Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Verde Vermelho

Podia ser um blog sobre Portugal. Podia ser um blog sobre mim. Podia ser um blog sobre coisas boas e más. Podia ser um blog humorístico. Podia ser um blog a tentar ser humorístico. Podia ser um blog sobre qualquer coisa. Pois podia.

Verde Vermelho

Podia ser um blog sobre Portugal. Podia ser um blog sobre mim. Podia ser um blog sobre coisas boas e más. Podia ser um blog humorístico. Podia ser um blog a tentar ser humorístico. Podia ser um blog sobre qualquer coisa. Pois podia.

12 de Janeiro, 2012

Os cães. E eu.

Joana
Das coisas que eu mais gostava na minha vida era de ter um cão. Desde criança que o desejo, mas por gostar tanto destes bichos, nunca quis ter um, por viver num andar e saber que estar confinado numa casa grande parte do dia não pode constituir felicidade para qualquer animal. Agora já adulta, a situação mantém-se. Continuo a desejar muito ter um animal, mas aliado ao facto de viver em apartamento e num condomínio que só admite pássaros e gatos (esta ainda alguém me há de explicar...), está a situação precária de trabalhos e biscates que não me permite ter grande disponibilidade financeira para cuidar de um animal. 
Mesmo sabendo disto, numa espécie de masoquismo, todos os dias visito sites e recebo notificações de animais perdidos, entregues a canis ou abandonados e recolhidos por Famílias de Acolhimento Temporário. Não devia, já me tentei inclusivamente ensinar a não o fazer, para não me emocionar ou deixar influenciar, porque tenho de me manter racional face à minha situação atual. Mas custa tanto ver e não poder ajudar. É que se a minha vida permitisse, seria uma dupla felicidade, tenho a certeza. Adoro cães e sei que seria uma pessoa muito mais completa se tivesse um. Pode ainda não ser agora, mas há de ser um dia. Mas vai mesmo.

12 de Janeiro, 2012

Os cães. E eu.

Joana
Das coisas que eu mais gostava na minha vida era de ter um cão. Desde criança que o desejo, mas por gostar tanto destes bichos, nunca quis ter um, por viver num andar e saber que estar confinado numa casa grande parte do dia não pode constituir felicidade para qualquer animal. Agora já adulta, a situação mantém-se. Continuo a desejar muito ter um animal, mas aliado ao facto de viver em apartamento e num condomínio que só admite pássaros e gatos (esta ainda alguém me há de explicar...), está a situação precária de trabalhos e biscates que não me permite ter grande disponibilidade financeira para cuidar de um animal. 
Mesmo sabendo disto, numa espécie de masoquismo, todos os dias visito sites e recebo notificações de animais perdidos, entregues a canis ou abandonados e recolhidos por Famílias de Acolhimento Temporário. Não devia, já me tentei inclusivamente ensinar a não o fazer, para não me emocionar ou deixar influenciar, porque tenho de me manter racional face à minha situação atual. Mas custa tanto ver e não poder ajudar. É que se a minha vida permitisse, seria uma dupla felicidade, tenho a certeza. Adoro cães e sei que seria uma pessoa muito mais completa se tivesse um. Pode ainda não ser agora, mas há de ser um dia. Mas vai mesmo.

11 de Janeiro, 2012

"Ó Levas, ó Levas..."

Joana
Esta coisa do Paco Bandeira faz-me espécie. O homem é todo sorrisinhos, piadolas e simpatias para lá e para cá à entrada do tribunal. Põe-se a jeito para tirar fotografias, sempre a sorrir sem parar e chega a aparecer na sala do tribunal, a meio de uma espécie de divisória entre os réus e as testemunhas, a faser pose. O julgamento decorre. À saída, já se transformou. A mutação resulta num indivíduo totalmente mudo, de cara fechada e com aspeto de que mais cedo ou mais tarde irá explodir e dar cabo de umas quantas câmaras, e numa atitude quase violenta afasta os jornalistas, diz-lhes que se deviam dedicar a trabalhos verdadeiramente relevantes e deixar-se de foleiradas. 
Vejam lá isto, se tiverem um tempinho. Acho que o circo vale a pena.
O senhor denunciou logo assim, sem precisar de fazer grande coisa, que a sua personalidade não é tão sorrisinhos e "tenho uma vida que é de fazer inveja a qualquer um" como se pensa. Mas eu até acabo por concordar com o Sr. Paquito. Todo ele e o espetáculo que ele - e só ele - proporcionou é foleiro à brava. Nisso, ele foi um excelente companheiro de equipa dos jornalistas. 

11 de Janeiro, 2012

"Ó Levas, ó Levas..."

Joana
Esta coisa do Paco Bandeira faz-me espécie. O homem é todo sorrisinhos, piadolas e simpatias para lá e para cá à entrada do tribunal. Põe-se a jeito para tirar fotografias, sempre a sorrir sem parar e chega a aparecer na sala do tribunal, a meio de uma espécie de divisória entre os réus e as testemunhas, a faser pose. O julgamento decorre. À saída, já se transformou. A mutação resulta num indivíduo totalmente mudo, de cara fechada e com aspeto de que mais cedo ou mais tarde irá explodir e dar cabo de umas quantas câmaras, e numa atitude quase violenta afasta os jornalistas, diz-lhes que se deviam dedicar a trabalhos verdadeiramente relevantes e deixar-se de foleiradas. 
Vejam lá isto, se tiverem um tempinho. Acho que o circo vale a pena.
O senhor denunciou logo assim, sem precisar de fazer grande coisa, que a sua personalidade não é tão sorrisinhos e "tenho uma vida que é de fazer inveja a qualquer um" como se pensa. Mas eu até acabo por concordar com o Sr. Paquito. Todo ele e o espetáculo que ele - e só ele - proporcionou é foleiro à brava. Nisso, ele foi um excelente companheiro de equipa dos jornalistas. 

10 de Janeiro, 2012

A minha manhã.

Joana

  • A felicidade de sentir o carinho de quem gosta de nós sem que nada de especial façamos para tal. 
  • As ofertas sinceras sem desejo de recompensa. 
  • O exemplo que nos ensina a viver da forma mais altruísta. 
  • A idade avançada vivida com alegria. 
  • O telefonema inesperado.
  • A voz triste e sensível de uma adolescente que em ninguém mais do que eu vê uma ajuda para a sua dor. 
  • Uma quebra, quando tudo fazia prever o melhor. 
  • A idade demasiado curta para uma experiência dolorosa vivida no singular. 
  • O desligar o telefone e o constatar das linhas tortas com que a vida se desenha. 
  •  
  •  
10 de Janeiro, 2012

A minha manhã.

Joana

  • A felicidade de sentir o carinho de quem gosta de nós sem que nada de especial façamos para tal. 
  • As ofertas sinceras sem desejo de recompensa. 
  • O exemplo que nos ensina a viver da forma mais altruísta. 
  • A idade avançada vivida com alegria. 
  • O telefonema inesperado.
  • A voz triste e sensível de uma adolescente que em ninguém mais do que eu vê uma ajuda para a sua dor. 
  • Uma quebra, quando tudo fazia prever o melhor. 
  • A idade demasiado curta para uma experiência dolorosa vivida no singular. 
  • O desligar o telefone e o constatar das linhas tortas com que a vida se desenha. 
  •  
  •  
09 de Janeiro, 2012

Coisas com que embirro - I

Joana
Epá... os The Gift. Detesto, detesto, detesto! Admito que a música (só a melodia) às vezes até tem o seu quê de piada, mas as letras e sobretudo a - chamemos-lhe - "voz" da vocalista é horrenda. Para além de ser forte, soar a muito whiskey e tabaco junto e ser demasiado forçada e arrastada, a mulher é do mais másculo e sem gosto que pode haver. Há uns anos ainda tentei gostar e quase (quase!) me rendi à "Gaivota", do Projeto Amália Hoje. Mas aquela voz sombria e de ressacada estraga tudo. Não vale a pena. Todas as tentativas caíram por terra quando começou a tocar em loop nas rádios uma música dos The Gift em que a letra às tantas culmina nesta maravilhosa obra de arte: "Obrigado por saberes cuidar de mim, tratar de mim, olhar para mim". Na minha cabeça, isto é o que um cão ou um gato reconhecido diria a um dono, que o tratasse de forma exemplar. Mas pronto, eu reconheço que há aqui embirração. Agora tirem-me é a porcaria do novo single da rádio, que eu de manhã quero ir bem disposta para o trabalho. Aquilo é tão, mas tão mau... Mas aposto que toda a gente dirá que é estupendo, porque The Gift para um português é sempre sinónimo de alternativo cool. Lá que é alternativo não contesto, agora está longe de cool cá para mim, isso está. Muito mesmo.

09 de Janeiro, 2012

Coisas com que embirro - I

Joana
Epá... os The Gift. Detesto, detesto, detesto! Admito que a música (só a melodia) às vezes até tem o seu quê de piada, mas as letras e sobretudo a - chamemos-lhe - "voz" da vocalista é horrenda. Para além de ser forte, soar a muito whiskey e tabaco junto e ser demasiado forçada e arrastada, a mulher é do mais másculo e sem gosto que pode haver. Há uns anos ainda tentei gostar e quase (quase!) me rendi à "Gaivota", do Projeto Amália Hoje. Mas aquela voz sombria e de ressacada estraga tudo. Não vale a pena. Todas as tentativas caíram por terra quando começou a tocar em loop nas rádios uma música dos The Gift em que a letra às tantas culmina nesta maravilhosa obra de arte: "Obrigado por saberes cuidar de mim, tratar de mim, olhar para mim". Na minha cabeça, isto é o que um cão ou um gato reconhecido diria a um dono, que o tratasse de forma exemplar. Mas pronto, eu reconheço que há aqui embirração. Agora tirem-me é a porcaria do novo single da rádio, que eu de manhã quero ir bem disposta para o trabalho. Aquilo é tão, mas tão mau... Mas aposto que toda a gente dirá que é estupendo, porque The Gift para um português é sempre sinónimo de alternativo cool. Lá que é alternativo não contesto, agora está longe de cool cá para mim, isso está. Muito mesmo.