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Verde Vermelho

Podia ser um blog sobre Portugal. Podia ser um blog sobre mim. Podia ser um blog sobre coisas boas e más. Podia ser um blog humorístico. Podia ser um blog a tentar ser humorístico. Podia ser um blog sobre qualquer coisa. Pois podia.

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25 de Março, 2015

A minha aversão a atrasos é crónica. A minha aversão a pais que incutem a ideia do atraso aos filhos é doentia.

Joana

Lido muito mal com atrasos. Não vale a pena dizerem-me que é exagero, porque para mim, pura e simplesmente, quem se atrasa não tem respeito pelos outros. Chegar uns minutos (poucos!) depois da hora é tolerável uma vez, mas mais não. Para mim, chegar a horas é chegar antes da hora - não muito, mas sempre alguma coisa antes. Um atraso é uma péssima imagem que alguém me pode dar e isso revolve-me as entranhas. Não sei lidar com isto, não consigo evitar falar e chatear-me e irrito-me muito com quem se atrasa.

Como lido com alunos e sou muito exigente na sua educação e formação, não tolero atrasos, quando há coisas marcadas com hora certa. No entanto, chego à conclusão que isto é um problema que tem por base (mais uma vez) os pais, pois 90% das vezes são eles que facilitam e que entendem (e dão a entender aos filhos) que um "pequeno" atraso não faz mal nenhum e é tolerável. Erro crasso. Qualquer pequeno atraso é sempre um atraso, logo está errado. Já para não falar no pressuposto que criam nas suas cabeças de que os outros estão ao seu serviço e, por isso, terão de esperar. Enfim, sem comentários.

Os princípios de boa conduta deveriam ser promovidos desde cedo e, cada vez mais, noto que não o são. O que na minha educação foi incutido desde sempre - e que considero exemplar - é que nunca se deve chegar atrasado, seja a que compromisso for, simplesmente porque isso denota falta de consideração pelo outro. Naturalmente, há situações sociais que quase exigem um ligeiro atraso, bem sei, mas apenas aí a coisa é tolerada. Não sou muito exagerada, não pensem. Sou, sim, responsável e, para mim, qualquer atraso é sinal de irresponsabilidade e desconsideração pelo outro. Mas não vejo isso hoje. Não noto a educação dos pais a seguir este sentido, não sinto sequer a mínima preocupação com a importância das horas, pois são eles mesmos que, em frente aos filhos, dão desculpas esfarrapadas para justificar os atrasos (e os filhos a saberem que aquilo é mentira). Se hoje são os próprios pais a dar o mau exemplo, então a coisa vai mesmo torta.