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Verde Vermelho

Podia ser um blog sobre Portugal. Podia ser um blog sobre mim. Podia ser um blog sobre coisas boas e más. Podia ser um blog humorístico. Podia ser um blog a tentar ser humorístico. Podia ser um blog sobre qualquer coisa. Pois podia.

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13 de Janeiro, 2019

Gravidez: mudança de rotinas.

Joana

Já vamos a meio no 7º mês de gravidez e, apesar de as coisas estarem a correr bastante bem, houve também muitas que se alteraram e me obrigaram a fazer alguns ajustes, que, não me custando muito, mudaram um pouco as minhas rotinas diárias.

 

Das coisas que mais me custaram a "encaixar", posso destacar o ser obrigada pelo próprio corpo a baixar o ritmo. Estava habituada a ser muito enérgica e a fazer cerca de 700 coisas numa hora, mas a minha capacidade de o fazer efetivamente reduziu para mais de metade. Dos maiores "choques térmicos" que apanhei foi perceber que não consigo subir mais de 15 degraus de uma escada sem ficar sem fôlego e a necessitar de parar para descansar (alguma vez isto aconteceria no meu estado normal?!).

 

Um cuidado adicional que surgiu com a gravidez foi, desde o primeiro dia em que soube que estava grávida, usar o Creme gordo de Amêndos Doces, da Barral, para não dar espaço ao surgimento de estrias e, sobretudo, para minimizar os repuxamentos - que foram muitos - ali em certas fases do 4º, 5º e 6º meses. Esta rotina nem sempre foi muito fácil de cumprir, porque havia dias em que eu quase adormecia em cima do boião, de tal forma estava cansada. Mas não falhei e, não sei se apenas por isso, nem uma estria parece haver, até esta fase. Pontualmente, tenho complementado o uso deste Creme com um óleo Anti-Estrias da Eucerin, que uma mãe que trabalha nesta área, me ofereceu para experimentar e sobre o qual só posso tecer os maiores elogios - não é muito gorduroso e a pele fica muito hidratada. Depois do banho, uso sempre o antiguinho Óleo Johnson, que certamente também não tem desajudado. São rotinas por vezes um pouco chatas, mas que, até ver, têm dado resultados. Como eu sou cética em relação a certas coisas, sobretudo a gastos exorbitantes em produtos de marca que me parecem sempre estar a vender a banha da cobra, deixo estas sugestões, para quem for semelhante a mim:

 

 

 

Outra coisa foi a necessidade de acordar cedo - algo que já era meu, por natureza -, mas desta feita para beber água e comer. Não imaginam a fome e a sede com que acordo todos os dias! Aparentemente, o rebento consome-me toda a energia durante as horas da noite em que me deixa dormir e ele não, porque acha que é a melhor altura para dar cambalhotas e se espreguiçar. E a mãe cá está para isso, claro.

 

Já que estamos neste ponto da conversa, há que falar das noites. Pois, as noites. Eu durmo bem e o bebé também. Já percebi que apenas gosta quando eu durmo para um lado, pois se calha eu virar-me para outras posições, tenho um festival dentro da minha barriga. Não incomoda, mas dá para perceber a mensagem. Teimosinho como os pais, portanto. Seja feita a sua vontade. Resultado: demasiadas áreas do mesmo lado do corpo dormentes. Nada de grave. Se as enfermeiras e as médicas me dizem para o fazer, quero acreditar que estou a ser bem acompanhada.

 

Reflexos no corpo da mãe? Alguns, sim. Apesar de, felizmente, estar a ter uma gravidez que só se nota, em termos de volume, exclusivamente na área da barriga, para já, internamente o cenário já mudou um pouco. Tive há duas semanas uma fase intensa de refluxo gástrico, que me impedia de beber a quantidade normal de água à noite, pelo facto de a mesma me distender o estômago e me atrasar a digestão. Muito contra a minha vontade de tomar medicamentos na gravidez, tive mesmo de ceder ao mágico Kompensan, que foi a minha única salvação. Depois desta fase, vieram as cãimbras nas barrigas das pernas - primeiro leves, mas depois extremamente fortes e dolorosas, ao ponto de se transformarem em contraturas que só começavam a aliviar ao fim de uns 3/4 dias. Tive de tomar um suplemento de magnésio, que ajudou alguma coisa, mas não resolveu por completo. Solução: aguentar e todos os dias tentar, ao acordar, fazer o esforço de esticar toda a perna com as pontas dos dedos dos pés viradas para mim. É certo que isto não me deu o melhor acordar do mundo durante duas semanas, mas já ando bastante melhor.

 

Outra coisa que me tem acontecido a que eu achava que estaria imune era ao peso nas pernas. Nunca na minha vida, sobretudo porque sempre fui bastante ativa e caminhava bastante, tinha tido a sensação tão forte de pernas cansadas como agora. Pareço uma velhinha a ter de estar sempre a parar e a pôr as perninhas ao alto, em cima de um banco ou chaise longue, com duas ou três almofadas para elevar as pernas acima do nível da bacia. A verdade é que, apesar de esta não ser uma posição confortável para mim, me alivia imenso os inchaços em todas as partes abaixo da minha barriga (deixo à vossa imaginação) e, por vezes, até me leva a adormecer. Caminhar é um bom exercício, mas que, por vezes, só consigo que fique pela intenção, dado o peso e cansaço que sinto se a fizer - coisa que, aliás, também me custou bastante a aceitar.

 

Ainda dentro do exercício, mantenho, a par do pai da criança, a ida semanal regular ao Pilates que, parecendo que não, tem ajudado bastante ao controlo das respirações, da postura e da ansiedade. Confesso que um dos meus principais medos nesta gravidez eram as dores de costas (agudas), que marcaram o primeiro semestre de 2018, mas até ver... tudo tranquilo! O Pilates obriga-nos a levantar às seis da manhã, para o conseguirmos encaixar nos nossos horários laborais, mas o esforço tem valido muito a pena. Recomendo!

 

Finalmente, o nosso rebento anda a tirar o fôlego à mãe. Sim, neste momento, se der mais de 2h de aulas, parece que fico com os bofes de fora. Não aguento muito mais sem ficar a precisar de fazer respirações profundas ou ir apanhar ar, tal é a falta de fôlego. Por vezes, isto acontece quando faço esforços mínimos, o que me chateia um pouco (mas passa logo a seguir!). O pior é a posição deitada; nessa, por vezes, sinto mesmo que não tenho ar. Temos um bebé que gosta de ter os seus pezinhos mesmo em cima do pulmão esquerdo da mãe e que, quando se lembra, não dá tréguas. O que vale é que, por vezes, uma "conversa" com ele e umas festinhas com alguma pressão nos pézinhos de Vossa Excelência, o bebé, o fazem encolher um pouco as perninhas e me dão algum alívio.

 

Pronto, genericamente é isto. Tudo corre bem, mesmo com estas alterações e pequenas necessidades de ajustes de rotinas. Até pode parecer que sim, mas não me quaixo de nada, porque tudo está e vai valer muito a pena! O maior desafio está quase aí e nós ajustaremos o que for preciso para o agarrarmos com todo o amor, carinho e empenho que tivermos dentro de nós.

 

Yep. True.