Eh pá, não exagerem! "A Star is born" não é mesmo nada de especial.
Mais uma vez, a minha ideia confirmou-se. Tudo o que tem demasiado nome e é assumido por todos como extraordinário raramente é, para nós, mesmo algo de muito bom. Não é implicância; é uma constatação.
Vem isto na sequência de ontem termos ido ver o tão aclamado pela crítica "A Star is born" e não termos achado mesmo nada de especial. É uma história de amor fofinha, mas com tudo o que o meio da música rock/folk/grunge e pop tem, sem nada de surpreendente (talvez mesmo só as interpretações de Bradley Cooper e da Lady Gaga e a boa realização, que são inegáveis). Não vertemos uma lágrima - e acreditem que se eu grávida não choro num filme, é porque ele não puxa mesmo à coisa.
Íamos ambos expectantes, porque toda a gente nos recomendava o filme e dizia ser das melhores coisas feitas nos últimos anos. No final, percebi que do que gostámos verdadeiramente foi da interpretação dos protagonistas, das músicas e... dos cartazes. Sim, os cartazes são espetaculares, há que admitir.

Saímos do cinema com aquela sensação de "heee, é normalzinho" e não percebemos mesmo como e porque é que algumas pessoas saíram do filme a fungar e de lenços na mão. A sério que não puxa a isso. Não será por contágio, apenas porque se lançou a ideia de que a história era emotiva e muito forte?
Pronto, talvez sejamos uns insensíveis. Ou não, que eu ontem vi um vídeo da Mustela e chorei um pouco de emoção. Coisas da vida.