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Verde Vermelho

Podia ser um blog sobre Portugal. Podia ser um blog sobre mim. Podia ser um blog sobre coisas boas e más. Podia ser um blog humorístico. Podia ser um blog a tentar ser humorístico. Podia ser um blog sobre qualquer coisa. Pois podia.

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14 de Outubro, 2015

E depois há aquelas pessoas que, claramente, têm 7 vidas...

Joana

Fiquei a conhecer ontem, num intervalo de uma formação, uma história de vida de uma rapariga que me deixou de queixo caído. Não conheço (ainda) bem a pessoa em causa, mas posso dizer que terá pouco mais de 30 anos e é uma lutadora. Tudo no que contou me fez ver que, confirmando o que eu sempre digo, devemos mesmo ser muito gratos pela vida que temos, seja ela melhor ou pior que a do vizinho do lado. 

 

Não vos querendo maçar com grandes palavreados, resumo a história do seguinte modo: esta rapariga nasceu com uma malformação nas trompas e, aos 21 anos, numa primeira visita à médica ginecologista, foi-lhe detetado um cancro em estado bastante avançado (digamos que avançou ao longo desses anos de vida). Passou por quimioterapia, radioterapia e esteve quase a perder a batalha. Ficou totalmente careca e cadavérica. Sobreviveu. Ficou, no entanto, a saber, logo após a recuperação e na flor da idade, que deixaria de ter qualquer hipótese de ser mãe. Uns 2 anos depois, teve uma infeção grave e quase amputou uma perna. Foi por pouco que tal não aconteceu. Numa outra situação, como é alérgica a um componente específico de certas anestesias (e não o sabia até então), sentiu-se mal, começou com convulsões e quase ficou na cama do hospital. Por causa disto, já levou pontos a frio duas vezes, numa das quais desmaiou com as dores. Finalmente, há cerca de 6/7 anos teve um acidente de carro provocado por putos que queriam assaltar carros que passavam à noite numa estrada nacional, obrigando-os a parar, perdeu a direção do carro e caiu numa ravina com mais de 10 metros, onde, encarcerada e num estado de dormência mental e quase desfalecimento total, esperou por ajuda durante 3 h, 2 das quais ainda consciente. A única coisa que pensou em fazer foi estar quieta - pois o carro poderia cair mais uns metros e despenhar-se - e dar continuamente sinal de luzes, para qua alguém a visse no meio da escuridão, porque era a única coisa que ela, com 3 vértebras partidas e toda cheia de sangue, conseguia alcançar no carro para chamar a atenção. Passadas as tais 3h, um helicóptero detetou-a e pessoal especializado desencarcerou-a e levou-a para o hospital.

 

Agora digam-me se têm coragem de afirmar que têm uma vida de azar. Eu nunca acho que a minha vida seja azarada, mas, por vezes, como qualquer pessoa, dou por mim a desanimar perante o rumo das coisas. E depois, quando tudo está mais em baixo, eis que a vida parece querer "espetar-nos" com estas evidências na nossa cara, numa espécie de wake up call. E se o consegue! Acho que encontrei, definitivamente, mais um bom exemplo de vida. Impressionante e chocante ao mesmo tempo, mas tão esclarecedor.

Talvez nos valha a pena apostarmos, acreditarmos e lutarmos mesmo por esta vida, porque tudo à nossa volta, a qualquer momento, nos faz acreditar que, se não for essa resiliência a comandar-nos, só mesmo os gatos conseguirão sobreviver a tantas provações. E nós, claramente, não somos gatos.

 

 

12 de Outubro, 2015

Acham que, passados oito dias, já é seguro eu falar de política?

Joana

Politicamente falando, nunca me senti tão frustrada e desiludida com a noção de liberdade que os portugueses hoje em dia têm, como durante a semana passada. Mais do que concordar ou discordar em absoluto ou parcialmente com quem ganhou ou perdeu, acho que NINGUÉM tem o direito de usar as redes sociais para insultar o voto dos outros. Achei que se caiu, como nunca vi, numa lama demasiado suja. Por todo o lado vi coisas como "Povo burro", "País de m***a", "Mentalidade oca", "Os portugueses só gostam de levar no **" e estupidezes como estas, Digo-o sinceramente: são coisas como estas que me fazem desacreditar da noção de democracia e de liberdade. Porque o conceito de liberdade para muitos é dizer tudo o que pensam, sem filtros, quando não foi por e para isso que lutámos e sofremos. Às vezes tenho mesmo vergonha de ser portuguesa e pertencer a uma sociedade que acusa, aponta o dedo e insulta sem freios todos os que não concordam com um ou outro. E talvez sejam mesmo eles que têm os tão famosos "telhados de vidro" que apontam a terceiros. (E pergunto-me se todos eles terão levantado o rabinho e ido votar ou se preferiram ficar no dia de chuva e vento em casa, alapados num sofá em frente à televisão, a lançar bitaites no Facebook...) Senti-me mesmo ofendida e, independentemente de quem ganhou ou perdeu, se foi melhor ou pior assim, se votámos na melhor hipótese ou não, o mais importante foi desrespeitado: a liberdade de opinião. E isso não é dizer tudo o que se pensa e insultar quem não pensa do mesmo modo, meus amigos. É dizer o que se pensa e ser respeitado por isso. Talvez nos falte mesmo crescer, que uma liberdade com apenas 41 anos, pelos vistos, ainda é muito, mas muito imatura.

 

 

05 de Outubro, 2015

Eu sei que podia ser pior. Mas isso não me anima particularmente, digo-vos já.

Joana

Se a minha vida já estava tão interessante com as quebras sucessivas de imagem no meu computador, que me impediram de conseguir trabalhar durante largas horas, agora tenho um computador que não funciona mesmo e um telemóvel - o da empresa, o que não é assim um pormenor tão irrrelevante - que está no limite de dar o berro. Tudo isto é complicado. Mas piora quando nos dizem que temos de comprar um computador e telemóvel novo, precisamente quando já temos alguns investimentos a caminho, decididos quando tudo ainda funcionava bem. Ah, e só uma nota adicional: TODA a gestão da minha empresa depende do meu computador. E é altura de tratar de faturação e fazer pagamentos. E eu faço tudo por Home Banking. E eu ando mesmo cansada e sem paciência. E estou com uma enxaqueca persistente há mais de 24h. Espetacular, hein? A vida não podia esolher melhor altura para estes testes, pois não? 

 

 

01 de Outubro, 2015

Homens, a sério, não é preciso serem TÃO sinceros!

Joana

Hoje, ao pequeno almoço:

 

Joana - Já viste as minhas unhas? Parece mesmo que fui à manicure, não parece?

J. - Não.

Joana - Não?! Como não? Estão tão perfeitinhas, bem pintadas e tudo!

J - Nota-se que não é trabalho de manicure, porque ali no canto não tiraste bem as peles mortas.

 

Isto de o J. ser atento a estas pequenas coisas, estraga tudo. E depois, não me bastasse, ainda me foi sair sincero. Estou feita.

 

Filtros, é o que falta aos homens. Filtros!

 

 

 

 

01 de Outubro, 2015

Seres responsável por um empresa é isto mesmo.

Joana

Um dia, dizem-te que o que fazes não chega e que estão pouco convencidos contigo. Noutro dia, dizem-te que és cuidadosa e sempre impecável com os teus alunos e que mais não te podiam pedir. Agora o desafio está em fazeres, tu próprio, a tua avaliação e colocares o foco no que te parecer mais congruente.

Bem vinda ao mundo real, Joana.

 

 

 

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