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Verde Vermelho

Podia ser um blog sobre Portugal. Podia ser um blog sobre mim. Podia ser um blog sobre coisas boas e más. Podia ser um blog humorístico. Podia ser um blog a tentar ser humorístico. Podia ser um blog sobre qualquer coisa. Pois podia.

Verde Vermelho

Podia ser um blog sobre Portugal. Podia ser um blog sobre mim. Podia ser um blog sobre coisas boas e más. Podia ser um blog humorístico. Podia ser um blog a tentar ser humorístico. Podia ser um blog sobre qualquer coisa. Pois podia.

15 de Setembro, 2011

Habemos patientia?

Joana
Sou péssima para esperar. Mas mesmo assim, muito mais paciente do que aqueles que me pedem paciência e calma todos os dias e que nem se conhecem em situações de longa, mas muito longa espera. Por isso, até ver, acho que me estou a portar bem e que não é totalmente ilegítimo que de vez em quando algum do meu desânimo se manifeste. Já há mais de um ano que vivo assim, por isso, talvez seja mesmo eu a ter de pedir para terem alguma paciência comigo. Tudo há-de melhorar, dizem-me. Eu não acredito muito, mas também ainda não baixei totalmente os braços.

15 de Setembro, 2011

Habemos patientia?

Joana
Sou péssima para esperar. Mas mesmo assim, muito mais paciente do que aqueles que me pedem paciência e calma todos os dias e que nem se conhecem em situações de longa, mas muito longa espera. Por isso, até ver, acho que me estou a portar bem e que não é totalmente ilegítimo que de vez em quando algum do meu desânimo se manifeste. Já há mais de um ano que vivo assim, por isso, talvez seja mesmo eu a ter de pedir para terem alguma paciência comigo. Tudo há-de melhorar, dizem-me. Eu não acredito muito, mas também ainda não baixei totalmente os braços.

14 de Setembro, 2011

Who knew?

Joana
E diz-me ele: adorava um dia ter um quarto grande com um pequeno quarto dentro só para guardar a roupa e os sapatos. O moço referia-se a um closet. Não posso exigir que saiba o nome, não temos nem queremos ter tanta roupa, sapatos e acessórios que o justifiquem (seria apenas por uma questão de organização), nem acredito que alguma vez consigamos chegar a um patamar na nossa vida que nos permita desenhar uma casa totalmente ao nosso gosto, mas caramba... o meu moço é um "petáculo"! Sempre a ser surpreendida. :)



14 de Setembro, 2011

Who knew?

Joana
E diz-me ele: adorava um dia ter um quarto grande com um pequeno quarto dentro só para guardar a roupa e os sapatos. O moço referia-se a um closet. Não posso exigir que saiba o nome, não temos nem queremos ter tanta roupa, sapatos e acessórios que o justifiquem (seria apenas por uma questão de organização), nem acredito que alguma vez consigamos chegar a um patamar na nossa vida que nos permita desenhar uma casa totalmente ao nosso gosto, mas caramba... o meu moço é um "petáculo"! Sempre a ser surpreendida. :)



13 de Setembro, 2011

Isto não é sobre mim. Just for the record.

Joana
Esta coisa das relações tem razões que a própria razão desconhece. Eu sempre ouvi dizer que o final de um relacionamento é muito difícil, traz muitas emoções à flor da pele e implica sobretudo uma grande capacidade de reaprendizagem de como voltar a viver sozinho, ou, pelo menos, mais sozinho do que antes. Mas também é verdade que cada um viverá essa dor e essa fase da sua vida de uma forma diferente de qualquer outro. Vem isto a propósito de uma "moda" de que me comecei a aperceber há pouco tempo e que me é um bocadinho estranha, mas que - confesso - até acho interessante. Aparentemente, toda a mulher que acabou algum tipo de relacionamento nesta Primavera/Verão vai virar ruiva neste Outono/Inverno. Eu explico. Aquela coisa de as mulheres assumirem um fim de namoro, noivado, casamento, o que for, como um pretexto para mudarem radicalmente de visual e de assumirem essa mudança como o início de uma nova etapa nas suas vidas está este ano em voga. E mais em voga está a escolha da cor. Agora toda a moça que anda por aí com o coração destroçado porque não é correspondida, porque foi traída, porque ele não cozinha bem e mais não sei o quê me anda a virar ruiva. Ruiva! Que moda é esta? De onde veio isto? Eu gosto muito da cor, atenção (apesar de continuar a achar que algumas moças como a de aqui em baixo em versão ruiva ficam muito parecidas com a Jessica Rabbit). Mas não será a mudança demasiado radical? O tal homem que não vale a pena merece essa alteração? Se for por gosto, pois sim senhora. Mas se for por moda ou capricho, talvez valha a pena pensar duas vezes. Já são duas pessoas que conheço que tomaram esta decisão. Em ambos os casos, por si mesmas. Melhor assim. Haja bom senso e está tudo bem.

Preparem-se, minha gente. Se este ano virem muitas falsas ruivas por aí já sabem a razão. As entrelinhas estão descodificadas. Funciona melhor que um cartão identificativo ou um speed dating. Vão por mim.

13 de Setembro, 2011

Isto não é sobre mim. Just for the record.

Joana
Esta coisa das relações tem razões que a própria razão desconhece. Eu sempre ouvi dizer que o final de um relacionamento é muito difícil, traz muitas emoções à flor da pele e implica sobretudo uma grande capacidade de reaprendizagem de como voltar a viver sozinho, ou, pelo menos, mais sozinho do que antes. Mas também é verdade que cada um viverá essa dor e essa fase da sua vida de uma forma diferente de qualquer outro. Vem isto a propósito de uma "moda" de que me comecei a aperceber há pouco tempo e que me é um bocadinho estranha, mas que - confesso - até acho interessante. Aparentemente, toda a mulher que acabou algum tipo de relacionamento nesta Primavera/Verão vai virar ruiva neste Outono/Inverno. Eu explico. Aquela coisa de as mulheres assumirem um fim de namoro, noivado, casamento, o que for, como um pretexto para mudarem radicalmente de visual e de assumirem essa mudança como o início de uma nova etapa nas suas vidas está este ano em voga. E mais em voga está a escolha da cor. Agora toda a moça que anda por aí com o coração destroçado porque não é correspondida, porque foi traída, porque ele não cozinha bem e mais não sei o quê me anda a virar ruiva. Ruiva! Que moda é esta? De onde veio isto? Eu gosto muito da cor, atenção (apesar de continuar a achar que algumas moças como a de aqui em baixo em versão ruiva ficam muito parecidas com a Jessica Rabbit). Mas não será a mudança demasiado radical? O tal homem que não vale a pena merece essa alteração? Se for por gosto, pois sim senhora. Mas se for por moda ou capricho, talvez valha a pena pensar duas vezes. Já são duas pessoas que conheço que tomaram esta decisão. Em ambos os casos, por si mesmas. Melhor assim. Haja bom senso e está tudo bem.

Preparem-se, minha gente. Se este ano virem muitas falsas ruivas por aí já sabem a razão. As entrelinhas estão descodificadas. Funciona melhor que um cartão identificativo ou um speed dating. Vão por mim.

09 de Setembro, 2011

"Tu não és normal..." - 2

Joana
Vamos lá ser rápidos e diretos: eu não abasteço o carro na GALP nem na BP. 

A BP:
Desde aquele enorme acidente com a plataforma de petróleo desta empresa, por pura negligência, que me recuso a contribuir seja de que forma for para o enriquecimento, sucesso ou posicionamento da marca BP. A gasolina, por vezes, até é bem mais barata ali do que nas concorrentes, mas nada me demove ou convence. É uma questão de princípio.

A GALP:
No geral, apenas opto pelas gasolineiras do Jumbo, porque são muito mais baratas e sei de fonte segura que os combustíveis vêm ali de Leça da Palmeira, exatamente da mesma refinaria de onde partem centenas e centenas de camiões todos os dias para encher tanques de certos postos de marca. E com os mesmos componentes, aditivos e mais não sei o quê. Igualzinho, a papel químico. Daí que me recuse a pagar aos milionários que vivem à custa do marketing da marquinha laranja e que olham para os que ainda abastecem nos seus postos - crentes de que de facto vale mesmo a pena, se nota imenso a diferença na performance do automóvel e que aquele combustível em particular possui capacidades mágicas especiais que nunca permitirão um problema de motor - como uns belos parvinhos que comem a palhinha que lhes dão. Naaa, não resulta comigo. Já de mim sou cética, mas sabendo agora que é tudo a mesma coisa, recuso-me terminantemente a contribuir para a riqueza doentia destas abébias executivas disto e daquilo que só sabem ostentar o que muitas vezes nem lhes pertence. Tenho pena que muitos que conheço e que poderiam fazer investimentos mais certeiros (e poupados!) ainda duvidem que a maquilhagem é toda falsa.  E que realmente o cerne da questão está na forma como se dá a palha a comer a quem a quer.




09 de Setembro, 2011

"Tu não és normal..." - 2

Joana
Vamos lá ser rápidos e diretos: eu não abasteço o carro na GALP nem na BP. 

A BP:
Desde aquele enorme acidente com a plataforma de petróleo desta empresa, por pura negligência, que me recuso a contribuir seja de que forma for para o enriquecimento, sucesso ou posicionamento da marca BP. A gasolina, por vezes, até é bem mais barata ali do que nas concorrentes, mas nada me demove ou convence. É uma questão de princípio.

A GALP:
No geral, apenas opto pelas gasolineiras do Jumbo, porque são muito mais baratas e sei de fonte segura que os combustíveis vêm ali de Leça da Palmeira, exatamente da mesma refinaria de onde partem centenas e centenas de camiões todos os dias para encher tanques de certos postos de marca. E com os mesmos componentes, aditivos e mais não sei o quê. Igualzinho, a papel químico. Daí que me recuse a pagar aos milionários que vivem à custa do marketing da marquinha laranja e que olham para os que ainda abastecem nos seus postos - crentes de que de facto vale mesmo a pena, se nota imenso a diferença na performance do automóvel e que aquele combustível em particular possui capacidades mágicas especiais que nunca permitirão um problema de motor - como uns belos parvinhos que comem a palhinha que lhes dão. Naaa, não resulta comigo. Já de mim sou cética, mas sabendo agora que é tudo a mesma coisa, recuso-me terminantemente a contribuir para a riqueza doentia destas abébias executivas disto e daquilo que só sabem ostentar o que muitas vezes nem lhes pertence. Tenho pena que muitos que conheço e que poderiam fazer investimentos mais certeiros (e poupados!) ainda duvidem que a maquilhagem é toda falsa.  E que realmente o cerne da questão está na forma como se dá a palha a comer a quem a quer.




08 de Setembro, 2011

"Tu não és normal..." - 1

Joana
Há muitas pessoas que olham para certos hábitos meus e, perante a estranheza dos procedimentos a que assistem, me dizem com aquele ar meio entre o estupefacto e o gozo "Tu não és normal...". Encaro estes comentários como formas carinhosas de me dizerem que são essas pequenas anormalidades que os fazem achar-me alguma graça (ou não!) e cá para mim acho que são estas pequenas preciosidades da minha existência (ou manias, vá) que me definem e me distinguem dos demais. Daí que tenha resolvido iniciar um novo capítulo aqui no estaminé sobre estas minhas "particularidades" (chamemos-lhes assim, para sermos simpáticos).

Vamos lá então à minha primeira (e aparentemente estranha) particularidade:

Quando estou a comer várias coisas de que gosto, elaboro mentalmente uma sequência lógica para as ingerir. O critério é sempre o mesmo: do menos bom para o melhor. Isto acontece frequentemente com biscoitos, bolos, chocolates, gomas, mas também com fruta. O melhor vem sempre para o fim. Ainda outro dia selecionei uns dez figos para comer - a minha completa perdição, neste e no outro mundo! - e dei pequenas trincas a todos para conseguir deixar os melhores para o final e o melhor dos melhores para último. E isto não só para os figos. Ameixas e pêras D. Joaquina também entram no cartório. Eu sei, é uma "panca". Mas é minha, eu gosto e quando estou sozinha, sou muito feliz nesta minha pequena (a)normalidade.

08 de Setembro, 2011

"Tu não és normal..." - 1

Joana
Há muitas pessoas que olham para certos hábitos meus e, perante a estranheza dos procedimentos a que assistem, me dizem com aquele ar meio entre o estupefacto e o gozo "Tu não és normal...". Encaro estes comentários como formas carinhosas de me dizerem que são essas pequenas anormalidades que os fazem achar-me alguma graça (ou não!) e cá para mim acho que são estas pequenas preciosidades da minha existência (ou manias, vá) que me definem e me distinguem dos demais. Daí que tenha resolvido iniciar um novo capítulo aqui no estaminé sobre estas minhas "particularidades" (chamemos-lhes assim, para sermos simpáticos).

Vamos lá então à minha primeira (e aparentemente estranha) particularidade:

Quando estou a comer várias coisas de que gosto, elaboro mentalmente uma sequência lógica para as ingerir. O critério é sempre o mesmo: do menos bom para o melhor. Isto acontece frequentemente com biscoitos, bolos, chocolates, gomas, mas também com fruta. O melhor vem sempre para o fim. Ainda outro dia selecionei uns dez figos para comer - a minha completa perdição, neste e no outro mundo! - e dei pequenas trincas a todos para conseguir deixar os melhores para o final e o melhor dos melhores para último. E isto não só para os figos. Ameixas e pêras D. Joaquina também entram no cartório. Eu sei, é uma "panca". Mas é minha, eu gosto e quando estou sozinha, sou muito feliz nesta minha pequena (a)normalidade.