins me pedem. Vamos ver como me porto.

 

 

E vocês, são organizados q.b., hiper organizados ou não estão nem para aí virados?

 

20
Fev19

Ando com muitas saudades do blog.

Joana

Mas a verdade é que esta fase tem sido tão intensa, em termos de trabalho e de preparação da vinda do bebé, entre tantos pequenos percalços, que mal tenho tido tempo para respirar. Não tem sido fácil como esperava, embora nada de grave se tenha passado, mas a minha cabeça (e corpo!) tem andado tão cansada, que nem consigo, por vezes, ter os olhos abertos depois do jantar.

 

Agora que já estou a abrandar o ritmo e toda a movimentação física e racional está a entrar em modo câmara lenta, espero poder vir aqui mais vezes partilhar as minhas coisas convosco. [Mais lentamente, é certo, mas ainda assim...] E tenho TANTO para contar! Não desistam desta pequena baleia andante, sim? A pessoa precisa de afetos.

 

 

14
Jan19

Lip Sync Portugal.

Joana

Não tenho pachorra para programas deste género, que não são originais, que enchem chouriços, que usam pessoas famosas para venderem um produto, que "ocupam" sem ter conteúdo, enfim... que considero vazios. Só o conceito de se fazer um programa cujo conceito essencial é fazer playbacks, é ridículo, para mim. Ontem vi 10 minutos e aborreci-me. No fundo, é exatamente a mesma coisa que o "Vale Tudo", a fórmula é exatamente a mesma. Não sei bem explicar porquê, mas apesar de gostar bastante de me rir e de até gostar de um certo formato de junk tv, não consigo mesmo gostar destes programas. Para além de que as piadas e o entusiasmo me pareceram francamente forçados, a dupla não era necessária e a cópia do original (que também não aprecio) foi muito fraquinha. Não tinha expectativas. Fiquei sem expectativas. Mesmo assim, acredito que hoje muita gente, sobretudo a miudagem, está toda a falar disso e a fazer deste um programa de destaque. Enfim. Tenho cá para mim que a SIC descobriu como fazer render o peixe sem grande investimento e vai repetir a receita over and over again. Por mim, recuso-me a dar audiências a estes programas.