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Verde Vermelho

Podia ser um blog sobre Portugal. Podia ser um blog sobre mim. Podia ser um blog sobre coisas boas e más. Podia ser um blog humorístico. Podia ser um blog a tentar ser humorístico. Podia ser um blog sobre qualquer coisa. Pois podia.

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24 de Abril, 2013

Rituais que não entendo - "Trash the dress"

Joana
Nunca percebi a piada do conceito do Trash the Dress. Para quem não está familiarizado com este - chamemos-lhe assim - ritual, isto trata-se de uma forma de prolongamento do festejo do casamento, em que os noivos decidem, uns dias ou meses depois da primeira cerimónia, fazer uma nova sessão fotográfica (haja dinheirinho para estas coisas tão fundamentais...) em que andam por sítios ou em situações estranhas, que visam marcar (com nódoas, rasgões, etc.) os vestidos e fatos, de forma a que fiquem inutilizados. Sentido disto? Não sei. Piada disto? Não encontro nenhuma, mesmo que me esforce muito. Posto isto, acho que já perceberam que eu acho isto tudo demasiado ridículo.

Este fim de semana ouvi uma notícia de uns noivos que decidiram fazer um Trash The Dress na praia do Cabedelo, em Gaia. Resultado: a noiva afogou-se (imaginem o peso do vestido com água e agora imaginem a mulher a tentar contrariar a força do mar), o noivo foi atrás e os dois fotógrafos, que se lançaram ao mar em seu socorro, rapidamente voltaram a sair porque viram que não iam sobreviver. O que salvou os noivos foi um desportista que por ali andava a fazer kitesurf e os viu e conseguiu salvar com a ajuda da força do papagaio ao vento. A mulher estava a segundos de morrer e os dois foram imediatamente levados para o hospital e salvaram-se. Se isto não foi uma sorte, não sei o que foi. Mas também se tudo isto não foi estupidez, tenho dificuldade em perceber o que foi. Será que em nenhum momento da sessão fotográfica os noivos ponderaram a mínima hipótese de ser um ato de total irresponsabilidade irem com um vestido tão pesado para o mar revolto? Ou que estar de costas para o mar a tirar fotografias, enquanto a maré subia e as ondas rebentavam atrás deles não seria perigoso? E a estupidez dos fotógrafos?
É tanta coisa junta, que nem consigo qualificar mais tudo o que se passou. Já não bastava o próprio conceito do ritual ser estúpido, ainda conseguiu arranjar personagens para o comprovar - e de uma forma que poderia ter destruído bem mais do que um vestido e um fato. Que estupidez crassa, meu Deus.


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