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Verde Vermelho

Podia ser um blog sobre Portugal. Podia ser um blog sobre mim. Podia ser um blog sobre coisas boas e más. Podia ser um blog humorístico. Podia ser um blog a tentar ser humorístico. Podia ser um blog sobre qualquer coisa. Pois podia.

Verde Vermelho

Podia ser um blog sobre Portugal. Podia ser um blog sobre mim. Podia ser um blog sobre coisas boas e más. Podia ser um blog humorístico. Podia ser um blog a tentar ser humorístico. Podia ser um blog sobre qualquer coisa. Pois podia.

19
Out18

Aviso à navegação (automóvel).

Joana

Minha gente,

 

quando fazem uma chamada em alta voz a partir do carro, ouve-se TUDO e de forma excessivamente clara o que dizem. E acreditem que eu já ouvi conversas muito comprometedoras nestas situações, sempre que alguém se lembra de fazer uma chamada destas, esquecendo-se que há pessoas perto, dentro de certos estabelecimentos e a fazer trabalhos mais silenciosos - nomeadamente, eu!

Por isso, e porque não custa nada, esqueçam lá a alta voz dos carros modernos e prefiram parar para ligar a alguém, ou, se estiverem no modo "correria", colocar um qualquer dispositivo no ouvido e evitem mesmo que os outros fiquem a saber o que os vossos amados vos vão fazer à noite ou o quanto detestam o vosso colega de trabalho.

 

Vão por mim, que eu ando em modo "mãe conselheira". É aproveitar.

17
Out18

E é por isto que eu acredito num mundo bom.

Joana

Na segunda feira à noite, quando ia a pagar por uma refeição, dei conta de que não tinha o meu cartão Multibanco. Não dei muita importância na altura (até porque agora, à noite, eu estou de rastos a partir das 20h e o meu raciocínio começa a bloquear a partir daí) e supus que o pudesse ter deixado em casa, numa arrumação mais apressada desde a última vez. A verdade é que passei todo o dia de ontem a procurar o cartão e a questionar-me onde raio o teria deixado, porque nem nos sítios prováveis, nem nos (muito) improváveis ele estava. Revi vezes sem conta o percurso que fiz desde a última vez que o tinha utilizado: numa ida ao talho, no sábado, quase perto das 19h. Fui, inclusivamente, ao próprio talho perguntar se não o teria lá deixado, mas nada. A verdade é que desde sábado até à manhã de terça - altura em que o comecei a procurar - muita coisa poderia ter acontecido. Comecei a desesperar e já estava quase a dar o caso como perdido.

 

Estranhamente - não sei explicar como, nem porquê - sentia-me ligeiramente descansada, pois estava convencida de que não o teria perdido numa loja ou na rua, mas que o deveria ter posto no sítio mais estapafúrdio da nossa casa, em concordância com o pregnant brain de que, efetivamente, padeço. A verdade é que o bicho não aparecia e eu já tinha consultado o nosso homebanking para ver se se mantinha intacto e já me tinha informado sobre contactos para tratar do cancelamento do dito cujo.

 

Tive, no entanto, uma ligeira epifania quando, esta última noite, num dos longos períodos durante a madrugada em que o feijão decidiu que a mãe não tinha de dormir, dei por mim a pensar que poderia alguém, no alto do seu bom senso e boa formação cívica, ter entregado o cartão na farmácia, que fica no caminho de saída do talho. Como já tinha ido às compras perto da hora de fecho e as farmácias habitualmente têm horários muito alargados, alguém o poderia ter encontrado e pensado em entregar lá. Hum... I gave it a shot.

 

E não é que sim - que estava mesmo lá? Já totalmente desacreditada, mas ainda assim motivada o suficiente para ir à farmácia perguntar, numa última tentativa, recebi a melhor notícia daquelas últimas 30 horas: o bichinho eletrónico estava lá. Alguém efetivamente tinha pensado e agido da forma mais correta possível.

 

E lá voltei eu a ter mais uma prova no lado bom da Humanidade. Não me venham com tretas de que ser otimista cria falsas expectativas e mostra pouca sensatez. Há muita gente boa por aí. O mundo tem muitos corações de ouro e se calhar deveríamos todos fazer um esforço para nos centrarmos nessas, e não nas que tanto estragam a perceção do lado bom da vida.

 

A quem me ajudou e teve este pequeno grande gesto, o meu mais sincero OBRIGADA! You made my day!

 

11
Out18

Eu e o Bruno Nogueira.

Joana

Genericamente, eu gosto do Bruno Nogueira. E digo genericamente, porque lhe reconheço muito talento e considero que fez, ao longo dos muitos anos que acompanhei o seu percurso, várias coisas muito boas e bem feitas. Mas - como em tudo - não gostei de tudo o que fez e faz e, cada vez mais, acho o seu humor fácil e forçado. Em televisão, gostei de o ver em muita coisa, sendo que O Último a Sair e os Contemporâneos colocaram o Bruno Nogueira num patamar mesmo alto, para mim. Gostava do estilo, da espontaneidade, da inteligência, da sátira, da provocação e das "tiradas" no momento certo. A coisa começou, no entanto, a perder alguma força no programa Lado B, da RTP.  Tomou entretanto outros caminhos, a que não dei particular atenção, é verdade. Retomou, com alguma serenidade, no "Fugiram de casa de seus pais", mas de forma bem distinta - mas, ainda assim, interessante. Agora, temos o "Sara" que, confesso, ainda não espreitei, mas do qual ouvi boas críticas por esse mundo cibernético e que me suscitam curiosidade.

 

[Do algum teatro e espetáculos ao vivo que foi fazendo não posso falar, pois não tive a oportunidade de assistir a qualquer um deles.]

 

Já na rádio, a coisa foi bem diferente da televisão, para mim, Até à fase das rábulas na TSF, acho que o caminho foi bem trilhado. Os textos eram bem escritos, bem interpretados e a sátira e o humor estavam na medida correta. O tom usado era o certo e até quase desafiador aos espíritos menos disponíveis para dar valentes risadas. Era, por vezes, muito difícil de resistir. Quando se transferiu o mesmo modelo para a Antena 3, as coisas não resultaram tão bem e estou em crer que terá sido isso a ditar o fim da rábula, pouco tempo depois de ter começado. Agora, temos o "Não Tejas Medo", na Rádio Comercial, programa a que eu - e bastantes pessoas amigas e conhecidas - não conseguimos achar qualquer piada. Não se percebe o propósito nem o facto de poder não ter propósito algum, não se mostra a inteligência e a sátira que marcaram o caminho do Bruno Nogueira e tudo parece resvalar para o humor fácil, tipo fast food, sem grande conteúdo ou acomodado a um estatuto demasiado confortável. Admito que das várias vezes que dei oportunidade ao programa, nunca me ri, do início ao fim da rábula - e olhem que eu sou de sorriso e riso fácil, acreditem. Essas poucas vezes foram sempre à tarde, na repetição que dá por volta das 19h00 e, regra geral, os apresentadores nunca se riem após o fim da transmissão do programa e até ficam, por vezes, sem conseguir reagir de forma concordante com o seu bom humor habitual. Ou seja, tudo aponta para que a minha impressão não seja apenas pessoal, mas mais generalizada do que, provavelmente, seria desejável pela estação.

 

O Bruno Nogueira sempre teve um tipo de humor perigoso, a meu ver. Muitas vezes "roça" o mau gosto e o lado negro, que não aprecio particularmente. Anda sempre um pouco no limbo e penso que isso o entusiasma. Nada contra. Gosto particularmente dele quando vai pela via da piada imediata, provocatória, mas inteligente e de bom gosto ou quando, em oposição, aposta no seu lado mais sério. Mas sinto que, por vezes, se perde entre tanta coisa e que está a caminhar num sentido perigoso, que é o de toda a gente lhe achar piada só porque sim, porque respira. Quando a evolução de um artista vai por este caminho, para mim isto é quase uma condenação ao fracasso. E tenho pena, pois gosto dele e do tanto e tão bom que foi sempre fazendo. Não estará na fase de repensar um bocadinho a orientação das coisas, caro Bruno? Ou será só uma coisa muito minha?

 

 

09
Out18

Ó senhores, "deslarguem" a cena da Rita Pereira!

Joana

A rapariga está grávida. A rapariga vive de publicidade e da imagem. A rapariga dá-vos muito dinheiro a ganhar. A rapariga está a fazer "render o peixe" com a história do mistério à volta do sexo do bebé. Nós percebemos tudo isso. Mas nós, comuns mortais, grávidos ou não, gostando ou não destas pessoas, nas nossas pequenas grandes rotininhas estamo-nos pouco a marimbar para saber se a miúda tem uma rapariga ou um rapaz. Quero lá saber se a Rita Pereira vai viver de lacinhos cor de rosa ou azuis. A sério, gente! A notícia é boa, mas merece assim tanto mistério e alarido? Já se fala nisto há uns dois meses!

 

A silly season não tinha passado, já? Haja pachorra.

[Eu não dou para estas coisas, lamento.]

 

 

 

08
Out18

Receio muito pelo Brasil.

Joana

E lá se confirma a minha teoria: em terra de povos desacreditados, um extremista surge sempre como um salvador. É a condição para a subida dos ditadores ao poder. A História prova-o. E o Brasil aparentemente também.

Para onde vai o Brasil, a América e o resto do Mundo, caramba?

 

 

04
Out18

Empregada de limpeza ou não?

Joana

Eu e o J. há muito que andamos nesta indecisão: recrutar alguma pessoa capaz de nos garantir a limpeza semanal da nossa casa ou não. A questão já dura há muito e, apesar de ambos nunca termos tido essa realidade na nossa vida e, portanto, de a ambos custar a "encaixar" a ideia de uma pessoa estranha ter a chave de nossa casa e ficar lá sozinha, durante umas horas, eu estou mais convencida a avançar com isto do que o J..

 

A verdade é que nos ("me", principalmente!) custa gastar um dia de descanso para nos dedicarmos a limpar a casa. O J. é um espetáculo neste ponto, porque limpa e é capaz de o fazer perfeitamente pelos dois, mas perder o nosso tempo valioso para a casa é, para mim, um desperdício; já ele, vê isto como necessário e, por isso, natural. Às vezes, a situação causa alguma tensão, confesso. Já de mim, sou pouco ligada ao lado material e não dou muita importância a que as coisas possam não estar impecáveis, se for em função de um tempo bem passado ou de algo que importe mesmo. O mesmo não se passa com o meu companheiro de equipa, para quem manter tudo limpo e com bom aspeto é importante. (Acho que as coisas mudarão "ligeiramente" nos próximos tempos, não, meu caro marido?) Com isto não quero dizer que não seja uma pessoa asseada ou não adore a limpeza - claro que sim, mas, como em tudo na vida, sem fundamentalismos. Limpo, sim; limpo e intocável como um museu, não.

 

Com a chegada do bebé, esta questão cada vez mais me incomoda. E, mesmo se sem grande entusiasmo do J., tenho andado em busca de uma solução. Já pedi referências a alguns amigos, mas nenhuma se pôde concretizar, por falta de disponibilidade das pessoas. Já fui, inclusivamente, a uma empresa, mas os valores pedidos (e as condições obrigatórias) são para lá de loucos. E estou, neste momento, como uma tola no meio da ponte, pois não sei para onde me virar. Conseguir alguém de confiança é um desafio enorme. Conseguir alguém de confiança e disponível outro tanto. Conseguir alguém de confiança, disponível e competente é quase impossível. Conseguir convencer o J. é o desafio adicional a juntar à lista.

 

Não sei o que fazer e se o devo fazer. Estarei a pensar mal ou bem? Como gerem vocês esta pate da vossa vida?

 

 

 

03
Out18

Retomei o Pilates, agora em versão grávida.

Joana

Um pouco assustador, porque tenho sempre medo de estar a fazer as respirações erradas e, com isso, a pressionar a criança. Mas, aparentemente, eu até estou a fazer bem as coisas, segundo a terapeuta. Vamos lá ver. A ideia é salvar as costas de eventuais crises e trabalhar bem o "escorrega", para o feijão não tardar a chegar, quando for chamado para essa missão. Vamos lá ver se a coisa se cumpre. So far, so good.

 

 

02
Out18

Mais uma "wake up call" em forma de filme.

Joana

Dedicamo-nos ontem à tarde a este filme, que tínhamos começado a ver, sem querer, no início da tarde de sábado, quando nos preparávamos para sair. Fiquei com aquela vontade de o ver de início, porque algo me dizia que iríamos gostar. E assim foi.

 

 

O filme é de 2014, chama-se "You're not you" e a tradução para Portugal ficou-se num simples "Ponto de Viragem". De facto, o título na nossa língua é redutor, face ao original, e fica um pouco aquém da grandeza do filme e da história. Digo-vos que a história é forte e, sendo baseada em algo real e sem solução à vista, ainda se sente mais o "murro no estômago". Fala de uma das doeças do século - a Esclerose Lateral Amiotrófica - e da forma como ela, de mansinho, pode chegar e transformar completamente a nossa vida. E fala de amor, de dedicação e do valor das pequenas grandes coisas da vida.

 

Talvez pelo meu estado hormonal desenfreado, neste momento, chorei com este filme, embora, apesar de tudo, me tenha aguentado até a um ponto bastante avançado da história. Em nossa casa, o silêncio que o filme provocou foi mesmo impressionante. O J. fez um esforço para se conter, mas ainda ficou uns minutos sem conseguir falar, depois de terminada a história. Eu, idem. A história é muito forte e está bem contada, sem aspetos desnecessários ou elementos forçados - só lá está o essencial, que é muito. A interpretação da Hillary Swank é fenomenal, mas a Emily Rossum - de que não era grande fã - não lhe fica atrás. Sem querer - e, por vezes, mesmo contra a nossa vontade -,  a história leva-nos com ela e parece que estamos lá, a viver as coisas de perto. Gostámos muito deste filme e achamos que vale muito a pena.

 

Se puderem, deem um bom uso às vossas boxes graváveis e procurem por este filme, que passou na SIC, no passado sábado, dia 29 de setembro. Acho que não se irão arrepender e que verão reforçada a ideia de que na vida há coisas que não importam mesmo nada, quando nos parecem essenciais, e há outras que valem tanto, sem que nos apercebamos delas ou lhes demos qualquer valor. Continuemos, pois, a aprender.

 

 

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