Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Verde Vermelho

Podia ser um blog sobre Portugal. Podia ser um blog sobre mim. Podia ser um blog sobre coisas boas e más. Podia ser um blog humorístico. Podia ser um blog a tentar ser humorístico. Podia ser um blog sobre qualquer coisa. Pois podia.

Verde Vermelho

Podia ser um blog sobre Portugal. Podia ser um blog sobre mim. Podia ser um blog sobre coisas boas e más. Podia ser um blog humorístico. Podia ser um blog a tentar ser humorístico. Podia ser um blog sobre qualquer coisa. Pois podia.

05
Mar18

Mudei de opinião: afinal, não era "O Jardim" a justa canção vencedora.

Joana

Este será, provavelmente, o meu post mais contraditório dos últimos tempos.

 

Só os burros é que não mudam. Se até aqui eu era toda equipa Pascoal, no Festival da Canção, dei-me conta ontem de que, afinal, não deveria ter sido esse o rumo da vitória. O que me levou a mudar a minha opinião foi perceber que aquilo que entendi como espontâneo, emocional e puro na atuação da Claúdia, na 1ª semi-final, não passou de uma estratégia estudada. Ontem isto ficou bem claro, quando, ao ver a atuação da dupla Cláudia/Isaura, percebi que a cantora fazia exatamente os mesmos gestos nas mesmas partes da música e, pior que tudo, nas duas atuações - ainda na competição e já como vencedora - a última sílaba da última palavra da música foi "vivida" da mesma forma: a imitar uma emoção que toma conta da voz e que foi, de forma óbvia, bem estudada. Fiquei muito desiludida com a prestação da Cláudia e esperava muito mais. Penso que o erro terá sido assumir que toda aquela entrega era genuína. Foi aí que me precipitei.

 

Ontem, francamente, as músicas que me conquistaram foram a "Para sorrir, eu não preciso de nada" e a "Por ela". Confesso que se na 1ª final tinha apenas achado piada à primeira e não gostado particularmente da 2ª, ontem fiquei rendida às evidências. A Catarina Miranda é uma artista de mão cheia, já sabia, mas ontem revelou-se aos meus olhos como uma digna representante de Portugal numa Eurovisão ou num qualquer outro espetáculo internacional. Tem aquela estranheza que nos capta a atenção e junta-lhe uma doçura na voz e nas expressões que seria difícil de imaginar em mais alguém. Ontem foi particuarmente emotiva e conseguiu "puxar" as pessoas para um mundo que parecia só dela, feito de bolas de sabão e gomas. Sinceramente, adorei e pensei mesmo que ia ganhar aquilo tudo e deixar todos bem lá para trás. Fiquei, por isso, bastante triste  que alguns júris nacionais possam ter atribuído 12 pontos ao Janeiro, por exemplo, ao invés de justamente darem a vitória à Catarina (bastava um ponto para isso).

 

Finalmente, ontem, ao contrário do que aconteceu da 1ª vez, em que nem consegui perceber metade do burburinho em torno da música "Por ela" - e em que não conseguia deixar de pensar no casaco bege do cantor, nem abstrair-me dos constantes tremeliques na voz -,  dei por mim e ficar siderada na interpretação do Peu Madureira, que me "agarrou" e me comoveu, ao ponto de eu ficar de lágrimas nos olhos no fim da canção. Fiquei mesmo emocionada e acho que, se não é para levar à Eurovisão, vai com certeza ser levada nas minhas playlists e, acredito, muito na minha cabeça. A música é bonita, mas a letra e a interpretação arrebataram-me. Foi uma interpretação de tirar o fôlego, como há muito não via e ouvia. A guardar, mesmo.

 

Dito isto, dou aqui a mão à palmatória e admito que me precipitei na minha avaiação das músicas. Acho que escolhemos mal, apesar de continuar a gostar muito da canção vencedora, mas é o que temos e o que temos tem de valer para nos pôr nos lugares cimeiros da tabela europeia. Vamos a isto, minha gente?

 

(E vocês, estão satisfeitos com a vitória da Cláudia?)

 

 

6 comentários

Comentar post

Sobre mim

foto do autor

Pesquisar

Instagramem-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Bloglovem'me