Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Verde Vermelho

Podia ser um blog sobre Portugal. Podia ser um blog sobre mim. Podia ser um blog sobre coisas boas e más. Podia ser um blog humorístico. Podia ser um blog a tentar ser humorístico. Podia ser um blog sobre qualquer coisa. Pois podia.

Verde Vermelho

Podia ser um blog sobre Portugal. Podia ser um blog sobre mim. Podia ser um blog sobre coisas boas e más. Podia ser um blog humorístico. Podia ser um blog a tentar ser humorístico. Podia ser um blog sobre qualquer coisa. Pois podia.

22 de Novembro, 2018

Gravidez a quanto obrigas: primeiras adaptações.

Joana

Ora pois que, estando grávida, todo um novo mundo se abriu à minha frente. Não foi imediato, que eu não sou de modas e coisas extremas, mas fui cedendo às evidências. Felizmente, estou a ter uma gravidez santa, sem enjoos, nem grandes indisposições. Não tive caprichos alimentares e apenas notei diferenças - que me afetaram um pouco, é verdade - nos níveis de fome e de cansaço. O J. diz que o meu nível de "chata" se mantém nos padrões normais da pré-gravidez, pelo que me considero uma grávida tranquila. [Se não fosse chata, não era uma boa mulher, por isso está tudo bem.].

 

Se já sou pessoa de regras e horários, não era agora que iria mudar e, por isso, tenho feito tudo para tentar levar as coisas com mais calma e dormir sempre, no mínimo 8 horas por noite. Das perturbações do meu estado atual diria que a pior é mesmo reconhecer e saber viver com o facto de não ter tanta energia e de me cansar com bastante mais facilidade do que o normal, o que, para uma pessoa como eu, foi difícil de encaixar. nos momentos iniciais, confesso. Agora estou na fase de aceitação de um sono interrompido com uma ida noturna à casa de banho (coisa que NUNCA acontecia) e adaptada a um peso substancial na barriga, que, de facto, incomoda um pouco e - pior - me dá uma sensação de falta de ar. Tudo se contorna com almofadas e novas posições de descanso e vai indo bem. Deixar de dormir de barriga para cima foi o desafio mental dos últimos meses e, finalmente, parece estar a dar resultado (o poder da mente é incrível, mesmo!). O Pilates foi adaptado à nova condição e o trabalho das respirações controladas e direcionadas para as partes que irão ser mais solicitadas também. Um esforço mental daqueles, devo-vos dizer. É como reaprender a fazer algo que é quase inato, mas a ajustá-lo e obrigá-lo a "mudar de sítio". Fácil dizer, bem menos fácil fazer.

 

Quanto à alimentação, é de facto, uma seca não ser imune à toxoplasmose, o que me faz andar sempre atenta a tudo, mas sem extremismos. Mais uma vez, é uma questão de método e adaptação (e sensatez!). Eu sei que a Amukina é o negócio do século (paga-se quase 6 euros por meio litro de água com lixívia), mas eu sou mais adepta do vinagre em tudo - faz o mesmo! - e de descascar tudo o que for fruta. De resto, é evitar açúcares (área a que nunca fui muito dada, de facto), fritos (a única coisa que me passou a custar mais), enchidos fumados e alimentos mal cozinhados - e aqui é que a ausência de um melão com presunto ou de uma picanhinha me faz sofrer um pouco. Passei a comer mais um pouco, sim, mas de forma nada desmesurada, nem a pensar em multiplicar a quantidade do sustento por dois. Passei a comer de 2 em 2 horas e pouca coisa e tudo corre bem - o bebé está no peso ideal e eu também.

 

Quanto a cuidados, nunca descurei um dia que fosse as vitaminas pré-natais, nem o creme de amêndoas doces no corpo, antes de dormir - mesmo que, por vezes (ou melhor, a grande maioria das vezes) esteja já podre de sono e não tenha quase força para abrir o boião, para além de já enjoar - e fazer os outros enjoarem - o cheiro tão intenso do dito creme. Não tenho pena, porque o meu diabinho secreto sempre me fez desejar que o J. fosse daqueles pais que também tem sintomas psicológicos de gravidez - o mínimo de justiça, parece-me. Portanto, se a coisa não foi natural nem espontânea, eu arranjei um creme para fazer esse papel. Até agora, nada de estrias e tudo de um marido queixoso com o enjoo que o cheiro provoca. Tendo em conta que a minha condição o obrigou a mudar de desodorizante e de perfume, por eu não os aguentar sem ficar nauseada e ele achar que seria um exagero meu, acho que estamos empatados. Jackpot, portanto! ;)

 

Pode ser uma experiência só minha, mas eu estou a adorar estar grávida e mesmo as pequenas limitações em momento algum me incomodam ou me impedem de ser feliz. Apenas me alertam para a existência do pequeno grande amor que está a crescer dentro de mim e de nós. E isso vale todas as privações. TODAS.

 

1 comentário

Comentar post