Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Verde Vermelho

Podia ser um blog sobre Portugal. Podia ser um blog sobre mim. Podia ser um blog sobre coisas boas e más. Podia ser um blog humorístico. Podia ser um blog a tentar ser humorístico. Podia ser um blog sobre qualquer coisa. Pois podia.

Verde Vermelho

Podia ser um blog sobre Portugal. Podia ser um blog sobre mim. Podia ser um blog sobre coisas boas e más. Podia ser um blog humorístico. Podia ser um blog a tentar ser humorístico. Podia ser um blog sobre qualquer coisa. Pois podia.

21
Fev19

A minha necessidade de organização real, mental e virtual.

Joana

A chegada do bebé implicou um ajuste brutal na nossa capacidade de organização. Já tivemos vários percalços pelo caminho - desde janelas a infiltrações de que já vos fui falando várias vezes neste blogue e que já contam com anos e algumas lutas (e vitórias) pessoais -, o que ainda reforçou mais a necessidade de reagirmos, de nos mexermos, de relativizarmos e de nos organizarmos - sobretudo em termos de gestão de tempo. Não é fácil pensar em ideias que partem do zero - em termos de realidade física e de ânimo. Começar a olhar para um quarto que sempre foi assumido como quase inexistente para a vida da casa e que, por todos os problemas que teve, esteve mais vezes fechado do que aberto, e ver nele potencial para avançar não foi fácil. Mas valeu a pena. O facto de haver um entusiasmo natural pela chegada do novo ser humano às nossas vidas deu-nos forças para arregaçar mangas, aprender a lidar com tudo e começar a pensar e a fazer, mesmo que mais tarde fosse necessário pensar e fazer de novo, de um quase zero.

 

Esta gestão não foi fácil. O tempo é sempre escasso, a disponibilidade mental idem aspas e a força para andar sempre de um lado para o outro a tentar soluções, rejeitar algumas e reformular outras também é, por vezes, muito pouca. Todo o processo foi e é esgotante. Mas foi a capacidade de organização mental e real que nos permitiu conseguir algo de que muito nos orgulhamos hoje. Apesar de acharmos sempre que falta alguma coisa ou que algo poderia ter sido feito de outra forma, a coisa deu-se (com algum esforço, é certo), mas vemos que valeu a pena.

 

No trabalho, a coisa foi e está a ser mais complicada. Por muito organizada que eu seja e mais queira ser, é difícil manter à distância a gestão de uma empresa e de todos os envolvidos, sobretudo quando parte deles conta comigo e com a minha presença física lá, para eles. No entanto, e por muito que me custe, impus-me parar no último mês da gravidez, ciente, porém, de que isso significará perdas relevantes para a saúde financeira da empresa. Apesar disso, estabeleci como prioridade a minha saúde e descanso e a verdade é que esta, tendo sido a primeira semana da minha ausência, já serviu para começar a testar a realidade que se aproxima. Não é fácil para mim e acredito que também o não seja para os meus alunos. Mas com disciplina e organização, vou conseguindo. Mesmo à distância, vou estando sempre atenta à empresa, às alterações, aos ajustes e às necessidades de clientes e colaboradores e acho que não me tenho saído mal.

 

Em termos de vida de casa, a organização tem-nos permitido relativizar o que não pode ter tanta importância de ora em diante e a colocar o descanso e a calma em primeiro lugar. Para mim é mais fácil do que para o J., até porque ele não tem um alarme interno que apita ao mínimo esforço para lá do desejável. Para além de não ter quilos extra de carne e líquido amniótico acumulados na região abdominal, que o fazem andar tipo pinguim. [Parecendo que não, isto ajuda.]

 

Finalmente, resta-me a organização...virtual! Sim, aquela que perdi há meses e que penso que demorarei anos a recuperar. Tenho tanta, mas tanta coisa a organizar de material de trabalho e de estudo, que só de pensar nisso já fico cansada. Mas quero mesmo aproveitar estas últimas semanas para me sentar em frente ao computador e preparar centenas de páginas de material de trabalho e para me reorganizar, atualizar e renovar conhecimentos e repensar investimentos que pretendo fazer. Será que vou ter força mental para isto? Não vai ser fácil, bem sei, até porque uma das coisas menos boas que esta fase da gravidez me está a trazer é a impaciência para detalhes - algo em que sempre fui uma picuinhas do pior.

 

Dito isto, e porque a parte da organização física já estará, à partida, toda tratada, resta-me apurar o sentido de organização mental para dar resposta à organização de que o meu computador, ficheiros, emails e afins me pedem. Vamos ver como me porto.

 

 

E vocês, são organizados q.b., hiper organizados ou não estão nem para aí virados?

 

20
Fev19

Ando com muitas saudades do blog.

Joana

Mas a verdade é que esta fase tem sido tão intensa, em termos de trabalho e de preparação da vinda do bebé, entre tantos pequenos percalços, que mal tenho tido tempo para respirar. Não tem sido fácil como esperava, embora nada de grave se tenha passado, mas a minha cabeça (e corpo!) tem andado tão cansada, que nem consigo, por vezes, ter os olhos abertos depois do jantar.

 

Agora que já estou a abrandar o ritmo e toda a movimentação física e racional está a entrar em modo câmara lenta, espero poder vir aqui mais vezes partilhar as minhas coisas convosco. [Mais lentamente, é certo, mas ainda assim...] E tenho TANTO para contar! Não desistam desta pequena baleia andante, sim? A pessoa precisa de afetos.

 

 

14
Jan19

Lip Sync Portugal.

Joana

Não tenho pachorra para programas deste género, que não são originais, que enchem chouriços, que usam pessoas famosas para venderem um produto, que "ocupam" sem ter conteúdo, enfim... que considero vazios. Só o conceito de se fazer um programa cujo conceito essencial é fazer playbacks, é ridículo, para mim. Ontem vi 10 minutos e aborreci-me. No fundo, é exatamente a mesma coisa que o "Vale Tudo", a fórmula é exatamente a mesma. Não sei bem explicar porquê, mas apesar de gostar bastante de me rir e de até gostar de um certo formato de junk tv, não consigo mesmo gostar destes programas. Para além de que as piadas e o entusiasmo me pareceram francamente forçados, a dupla não era necessária e a cópia do original (que também não aprecio) foi muito fraquinha. Não tinha expectativas. Fiquei sem expectativas. Mesmo assim, acredito que hoje muita gente, sobretudo a miudagem, está toda a falar disso e a fazer deste um programa de destaque. Enfim. Tenho cá para mim que a SIC descobriu como fazer render o peixe sem grande investimento e vai repetir a receita over and over again. Por mim, recuso-me a dar audiências a estes programas.

 

 

 

13
Jan19

Gravidez: mudança de rotinas.

Joana

Já vamos a meio no 7º mês de gravidez e, apesar de as coisas estarem a correr bastante bem, houve também muitas que se alteraram e me obrigaram a fazer alguns ajustes, que, não me custando muito, mudaram um pouco as minhas rotinas diárias.

 

Das coisas que mais me custaram a "encaixar", posso destacar o ser obrigada pelo próprio corpo a baixar o ritmo. Estava habituada a ser muito enérgica e a fazer cerca de 700 coisas numa hora, mas a minha capacidade de o fazer efetivamente reduziu para mais de metade. Dos maiores "choques térmicos" que apanhei foi perceber que não consigo subir mais de 15 degraus de uma escada sem ficar sem fôlego e a necessitar de parar para descansar (alguma vez isto aconteceria no meu estado normal?!).

 

Um cuidado adicional que surgiu com a gravidez foi, desde o primeiro dia em que soube que estava grávida, usar o Creme gordo de Amêndos Doces, da Barral, para não dar espaço ao surgimento de estrias e, sobretudo, para minimizar os repuxamentos - que foram muitos - ali em certas fases do 4º, 5º e 6º meses. Esta rotina nem sempre foi muito fácil de cumprir, porque havia dias em que eu quase adormecia em cima do boião, de tal forma estava cansada. Mas não falhei e, não sei se apenas por isso, nem uma estria parece haver, até esta fase. Pontualmente, tenho complementado o uso deste Creme com um óleo Anti-Estrias da Eucerin, que uma mãe que trabalha nesta área, me ofereceu para experimentar e sobre o qual só posso tecer os maiores elogios - não é muito gorduroso e a pele fica muito hidratada. Depois do banho, uso sempre o antiguinho Óleo Johnson, que certamente também não tem desajudado. São rotinas por vezes um pouco chatas, mas que, até ver, têm dado resultados. Como eu sou cética em relação a certas coisas, sobretudo a gastos exorbitantes em produtos de marca que me parecem sempre estar a vender a banha da cobra, deixo estas sugestões, para quem for semelhante a mim:

 

 

 

Outra coisa foi a necessidade de acordar cedo - algo que já era meu, por natureza -, mas desta feita para beber água e comer. Não imaginam a fome e a sede com que acordo todos os dias! Aparentemente, o rebento consome-me toda a energia durante as horas da noite em que me deixa dormir e ele não, porque acha que é a melhor altura para dar cambalhotas e se espreguiçar. E a mãe cá está para isso, claro.

 

Já que estamos neste ponto da conversa, há que falar das noites. Pois, as noites. Eu durmo bem e o bebé também. Já percebi que apenas gosta quando eu durmo para um lado, pois se calha eu virar-me para outras posições, tenho um festival dentro da minha barriga. Não incomoda, mas dá para perceber a mensagem. Teimosinho como os pais, portanto. Seja feita a sua vontade. Resultado: demasiadas áreas do mesmo lado do corpo dormentes. Nada de grave. Se as enfermeiras e as médicas me dizem para o fazer, quero acreditar que estou a ser bem acompanhada.

 

Reflexos no corpo da mãe? Alguns, sim. Apesar de, felizmente, estar a ter uma gravidez que só se nota, em termos de volume, exclusivamente na área da barriga, para já, internamente o cenário já mudou um pouco. Tive há duas semanas uma fase intensa de refluxo gástrico, que me impedia de beber a quantidade normal de água à noite, pelo facto de a mesma me distender o estômago e me atrasar a digestão. Muito contra a minha vontade de tomar medicamentos na gravidez, tive mesmo de ceder ao mágico Kompensan, que foi a minha única salvação. Depois desta fase, vieram as cãimbras nas barrigas das pernas - primeiro leves, mas depois extremamente fortes e dolorosas, ao ponto de se transformarem em contraturas que só começavam a aliviar ao fim de uns 3/4 dias. Tive de tomar um suplemento de magnésio, que ajudou alguma coisa, mas não resolveu por completo. Solução: aguentar e todos os dias tentar, ao acordar, fazer o esforço de esticar toda a perna com as pontas dos dedos dos pés viradas para mim. É certo que isto não me deu o melhor acordar do mundo durante duas semanas, mas já ando bastante melhor.

 

Outra coisa que me tem acontecido a que eu achava que estaria imune era ao peso nas pernas. Nunca na minha vida, sobretudo porque sempre fui bastante ativa e caminhava bastante, tinha tido a sensação tão forte de pernas cansadas como agora. Pareço uma velhinha a ter de estar sempre a parar e a pôr as perninhas ao alto, em cima de um banco ou chaise longue, com duas ou três almofadas para elevar as pernas acima do nível da bacia. A verdade é que, apesar de esta não ser uma posição confortável para mim, me alivia imenso os inchaços em todas as partes abaixo da minha barriga (deixo à vossa imaginação) e, por vezes, até me leva a adormecer. Caminhar é um bom exercício, mas que, por vezes, só consigo que fique pela intenção, dado o peso e cansaço que sinto se a fizer - coisa que, aliás, também me custou bastante a aceitar.

 

Ainda dentro do exercício, mantenho, a par do pai da criança, a ida semanal regular ao Pilates que, parecendo que não, tem ajudado bastante ao controlo das respirações, da postura e da ansiedade. Confesso que um dos meus principais medos nesta gravidez eram as dores de costas (agudas), que marcaram o primeiro semestre de 2018, mas até ver... tudo tranquilo! O Pilates obriga-nos a levantar às seis da manhã, para o conseguirmos encaixar nos nossos horários laborais, mas o esforço tem valido muito a pena. Recomendo!

 

Finalmente, o nosso rebento anda a tirar o fôlego à mãe. Sim, neste momento, se der mais de 2h de aulas, parece que fico com os bofes de fora. Não aguento muito mais sem ficar a precisar de fazer respirações profundas ou ir apanhar ar, tal é a falta de fôlego. Por vezes, isto acontece quando faço esforços mínimos, o que me chateia um pouco (mas passa logo a seguir!). O pior é a posição deitada; nessa, por vezes, sinto mesmo que não tenho ar. Temos um bebé que gosta de ter os seus pezinhos mesmo em cima do pulmão esquerdo da mãe e que, quando se lembra, não dá tréguas. O que vale é que, por vezes, uma "conversa" com ele e umas festinhas com alguma pressão nos pézinhos de Vossa Excelência, o bebé, o fazem encolher um pouco as perninhas e me dão algum alívio.

 

Pronto, genericamente é isto. Tudo corre bem, mesmo com estas alterações e pequenas necessidades de ajustes de rotinas. Até pode parecer que sim, mas não me quaixo de nada, porque tudo está e vai valer muito a pena! O maior desafio está quase aí e nós ajustaremos o que for preciso para o agarrarmos com todo o amor, carinho e empenho que tivermos dentro de nós.

 

Yep. True.

 

 

 

 

 

24
Dez18

Feliz Natal em tons de Verde Vermelho, como se quer.

Joana

Que este seja um Natal tão cheio e feliz, como sentimos que este ano o nosso vai ser. Que seja um tempo de amizade, amor, partilha e que reine sobretudo a saúde e os brindes à boa disposição. Que o que mais haja à mesa sejam famílias reunidas, sorrisos e corações bem quentinhos. E que tudo a isto se juntem uns milhares de calorias e de colesterol!

 

Um Feliz Natal a todos os que sempre me acompanharam, aos que me descobriram e até me acharam algum interesse ao ponto de seguirem o que escrevo e a todos os que fazem do Verde Vermelho o que ele é - um canto de partilha, de boa disposição e sem pretensiosismos, aberto a todas as opiniões e cheio de vontade de continuar.

 

 

 

13
Dez18

Gravidez e enxaquecas.

Joana

Ter enxaquecas de 72h é coisa - infelizmente - normal para mim.

Ter enxaquecas de 72h quando estou grávida, não posso tomar qualquer medicação, tenho de trabalhar horas ao computador e não consigo dormir para o lado oposto ao da dor é... um desafio, quase uma tortura.

 

Torçam por mim! (mas baixinho e sem grandes movimentações, por favor, para ver se isto passa mais depressa.)

 

 

06
Dez18

Pelos vistos, ajudar nem sempre compensa.

Joana

Há vários anos que colaboro com uma Associação de Proteção Animal, não como voluntária, mas como parceira, fazendo diversas doações e participando em várias atividades solidárias que vão sendo promovidas pela mesma. Tendo uma empresa, decidi também oferecer a minha ajuda a esta Associação, prontificando-me a ser um ponto de recolha de donativos que as pessoas quisessem oferecer para ajudar os animais, a divulgar as suas iniciativas e a contribuir para um envolvimento social mais profundo dos jovens nestas causas. No entanto, a Associação, apesar do ótimo trabalho que tem feito com a proteção, divulgação e adoção responsável dos animais, tem falhado bastante, ao longo destes anos, em termos de resposta às minhas solicitações, sobretudo quando lhes peço para me enviarem informações atualizadas sobre os animais em processo de adoção ou outros assuntos que tais.

 

No início desta semana, entrei de novo em contacto com eles, a parabenizá-los por uma iniciativa que tinham promovido recentemente e a alertá-los, mais uma vez, que, se precisassem da minha ajuda, me poderiam contactar. Nessa iniciativa em que participei, fiz questão de ir ter com alguns dos seus animais, apenas para lhes dar algum carinho e conforto (eu movo-me muito pela causa animal) e não fui muito bem entendida pelos humanos que estavam com eles e que quase despacharam a situação do género "se não vens adotar, deixa estar". Tanto eu, como o J., ficámos pouco impressionados pela atitude, que nos frustrou e deixou tristes. Não me consegui conter e resolvi, nesse contacto que fiz no início da semana para a Associação, alertá-los para esta situação, pois poderia vir a ser impeditiva de futuras adoções. E bastou isto. Bastou, para que recebesse uma resposta a insinuar que eu sou uma pessoa insistente, afirmando que estão cansados das minhas palavras depreciativas e dando a indireta de eu estar a ser inconveniente. Ou seja, num ápice, passei de bestial a besta. Pior foi dizerem-me que eu não compreendia o que estava a dizer, pois apenas poderia falar em justa causa, se fosse voluntária. A abordagem foi errada, infantil e até provocatória (e fazem lá eles ideia se eu faço ou não voluntariado, se ajudo mais ou menos este ou aquele - não sabem, nem saberão, pois não faço questão de divulgar os meus atos solidários). E eu não consigo manter relações de qualquer natureza deste modo.

 

Confesso que toda esta situação me perturbou bastante e, por muito que eu não seja nada vingativa e tenha presente que a prioridade serão sempre os animais, e não as pessoas, não consigo negar que a minha relação com esta Associação deverá estar mesmo a queimar os  últimos cartuchos. Não consigo ser hipócrita. Custa-me virar as costas, mas acho que, perante as evidências, é o melhor e mais correto que posso fazer. Foram extremamente injustos comigo, quando sempre fui incansável a ajudá-los, sem pedir nada em troca. O nosso Boss foi-lhes adotado e não poderíamos ter pedido melhor companheiro de vida. A nossa gratidão para com a Associação em relação à adoção do nosso peludo é imensa. Mas acho que, face às evidências, e à última atitude (que, pelos vistos, pretendeu mostrar que eu já lhes estava a ser inconveniente há demasiado tempo),  perderá força daqui para a frente.

 

Muito triste, mesmo. Apenas lamento pelos animais.