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Verde Vermelho

Podia ser um blog sobre Portugal. Podia ser um blog sobre mim. Podia ser um blog sobre coisas boas e más. Podia ser um blog humorístico. Podia ser um blog a tentar ser humorístico. Podia ser um blog sobre qualquer coisa. Pois podia.

Verde Vermelho

Podia ser um blog sobre Portugal. Podia ser um blog sobre mim. Podia ser um blog sobre coisas boas e más. Podia ser um blog humorístico. Podia ser um blog a tentar ser humorístico. Podia ser um blog sobre qualquer coisa. Pois podia.

06
Dez18

Pelos vistos, ajudar nem sempre compensa.

Joana

Há vários anos que colaboro com uma Associação de Proteção Animal, não como voluntária, mas como parceira, fazendo diversas doações e participando em várias atividades solidárias que vão sendo promovidas pela mesma. Tendo uma empresa, decidi também oferecer a minha ajuda a esta Associação, prontificando-me a ser um ponto de recolha de donativos que as pessoas quisessem oferecer para ajudar os animais, a divulgar as suas iniciativas e a contribuir para um envolvimento social mais profundo dos jovens nestas causas. No entanto, a Associação, apesar do ótimo trabalho que tem feito com a proteção, divulgação e adoção responsável dos animais, tem falhado bastante, ao longo destes anos, em termos de resposta às minhas solicitações, sobretudo quando lhes peço para me enviarem informações atualizadas sobre os animais em processo de adoção ou outros assuntos que tais.

 

No início desta semana, entrei de novo em contacto com eles, a parabenizá-los por uma iniciativa que tinham promovido recentemente e a alertá-los, mais uma vez, que, se precisassem da minha ajuda, me poderiam contactar. Nessa iniciativa em que participei, fiz questão de ir ter com alguns dos seus animais, apenas para lhes dar algum carinho e conforto (eu movo-me muito pela causa animal) e não fui muito bem entendida pelos humanos que estavam com eles e que quase despacharam a situação do género "se não vens adotar, deixa estar". Tanto eu, como o J., ficámos pouco impressionados pela atitude, que nos frustrou e deixou tristes. Não me consegui conter e resolvi, nesse contacto que fiz no início da semana para a Associação, alertá-los para esta situação, pois poderia vir a ser impeditiva de futuras adoções. E bastou isto. Bastou, para que recebesse uma resposta a insinuar que eu sou uma pessoa insistente, afirmando que estão cansados das minhas palavras depreciativas e dando a indireta de eu estar a ser inconveniente. Ou seja, num ápice, passei de bestial a besta. Pior foi dizerem-me que eu não compreendia o que estava a dizer, pois apenas poderia falar em justa causa, se fosse voluntária. A abordagem foi errada, infantil e até provocatória (e fazem lá eles ideia se eu faço ou não voluntariado, se ajudo mais ou menos este ou aquele - não sabem, nem saberão, pois não faço questão de divulgar os meus atos solidários). E eu não consigo manter relações de qualquer natureza deste modo.

 

Confesso que toda esta situação me perturbou bastante e, por muito que eu não seja nada vingativa e tenha presente que a prioridade serão sempre os animais, e não as pessoas, não consigo negar que a minha relação com esta Associação deverá estar mesmo a queimar os  últimos cartuchos. Não consigo ser hipócrita. Custa-me virar as costas, mas acho que, perante as evidências, é o melhor e mais correto que posso fazer. Foram extremamente injustos comigo, quando sempre fui incansável a ajudá-los, sem pedir nada em troca. O nosso Boss foi-lhes adotado e não poderíamos ter pedido melhor companheiro de vida. A nossa gratidão para com a Associação em relação à adoção do nosso peludo é imensa. Mas acho que, face às evidências, e à última atitude (que, pelos vistos, pretendeu mostrar que eu já lhes estava a ser inconveniente há demasiado tempo),  perderá força daqui para a frente.

 

Muito triste, mesmo. Apenas lamento pelos animais.

 

05
Dez18

Verde, Amarelo ou Vermelho: Restaurante 5 amigos - Grijó, Vila Nova de Gaia

Joana

Ontem tivemos um jantar de aniversário num restaurante para lá de conhecido em Grijó: o Restaurante 5 Amigos. Lembro-me de ter ido lá, pela primeira vez, há uns dez anos, por ocasião de um aniversário de um amigo, mas confesso que, na altura, nem retive bem as características do local, do espaço e da comida. De há uns anos para cá, e porque o J. é de lá perto, quando há alguns aniversários do lado dele da família, é frequente irmos a este restaurante, algo que, para mim, ainda não conseguiu ser, ao longo deste tempo, uma boa experiência. Ontem não foi exceção.

O Restaurante está feito para grandes jantaradas de amigos ou famílias e tem pouco de personalizado. Tem um menu vastíssimo, mas mais de metade das coisas raramente estão disponíveis. O restante é o mais básico e está sempre a sair - bifes, espetadas grelhadas, bacalhau e francesinhas. A qualidade é satisfatória e os preços são muito superiores ao que deveriam, face à ementa que está, efetivamente, disponível. Por algum motivo, este restaurante está quase sempre cheio ou próximo disso, mas é dos tais casos em que penso que se estivesse implantado noutro lugar / vila / cidade não iria aguentar muito. Por aqueles lados, e à falta de grande oferta, este e o seu concorrente "Taínha" levam a melhor. O serviço é básico e tenho desde há anos a noção de que os empregados se sentem muito superiores ao que, efetivamente, são, para além de entrarem demasiadas vezes no registo "engraçado" (acham eles) e com demasiada confiança. Apesar de ser uma pessoa sociável e de gostar da simplicidade das coisas, não aprecio este tipo de abordagem, que considero quase invasiva (mas respeito quem goste, naturalmente).

Por todos estes motivos, o Restaurante 5 Amigos, em Grijó, leva um...

 

 

E vocês, já algumas vez visitaram este restaurante? Qual é a vossa opinião?

 

04
Dez18

Portugal ser considerado o melhor destino turístico do mundo é mesmo uma coisa boa?

Joana

 

No passado dia 1 de dezembro, Portugal foi eleito, pelo segundo ano consecutivo, o melhor destino do mundo, no âmbito do turismo, pelos World Travel Awards - basicamente, os óscares do turismo mundial. Lisboa foi ainda considerado o melhor destino do mundo para um City Break e a Madeira como melhor destino do mundo insular. No próprio dia, percebi que nas redes a notícia foi amplamente divulgada e partilhada como um enorme motivo de orgulho luso e senti-me um pouco diferente da maioria.

 

Perante esta notícia, a minha reação foi de algum ceticismo. Talvez por viver muito perto do Porto e por me sentir cada vez mais desiludida por perceber que a minha cidade de sempre perdeu, nos últimos anos, muito do que tinha, para se "vender" a um universo estrangeiro, não recebi esta notícia com grande entusiasmo. A verdade é que - e referindo-me particularmente ao Porto - por me ter apercebido de como, nos últimos anos, a cidade tem ficado cada vez mais estrangeira e menos portuguesa, e cada vez mais turística ao invés de manter a sua essência, me tenho desiludido continuamente. Antigamente, tinha por hábito fazer passeios pontuais ao Porto e explorar os cantinhos da cidade a pé, mas fui deixando esse projeto para trás, porque as coisas mudaram muito - e para pior. Lanchar ou jantar no Porto tornou-se um luxo, os menús mudaram muito e são cada vez menos concordantes com a tradição tripeira, não há uma rua sem um hostel, cada vez há menos moradores portuenses e mais airbnb, ... Enfim, há uma massificação quase doentia do turismo e sentimo-nos todos ovelhas do mesmo rebanho a ser encaminhados para os mesmos locais de recolha e pastagem. E eu detesto sentir-me assim.

 

Se isto acontece no Porto, a minha impressão é que em Lisboa a coisa está mesmo pior. Há uns dois ou três anos fui à capital pela última vez e, apesar de genericamente ter gostado, não me identifico nada com algumas realidades. Mais uma vez, senti que a cidade tem vindo a perder a sua essência, para se "mostrar" e vender a um universo estrangeiro, que alimenta os seus bolsos - e o seu orgulho.

 

Se ganhar estes prémios, como forma de reconhecimento, é bom ou mau, não sei bem dizer. Sinto-me orgulhosa por sermos mundialmente distinguidos, mas receio que o efeito perverso da coisa se possa vir a revelar. O país de brandos costumes e à beira-mar plantado começa, agora, a ser redescoberto e a aparecer nas machetes mundiais. A tranquilidade e paz que nos caracterizam vão, progressivamente, ficando "perturbados" com estas distinções e receio mesmo que possa atrair o que não deve para o nosso canto. Fora tudo o que pode daqui advir, temos um pouco da nossa identidade a ficar lentamente para trás e a ser substituída por valores que apenas fazem brilhar os olhos dos poderosos deste país e frustram muitos dos que realmente gostam do que é seu, desde sempre.

 

Não sou uma pessoa pessimista, mas neste tema em particular tenho muitas dúvidas quanto à emoção que deve acompanhar estes prémios. Talvez um leve sorriso e alguma cautela bastem. Não sei. Oxalá esteja enganada.

 

 

30
Nov18

Mas as pessoas querem mesmo vender coisas no OLX?

Joana

Já não é a primeira vez que tento fazer compras através do OLX e outras plataformas que tais e devo dizer que raras foram as vezes em que os "vendedores" foram rápidos nas respostas. Apesar de eu ser uma pessoa ligeiramente precipitada - reconheço-o - acabo por não compreender a ausência de resposta (nem que seja um simples "responderei assim que possível") e me irritar com estas coisas. Pior ainda quando vejo que o anunciante leu a mensagem e não respondeu passados dois ou três dias. Para mim, é pura falta de consideração.

 

Acontece isto a propósito de anteontem de manhã cedo ter entrado em contacto com três vendedores diferentes, a propósito de algumas compras no âmbito da gravidez. Nenhum me respondeu até agora. Ou seja, o padrão repetiu-se e não me parece sensato pensar em três situações diferentes que justifiquem a ausência de resposta nos três casos. A minha leitura é apenas de desinteresse profundo.

Quando estou no lado contrário, ou seja, quando alguém me contacta interessado em algo que possa estar a vender, procuro responder no próprio dia, mesmo se passadas algumas horas e mesmo se não tiver qualquer interesse no contacto ou na proposta recebida. Mas é uma questão de consideração e não penso ser correto agir de forma diferente. Confesso que me faz confusão esta displicência em relação a alguém que nos contacta e mostra nem que seja o mínimo interesse por nós ou por alguma coisa que tenhamos dito, feito ou mostrado. No OLX ou na vida.

 

E as vossas experiências neste "terreno"? Genericamente positivas ou nem tanto assim?

 

 

 

29
Nov18

O que acham?

Joana

Surgiu-me cá uma ideia e gostava de ter a vossa opinião.

 

O meu estado atual, bem como as inúmeras peripécias que temos vivido com a nossa casa e com a nossa vida em geral, têm-nos levado a fazer investimentos em áreas que desconhecíamos totalmente e das quais nunca pensámos vir sequer a ter uma opinião. A verdade é que temos tido boas e más experiências em muitos âmbitos e, na minha atitude cada vez mais altruísta de vida, pensei que, da mesma forma que gosto de encontrar opiniões e recomendações de confiança, também as poderia partilhar com quem gosta de mim e acha algum interesse no que escrevo - mesmo quando (não levem a mal, vá lá!) escrevo com menor frequência do que a desejada (acreditem, eu tenho sempre muito a dizer sobre tudo e mais alguma coisa; não é por falta de assunto).

 

E eis que me acendeu a lampadazinha no topo desta minha cabeça. 

 

E se, de repente, o Verde Vermelho fizesse jus ao seu nome e, de quando em vez, atribuísse a alguns produtos e serviços de que se serve e com os quais é forçado a lidar uma classificação sob a forma de cor e, assim, vos desse a vossa opinião sincera, sem influências externas ou qualquer caráter tendencioso sobre o mesmo? Não haveria cá patrocínios, nem coisa que se pareça (como se alguma vez eu tivesse - ou quisesse ter! - tal estatuto). O que me dizem? Disparatada ou jeitosinha a ideia? [Se forem só as hormonas a falar, avisem-me, por favor.]

 

 

 

 

 

22
Nov18

Gravidez a quanto obrigas: primeiras adaptações.

Joana

Ora pois que, estando grávida, todo um novo mundo se abriu à minha frente. Não foi imediato, que eu não sou de modas e coisas extremas, mas fui cedendo às evidências. Felizmente, estou a ter uma gravidez santa, sem enjoos, nem grandes indisposições. Não tive caprichos alimentares e apenas notei diferenças - que me afetaram um pouco, é verdade - nos níveis de fome e de cansaço. O J. diz que o meu nível de "chata" se mantém nos padrões normais da pré-gravidez, pelo que me considero uma grávida tranquila. [Se não fosse chata, não era uma boa mulher, por isso está tudo bem.].

 

Se já sou pessoa de regras e horários, não era agora que iria mudar e, por isso, tenho feito tudo para tentar levar as coisas com mais calma e dormir sempre, no mínimo 8 horas por noite. Das perturbações do meu estado atual diria que a pior é mesmo reconhecer e saber viver com o facto de não ter tanta energia e de me cansar com bastante mais facilidade do que o normal, o que, para uma pessoa como eu, foi difícil de encaixar. nos momentos iniciais, confesso. Agora estou na fase de aceitação de um sono interrompido com uma ida noturna à casa de banho (coisa que NUNCA acontecia) e adaptada a um peso substancial na barriga, que, de facto, incomoda um pouco e - pior - me dá uma sensação de falta de ar. Tudo se contorna com almofadas e novas posições de descanso e vai indo bem. Deixar de dormir de barriga para cima foi o desafio mental dos últimos meses e, finalmente, parece estar a dar resultado (o poder da mente é incrível, mesmo!). O Pilates foi adaptado à nova condição e o trabalho das respirações controladas e direcionadas para as partes que irão ser mais solicitadas também. Um esforço mental daqueles, devo-vos dizer. É como reaprender a fazer algo que é quase inato, mas a ajustá-lo e obrigá-lo a "mudar de sítio". Fácil dizer, bem menos fácil fazer.

 

Quanto à alimentação, é de facto, uma seca não ser imune à toxoplasmose, o que me faz andar sempre atenta a tudo, mas sem extremismos. Mais uma vez, é uma questão de método e adaptação (e sensatez!). Eu sei que a Amukina é o negócio do século (paga-se quase 6 euros por meio litro de água com lixívia), mas eu sou mais adepta do vinagre em tudo - faz o mesmo! - e de descascar tudo o que for fruta. De resto, é evitar açúcares (área a que nunca fui muito dada, de facto), fritos (a única coisa que me passou a custar mais), enchidos fumados e alimentos mal cozinhados - e aqui é que a ausência de um melão com presunto ou de uma picanhinha me faz sofrer um pouco. Passei a comer mais um pouco, sim, mas de forma nada desmesurada, nem a pensar em multiplicar a quantidade do sustento por dois. Passei a comer de 2 em 2 horas e pouca coisa e tudo corre bem - o bebé está no peso ideal e eu também.

 

Quanto a cuidados, nunca descurei um dia que fosse as vitaminas pré-natais, nem o creme de amêndoas doces no corpo, antes de dormir - mesmo que, por vezes (ou melhor, a grande maioria das vezes) esteja já podre de sono e não tenha quase força para abrir o boião, para além de já enjoar - e fazer os outros enjoarem - o cheiro tão intenso do dito creme. Não tenho pena, porque o meu diabinho secreto sempre me fez desejar que o J. fosse daqueles pais que também tem sintomas psicológicos de gravidez - o mínimo de justiça, parece-me. Portanto, se a coisa não foi natural nem espontânea, eu arranjei um creme para fazer esse papel. Até agora, nada de estrias e tudo de um marido queixoso com o enjoo que o cheiro provoca. Tendo em conta que a minha condição o obrigou a mudar de desodorizante e de perfume, por eu não os aguentar sem ficar nauseada e ele achar que seria um exagero meu, acho que estamos empatados. Jackpot, portanto! ;)

 

Pode ser uma experiência só minha, mas eu estou a adorar estar grávida e mesmo as pequenas limitações em momento algum me incomodam ou me impedem de ser feliz. Apenas me alertam para a existência do pequeno grande amor que está a crescer dentro de mim e de nós. E isso vale todas as privações. TODAS.

 

16
Nov18

Pedido secreto.

Joana

Estou desejosa que as coisas em casa acalmem, que tudo nos volte a transmitir conforto, que consigamos ter tempo para usufruir destes meses e que os fins de semana passem a ser de partilha entre amigos e família. Felizmente, de partilha e carinho entre os dois nunca conseguiu deixar de ser. Assim é o amor. Que tudo o resto acompanhe.

 

 

14
Nov18

Saga sem fim.

Joana

Vamos no quarto (QUARTO!) dia de obras em casa só para colocar duas janelas. Se não é do tempo, é do material; se não é do material, é dos trabalhadores; se não é dos trabalhadores, é das infiltrações; se não é das infiltrações é de mais três mil coisas. Estamos tão, mas tão cansados disto e fartos de argumentos e justificações que se revelam constantes mentiras, nem imaginam! São quatro dias a pôr e tirar panos, tapetes e carpetes, a limpar o pó das furações que se entranha por todo o lado e que se espalha à mínima passagem, a desmarcar aulas e trabalhos, que depois se acumulam para outros dias, são horas de sono e de tranquilidade que perdemos,... é um desgaste. E nos entretantos, os projetos de trabalho e remodelação para preparar a chegada do nosso amor pequenino ficam todos em suspenso, porque de nada vale começarmos, para depois pararmos, desgostarmo-nos (ainda mais) e perdermos algum alento para fazer tudo como queremos - ao nosso gosto, com as nossas próprias mãos e sem interferências constantes. Espero - mesmo! - que hoje seja o fim desta novela, porque estamos desejosos de começar a construir esta nova parte da nossa vida, que está quase, quase a estrear. Vamos ver se os astros se alinham para isso. Já merecíamos.

 

 

13
Nov18

Eh pá, não exagerem! "A Star is born" não é mesmo nada de especial.

Joana

Mais uma vez, a minha ideia confirmou-se. Tudo o que tem demasiado nome e é assumido por todos como extraordinário raramente é, para nós, mesmo algo de muito bom. Não é implicância; é uma constatação.

Vem isto na sequência de ontem termos ido ver o tão aclamado pela crítica "A Star is born" e não termos achado mesmo nada de especial. É uma história de amor fofinha, mas com tudo o que o meio da música rock/folk/grunge e pop tem, sem nada de surpreendente (talvez mesmo só as interpretações de Bradley Cooper e da Lady Gaga e a boa realização, que são inegáveis). Não vertemos uma lágrima - e acreditem que se eu grávida não choro num filme, é porque ele não puxa mesmo à coisa.

Íamos ambos expectantes, porque toda a gente nos recomendava o filme e dizia ser das melhores coisas feitas nos últimos anos. No final, percebi que do que gostámos verdadeiramente foi da interpretação dos protagonistas, das músicas e... dos cartazes. Sim, os cartazes são espetaculares, há que admitir.

Saímos do cinema com aquela sensação de "heee, é normalzinho" e não percebemos mesmo como e porque é que algumas pessoas saíram do filme a fungar e de lenços na mão. A sério que não puxa a isso. Não será por contágio, apenas porque se lançou a ideia de que a história era emotiva e muito forte?

 

Pronto, talvez sejamos uns insensíveis. Ou não, que eu ontem vi um vídeo da Mustela e chorei um pouco de emoção. Coisas da vida.