Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Verde Vermelho

Podia ser um blog sobre Portugal. Podia ser um blog sobre mim. Podia ser um blog sobre coisas boas e más. Podia ser um blog humorístico. Podia ser um blog a tentar ser humorístico. Podia ser um blog sobre qualquer coisa. Pois podia.

Verde Vermelho

Podia ser um blog sobre Portugal. Podia ser um blog sobre mim. Podia ser um blog sobre coisas boas e más. Podia ser um blog humorístico. Podia ser um blog a tentar ser humorístico. Podia ser um blog sobre qualquer coisa. Pois podia.

20
Abr18

Calor? Mas vocês estão bem?

Joana

Minha gente, não está calor. Está um tempo ótimo, sim senhor, muito agradável para passear e pouco agradável para estar enfiado num local fechado, sem acesso a janelas, mas não está calor. 18º não é calor em lado nenhum. É, simplesmente, bonzinho. Não deixei ainda as minhas duas camisolas, nem abandonei as minhas meias e muito menos os meus lenços e casacos (mesmo que mais leves). É certo que eu sou uma friorenta do pior, mas isso não justifica tudo. Está bom, mas não está quente. Sobretudo à sombra, que é por onde ando grande parte do dia. Por isso, não se ponham para aí a queixar da temperatura estar a ser excessiva, que já sabem que levamos logo com vento e chuva, para vermos o que é bom. Não está calor. Está bom, mas pode estar bem melhor. Não sejam exagerados. Deixem chegar aos 25-28º C e aí falamos. Até lá...chiiiiiu!

 

 

 

 

 

19
Abr18

Onde é que as pessoas normais arranjam tempo?

Joana

De certeza que há uma fonte, onde a grande maioria das pessoas que conheço vai buscar tempo. É impossível que seja de outro modo.

 

Ouço permanentemente as pessoas que me rodeiam a falar das séries da Netflix que andam a ver, dos vinte episódios de um programa que viram de enfiada, dos passeios que fizeram a aproveitar estes dias de sol e calor, das idas aos parques com as suas crianças, das tardes de compras no comércio tradicional das grandes cidades e afins e eu só penso que devo mesmo estar a fazer alguma coisa mal, porque, não tendo ainda filhos, não tenho tempo para NADA! Como é possível? Eu trabalho cerca de 12h por dia, ando sempre a correr de um lado para o outro, não faço praticamente pausas para nada, a ida a casa no intervalo de almoço serve para fazer camas, estender roupa saída da máquina para aproveitar as poucas horas de sol e algum calor, dobrar roupa que já secou, fazer telefonemas, ir pôr o lixo na reciclagem ou, na loucura, ainda passar pelo talho e pela frutaria para repor os stocks de casa, porque, saindo às 20h30, não há grandes hipóteses alternativas. O J., por seu lado, está a trabalhar de sol a sol, com formações e tudo o mais que a empresa decidiu inventar para esta fase do ano. Chego ao fim do dia exausta, sem fôlego ou coragem para nada, com um olhar de zombie e a arrastar as poucas palavras que ainda ouso pronunciar. O J. idem aspas. Enquanto isto, esta miudagem toda das redes chega-me ao fim do dia cheia de pica e na melhor das disposições para ver, de seguida, umas boas horas de filmes e séries? Como é possível? Expliquem-me, por favor. Eu devo estar a fazer alguma coisa mal, só posso.

 

 

13
Abr18

O cansaço dá-me para estas reflexões profundas.

Joana

Entendam a minha crise existencial. Há quantos anos a SIC está a comemorar 25 anos de existência? Anos? - perguntam vocês. Sim, anos, meus amigos. Parece uma pergunta parva, mas a publicidade do canal ao seu aniversário (e o logotipo!) já dura há tanto, que, de repente, imbuída deste cansaço profundo que me está a consumir o cérebro desde há uns dias, dou por mim a pensar se sou eu que estou a entrar em modo de suspensão ou se é o tempo que está a passar mesmo muito devagar.

 

Digam-me que não estou sozinha. Eu preciso de me manter sã.

 

 

05
Abr18

Obrigada, Srs. Larápios.

Joana

Não bastasse ter andado a penar de dores de um tratamento dentário a semana passada e de ter ficado doente na Páscoa ao ponto de ter de ter ficado uma noite inteira sentada no sofá, porque nem conseguia respirar a pagar por uma constipação / resfriado / princípio de gripe que veio sei lá de onde, chego junto do meu carro na terça feira, pronta para sair desta onda de doenças e pouca disposição, e vejo isto:

 

IMG_20180403_092142 (2).jpg

 

O meu coração parou.

 

Obrigada, respeitáveis ladrões. Pelo roubo, pelos riscos no carro e por todo o transtorno,que me levou às lágrimas. E obrigada por me terem deixado um macaco, provavelmente roubado de outro carro, só para me facilitar a colocação do pneu sobresselente. Pensaram em tudo. Pode ser que ainda faça negócio no OLX e ganhe algum para me financiar a compra do que virá substituir o que roubaram.

Acho que vão ficar muito mais ricos com o pneu do meu carro, embelezado por uma jante riscada, que já tem uns 15 anos de idade. Oxalá vos tenhais cortado até ao osso ao fazer este belo serviço e ninguém vos tenha dado nada em troca pelo produto roubado. E que o vosso palato fique a saber a borracha de pneu até ao final dos vossos dias. E que o vosso órgão sexual masculino tenha ficado contente com este belo ato de bravura. Devia ser mesmo mísero.

Obrigada e boa tarde.

 

 

02
Abr18

Andar bem é para fraquinhos.

Joana

Se eu avaliar bem a minha vida nos últimos meses, posso concluir, sem qualquer margem para dúvidas, que há alguma força superior a garantir que eu não consigo ter um dia, um diazinho que seja, sem uma queixa, uma dor ou uma mazela. Já merecia um descanso, a sério que sim. Tem sido tanta coisa, que me sinto um belo de um farrapinho. Não chegava já?

Fogo.

 

 

28
Mar18

Os deploráveis segredos da TVI.

Joana

No domingo passado, numa curta (e desnecessária, reconheço) passagem pela TVI, vi que estava a dar o Secret Story. No pouco tempo que fiquei por ali, vi apenas uma rapariga a desvendar o seu segredo, envolvida numa aura de mistério ficcionado pelo canal que, sumariamente, se resumia a umas luzes vermelhas e a uma música de fundo a puxar a suspense. Dizia a rapariga que o seu segredo era o de que já tinha tentado matar o seu pai. Não bastasse esta profunda (e também ela tão desnecessária) partilha, a moça ainda achou por bem contar pormenores de como o pai batia na mãe, de como as filhas, ainda crianças, viam a mãe a sangrar e coisas afins. Fiquei tão incomodada com aquela exposição, que mudei rapidamente de canal. Não sei o que mais terá dito, mas também não quero saber. Se achei aquilo, por si só, deplorável a tantos níveis, mais indignada fiquei quando, alguns minutos mais tarde, levada por aquela normal curiosidade do "deixa cá ver no que isto deu", me apercebo que a dita rapariga foi expulsa e estava já num estúdio, com uma apresentadora do canal, a falar novamente do que tinha contado minutos antes. Ou seja, fora toda a falta de noção do que pode ser exposto publicamente ou não, a moça foi apanhada num esquema da TVI para fazer espetáculo, não tendo a sua pouca inteligência sido protegida pelo canal e, ao invés disso, foi, sim, usada como chamariz de audiências.

 

 

Não deveria haver aqui algum tipo de filtro? E de punição? Não há legislação reguladora destes casos? Aparentemente, não.

Vale mesmo tudo nesta "guerra"? Aparentemente, sim.

 

Foi vergonha alheia em todos os minutos que cedi à TVI, naquele domingo, digo-vos. Deplorável, no mínimo.

 

 

 

 

27
Mar18

Os meus dias são maiores do que os teus?

Joana

A hora mudou. Dormimos menos uma hora, mas ganhámos mais uma hora de sol. As pessoas gostam, genericamente, desta mudança, mas ainda assim vão resmungando. Como eu sou uma pessoa, também vou resmungando. Só que de forma diferente.

 

Anda meio Portugal a queixar-se de que os dias passam muito depressa e eu... a queixar-me que os dias estão enormes e parece que nunca acabam! Pelo facto de haver claridade até mais tarde, tenho a sensação que os dias tardam muito a terminar, o que, para o meu sistema, significa algo muito semelhante a "ainda há muito para fazer, menina Joana, nada de pensar em começar a abrandar". Por isso, sinto que trabalho mais e me canso mais. Apesar de adorar a hora de verão. Raio de coisa!

 

 

Ser eu não é fácil.

 

Eu digo-o.

Vocês di-lo-ão também.

 

 

22
Mar18

As anestesias e eu.

Joana

Hoje fui a uma segunda sessão da desvitalização de um dente. Se na semana passada, aquando da primera sessão, saí do meu médico dentista com a boca anestesiada ao ponto de poucos perceberem o que eu dizia, hoje a coisa está bem mais forte. Por aconselhamento do profissional, aqui a menina Joana foi levar umas quantas picadas de anestesia depois de ter tomado um Ben-U-Ron, por forma a assegurar que o adormecimento local seria rápido e certo (hoje foi a sessão mais intensa). Gostei muito do cuidado do médico dentista, mas meus amigos... nem vos digo a moca com que estou. É que, para além de ter uma parte da boca bastante inchada e ainda não conseguir falar, tenho a minha cabeça num universo paralelo, onde tudo gravita ao invés de estar quieto, pousado no chão, e estou com o raciocínio a 6 ou 7%. Incrível como, de entre tudo a que me submeto nas mãos dos médicos, o pior é sempre o efeito das medicações na fase do recobro. Valha-me a santa.

 

Pronto, vou só ali falar com aquele elefante amarelo que está a dançar valsa e já volto.

 

 

 

[Desculpem lá isto e as ausências, mas tem sido uma semana intensa e eu ando a precisar de dormir.]

 

 

17
Mar18

Eu não dou gorjetas. Chocados?

Joana

Não é por ser forreta ou "agarrada". É por uma questão de princípio. Eu não dou gorjetas a ninguém, em nenhuma situação. Não gosto do conceito, que, lá bem no meu íntimo, me parece roçar a linha do "coitadinho" e da piedade. Sou pessoa de arredondar uma conta, se achar que devo recompensar alguém por estar a ser prejudicado, mas muito raramente. Quando dou é porque quero dar e faço-o, sem necessitar de o associar a um pagamento obrigatório de algum produto ou serviço de que tenha usufruído. Sou mesmo daquele tipo de pessoa que fica sempre à espera que lhe deem o cêntimo de troco quando vai comprar pão ou que se baixa para apanhar um ou dois cêntimos perdidos no passeio, com a mesma atitude se se tratasse de uma moeda de dois euros ou de uma nota de vinte.

Acho que isto não faz de mim uma pessoa pior e associo esta minha forma de estar ao facto de sempre ter tido uma noção grande de poupança. Lembro-me inclusivamente que, quando fiz dezoito anos, levei duas sacas pesadíssimas com as minhas poupanças - religiosamente recolhidas e guardadas no mealheiro - ao Montepio Geral para serem depositadas. Escusado será dizer que tinha cerca de quinze contos (o mesmo que dizer trinta euros, rapaziada mais nova!) em moedas de 1, 2 e 5 escudos. Ainda hoje se devem lembrar de mim.

 

Não gosto de dar gorjetas, porque entendo que ninguém tem de receber mais do que aquilo que acordou quando assinou o seu contrato de trabalho. Foi uma aceitação livre e, da mesma forma que critico as pessoas que levam presuntos para dar aos médicos, também não alinho nestas compensações a quem quer que seja. Lembro-me de em miúda ser muito crítica, sempre que a minha mãe ia pôr uma moedinha no bolso da bata da cabeleireira, quando ia ao salão. Questionava-a sempre do porquê de fazer aquilo, se as pessoas já recebiam o seu salário. Isto faz-me crer que a não concordância com as gorjetas não seja parvoíce minha, mas uma questão de princípio, que não deve estar muito errado. Mesmo eu não gosto de receber alguma gorjeta pelos serviços que presto, confesso.

 

O J., de início, era pessoa de dar gorjetas. Eu não me opunha, naturalmente - era uma escolha sua. Mas, com o tempo, foi percebendo que eu nunca dava gorjetas, nem tão pouco me sentia mal com isso. Como ele sabia que eu era - e sou - uma pessoa muito sensível a várias causas, estranhava a atitude, até, aos poucos, ter chegado à conclusão de que havia aqui alguma lógica. Numa vez em que foi a Itália em trabalho, percebeu que a gorjeta é, para aquela cultura, uma obrigatoriedade e que, inclusivamente, é parte integrante do recibo. Acho que, aos poucos, começou a dar-me razão e a ir desistindo deste hábito.

 

A verdade é que o coração do J. é, sem qualquer dúvida, feito de manteiga e, para que ele possa dormir de consciência tranquila (e porque eu estou em paz com a minha forma de estar em relação às gorjetas), sempre que pedimos alguma pizza ou recebemos a entrega das compras em casa sou eu que, genericamente, trato da parte do pagamento, porque o faço com a naturalidade expectável e consigo despedir-me das pessoas sem qualquer peso na consciência por não lhes ter dado alguma moeda por baixo da mesa. Vivo muito bem com isso e nem por dois segundos me questiono se deveria ter agido de outra forma. Compreendo quem sente a necessidade de dar essa compensação, num gesto de simpatia e generosidade. Eu cá entendo que a simpatia e a generosidade podem transparecer de outras formas, por isso não dou gorjetas. Mas continuo a ser boa gente, hein?

 

 

Sobre mim

foto do autor

Pesquisar

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Bloglovem'me

Instagramem-me!

@joaninha_me