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Verde Vermelho

Podia ser um blog sobre Portugal. Podia ser um blog sobre mim. Podia ser um blog sobre coisas boas e más. Podia ser um blog humorístico. Podia ser um blog a tentar ser humorístico. Podia ser um blog sobre qualquer coisa. Pois podia.

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28
Fev19

A data aproxima-se. E as ansiedades também.

Joana

Sou uma pessoa calma e, por si só, muito animada. Gosto de viver as coisas a seu tempo, um dia de cada vez e acredito sempre que tudo vai correr bem.

 

Em relação à gravidez, sempre a levei com a maior das calmas e naturalidades e passei estes nove meses bastante tranquila e feliz. A poucos dias da hora da verdade, as coisas começam a mudar um bocadinho, confesso. O facto de ter de estar mais por casa e em repouso mexe comigo, porque eu não sou muito de ficar parada e sozinha no mesmo sítio muito tempo. O mesmo acontece em relação ao trabalho: sentir que giro toda a dinâmica da empresa à distância (e, sobretudo, forçar-me a isso) é complicado para mim, que costumo sempre ser ativa e interventiva em tudo. Não que não confie em quem lá está ou que tudo vai correr bem; é apenas uma coisa muito minha, com a qual estou a tentar aprender a lidar.

 

A aproximação da data do parto está a começar a criar alguma ansiedade em mim, é verdade. Tenho sempre receio de que falte alguma coisa, de que me tenha escapado algo essencial e básico e, sobretudo, de que não seja capaz de ser tão prática e expedita como costumo ser. A isto junta-se uma nostalgia, que já me está a afetar, de não mais ir sentir o bebé dentro de mim, os seus movimentos, as reações à minha voz, às minhas (péssimas) cantorias e danças, à voz e brincadeiras do pai e às festinhas e mãos sempre quentinhas dos avós. Também não ajuda eu adorar estar grávida e com uma barriga digna de uma pequena baleia - passo montes de tempo a apreciá-la e a acarinhá-la e, por muitos registos fotográficos que haja, nenhum parece ser fiel à sua verdadeira dimensão. Toda a gente me diz para fotografar muito, registar tudo e aproveitar cada bocadinho, o que, sendo dito com a melhor das intenções, ainda agrava mais um bocadinho este sentimento de tudo estar prestes a acabar.

Também os constantes conselhos de "aproveita agora para dormir" e "façam tudo o que gostam e aproveitem cada momento, porque isso vai acabar em breve e durante bastante tempo" - mesmo se ditos com o objetivo de nos orientar - não ajudam particularmente.

 

Do parto propriamente não tenho grande receio. Estou mais ansiosa com o antes da coisa. O ter contrações ou o rebentamento da bolsa e ter de aguardar ou não para ir para o hospital. A confusão de me ir arranjar e sair com tudo às costas, não esquecendo de nada. O que nos passará pela cabeça no caminho de carro até ao hospital. Tenho, no fundo, medo de alguma desorientação inicial, que possa estragar, de algum modo, o entusiasmo pelo grande momento das nossas vidas. Sei e acredito que tudo vai correr bem e eu não costumo entrar em pânico em alturas críticas. Se tudo se mantiver como sempre foi, saberei lidar com alguma frieza no momento decisivo e depois toda a enxurrada de emoções me cairá em cima após essa hora. Não seria mau, se assim fosse. Vamos ver como nos saímos.

 

Neste momento, penso que o que me causa maior ansiedade é a dúvida constante sobre o "quando". Para além disso, sinto o meu raciocínio muito lento e, por vezes, o cansaço físico e mental apoderam-se de mim de repente, do nada, o que também me frustra ligeiramente. Voltei a ter sono a meio do dia. Já estou farta de comer as mesmas coisas e não dever comer outras, por ideias fixas minhas, sobretudo. Não tenho grande paciência para coisas minhas, menos ainda para as dos outros (não é por mal, claro) e estou muitas vezes em modo "só estou bem onde não estou". Acho que tudo faz parte, segundo dizem, e quero encarar isto com a mior naturalidade possível, mas às vezes nem minha grande amiga sou. O que vale é o carinho das minhas pessoas, que não se cansam de mim e me apoiam sempre, mesmo quando estou rezingona e sem pachorra. E, claro, o nosso bebé, que parece adivinhar quando estou mais em baixo e reage sempre que me sente assim, como que a dar alento à mãe e à sua missão. Somos uma boa equipa, no fundo. E tudo há de correr bem.

 

Barriga Nós 2 PB.png

(Sim, somos nós os três.)

 

 

 

21
Fev19

A minha necessidade de organização real, mental e virtual.

Joana

A chegada do bebé implicou um ajuste brutal na nossa capacidade de organização. Já tivemos vários percalços pelo caminho - desde janelas a infiltrações de que já vos fui falando várias vezes neste blogue e que já contam com anos e algumas lutas (e vitórias) pessoais -, o que ainda reforçou mais a necessidade de reagirmos, de nos mexermos, de relativizarmos e de nos organizarmos - sobretudo em termos de gestão de tempo. Não é fácil pensar em ideias que partem do zero - em termos de realidade física e de ânimo. Começar a olhar para um quarto que sempre foi assumido como quase inexistente para a vida da casa e que, por todos os problemas que teve, esteve mais vezes fechado do que aberto, e ver nele potencial para avançar não foi fácil. Mas valeu a pena. O facto de haver um entusiasmo natural pela chegada do novo ser humano às nossas vidas deu-nos forças para arregaçar mangas, aprender a lidar com tudo e começar a pensar e a fazer, mesmo que mais tarde fosse necessário pensar e fazer de novo, de um quase zero.

 

Esta gestão não foi fácil. O tempo é sempre escasso, a disponibilidade mental idem aspas e a força para andar sempre de um lado para o outro a tentar soluções, rejeitar algumas e reformular outras também é, por vezes, muito pouca. Todo o processo foi e é esgotante. Mas foi a capacidade de organização mental e real que nos permitiu conseguir algo de que muito nos orgulhamos hoje. Apesar de acharmos sempre que falta alguma coisa ou que algo poderia ter sido feito de outra forma, a coisa deu-se (com algum esforço, é certo), mas vemos que valeu a pena.

 

No trabalho, a coisa foi e está a ser mais complicada. Por muito organizada que eu seja e mais queira ser, é difícil manter à distância a gestão de uma empresa e de todos os envolvidos, sobretudo quando parte deles conta comigo e com a minha presença física lá, para eles. No entanto, e por muito que me custe, impus-me parar no último mês da gravidez, ciente, porém, de que isso significará perdas relevantes para a saúde financeira da empresa. Apesar disso, estabeleci como prioridade a minha saúde e descanso e a verdade é que esta, tendo sido a primeira semana da minha ausência, já serviu para começar a testar a realidade que se aproxima. Não é fácil para mim e acredito que também o não seja para os meus alunos. Mas com disciplina e organização, vou conseguindo. Mesmo à distância, vou estando sempre atenta à empresa, às alterações, aos ajustes e às necessidades de clientes e colaboradores e acho que não me tenho saído mal.

 

Em termos de vida de casa, a organização tem-nos permitido relativizar o que não pode ter tanta importância de ora em diante e a colocar o descanso e a calma em primeiro lugar. Para mim é mais fácil do que para o J., até porque ele não tem um alarme interno que apita ao mínimo esforço para lá do desejável. Para além de não ter quilos extra de carne e líquido amniótico acumulados na região abdominal, que o fazem andar tipo pinguim. [Parecendo que não, isto ajuda.]

 

Finalmente, resta-me a organização...virtual! Sim, aquela que perdi há meses e que penso que demorarei anos a recuperar. Tenho tanta, mas tanta coisa a organizar de material de trabalho e de estudo, que só de pensar nisso já fico cansada. Mas quero mesmo aproveitar estas últimas semanas para me sentar em frente ao computador e preparar centenas de páginas de material de trabalho e para me reorganizar, atualizar e renovar conhecimentos e repensar investimentos que pretendo fazer. Será que vou ter força mental para isto? Não vai ser fácil, bem sei, até porque uma das coisas menos boas que esta fase da gravidez me está a trazer é a impaciência para detalhes - algo em que sempre fui uma picuinhas do pior.

 

Dito isto, e porque a parte da organização física já estará, à partida, toda tratada, resta-me apurar o sentido de organização mental para dar resposta à organização de que o meu computador, ficheiros, emails e afins me pedem. Vamos ver como me porto.

 

 

E vocês, são organizados q.b., hiper organizados ou não estão nem para aí virados?

 

13
Jan19

Gravidez: mudança de rotinas.

Joana

Já vamos a meio no 7º mês de gravidez e, apesar de as coisas estarem a correr bastante bem, houve também muitas que se alteraram e me obrigaram a fazer alguns ajustes, que, não me custando muito, mudaram um pouco as minhas rotinas diárias.

 

Das coisas que mais me custaram a "encaixar", posso destacar o ser obrigada pelo próprio corpo a baixar o ritmo. Estava habituada a ser muito enérgica e a fazer cerca de 700 coisas numa hora, mas a minha capacidade de o fazer efetivamente reduziu para mais de metade. Dos maiores "choques térmicos" que apanhei foi perceber que não consigo subir mais de 15 degraus de uma escada sem ficar sem fôlego e a necessitar de parar para descansar (alguma vez isto aconteceria no meu estado normal?!).

 

Um cuidado adicional que surgiu com a gravidez foi, desde o primeiro dia em que soube que estava grávida, usar o Creme gordo de Amêndos Doces, da Barral, para não dar espaço ao surgimento de estrias e, sobretudo, para minimizar os repuxamentos - que foram muitos - ali em certas fases do 4º, 5º e 6º meses. Esta rotina nem sempre foi muito fácil de cumprir, porque havia dias em que eu quase adormecia em cima do boião, de tal forma estava cansada. Mas não falhei e, não sei se apenas por isso, nem uma estria parece haver, até esta fase. Pontualmente, tenho complementado o uso deste Creme com um óleo Anti-Estrias da Eucerin, que uma mãe que trabalha nesta área, me ofereceu para experimentar e sobre o qual só posso tecer os maiores elogios - não é muito gorduroso e a pele fica muito hidratada. Depois do banho, uso sempre o antiguinho Óleo Johnson, que certamente também não tem desajudado. São rotinas por vezes um pouco chatas, mas que, até ver, têm dado resultados. Como eu sou cética em relação a certas coisas, sobretudo a gastos exorbitantes em produtos de marca que me parecem sempre estar a vender a banha da cobra, deixo estas sugestões, para quem for semelhante a mim:

 

 

 

Outra coisa foi a necessidade de acordar cedo - algo que já era meu, por natureza -, mas desta feita para beber água e comer. Não imaginam a fome e a sede com que acordo todos os dias! Aparentemente, o rebento consome-me toda a energia durante as horas da noite em que me deixa dormir e ele não, porque acha que é a melhor altura para dar cambalhotas e se espreguiçar. E a mãe cá está para isso, claro.

 

Já que estamos neste ponto da conversa, há que falar das noites. Pois, as noites. Eu durmo bem e o bebé também. Já percebi que apenas gosta quando eu durmo para um lado, pois se calha eu virar-me para outras posições, tenho um festival dentro da minha barriga. Não incomoda, mas dá para perceber a mensagem. Teimosinho como os pais, portanto. Seja feita a sua vontade. Resultado: demasiadas áreas do mesmo lado do corpo dormentes. Nada de grave. Se as enfermeiras e as médicas me dizem para o fazer, quero acreditar que estou a ser bem acompanhada.

 

Reflexos no corpo da mãe? Alguns, sim. Apesar de, felizmente, estar a ter uma gravidez que só se nota, em termos de volume, exclusivamente na área da barriga, para já, internamente o cenário já mudou um pouco. Tive há duas semanas uma fase intensa de refluxo gástrico, que me impedia de beber a quantidade normal de água à noite, pelo facto de a mesma me distender o estômago e me atrasar a digestão. Muito contra a minha vontade de tomar medicamentos na gravidez, tive mesmo de ceder ao mágico Kompensan, que foi a minha única salvação. Depois desta fase, vieram as cãimbras nas barrigas das pernas - primeiro leves, mas depois extremamente fortes e dolorosas, ao ponto de se transformarem em contraturas que só começavam a aliviar ao fim de uns 3/4 dias. Tive de tomar um suplemento de magnésio, que ajudou alguma coisa, mas não resolveu por completo. Solução: aguentar e todos os dias tentar, ao acordar, fazer o esforço de esticar toda a perna com as pontas dos dedos dos pés viradas para mim. É certo que isto não me deu o melhor acordar do mundo durante duas semanas, mas já ando bastante melhor.

 

Outra coisa que me tem acontecido a que eu achava que estaria imune era ao peso nas pernas. Nunca na minha vida, sobretudo porque sempre fui bastante ativa e caminhava bastante, tinha tido a sensação tão forte de pernas cansadas como agora. Pareço uma velhinha a ter de estar sempre a parar e a pôr as perninhas ao alto, em cima de um banco ou chaise longue, com duas ou três almofadas para elevar as pernas acima do nível da bacia. A verdade é que, apesar de esta não ser uma posição confortável para mim, me alivia imenso os inchaços em todas as partes abaixo da minha barriga (deixo à vossa imaginação) e, por vezes, até me leva a adormecer. Caminhar é um bom exercício, mas que, por vezes, só consigo que fique pela intenção, dado o peso e cansaço que sinto se a fizer - coisa que, aliás, também me custou bastante a aceitar.

 

Ainda dentro do exercício, mantenho, a par do pai da criança, a ida semanal regular ao Pilates que, parecendo que não, tem ajudado bastante ao controlo das respirações, da postura e da ansiedade. Confesso que um dos meus principais medos nesta gravidez eram as dores de costas (agudas), que marcaram o primeiro semestre de 2018, mas até ver... tudo tranquilo! O Pilates obriga-nos a levantar às seis da manhã, para o conseguirmos encaixar nos nossos horários laborais, mas o esforço tem valido muito a pena. Recomendo!

 

Finalmente, o nosso rebento anda a tirar o fôlego à mãe. Sim, neste momento, se der mais de 2h de aulas, parece que fico com os bofes de fora. Não aguento muito mais sem ficar a precisar de fazer respirações profundas ou ir apanhar ar, tal é a falta de fôlego. Por vezes, isto acontece quando faço esforços mínimos, o que me chateia um pouco (mas passa logo a seguir!). O pior é a posição deitada; nessa, por vezes, sinto mesmo que não tenho ar. Temos um bebé que gosta de ter os seus pezinhos mesmo em cima do pulmão esquerdo da mãe e que, quando se lembra, não dá tréguas. O que vale é que, por vezes, uma "conversa" com ele e umas festinhas com alguma pressão nos pézinhos de Vossa Excelência, o bebé, o fazem encolher um pouco as perninhas e me dão algum alívio.

 

Pronto, genericamente é isto. Tudo corre bem, mesmo com estas alterações e pequenas necessidades de ajustes de rotinas. Até pode parecer que sim, mas não me quaixo de nada, porque tudo está e vai valer muito a pena! O maior desafio está quase aí e nós ajustaremos o que for preciso para o agarrarmos com todo o amor, carinho e empenho que tivermos dentro de nós.

 

Yep. True.

 

 

 

 

 

22
Nov18

Gravidez a quanto obrigas: primeiras adaptações.

Joana

Ora pois que, estando grávida, todo um novo mundo se abriu à minha frente. Não foi imediato, que eu não sou de modas e coisas extremas, mas fui cedendo às evidências. Felizmente, estou a ter uma gravidez santa, sem enjoos, nem grandes indisposições. Não tive caprichos alimentares e apenas notei diferenças - que me afetaram um pouco, é verdade - nos níveis de fome e de cansaço. O J. diz que o meu nível de "chata" se mantém nos padrões normais da pré-gravidez, pelo que me considero uma grávida tranquila. [Se não fosse chata, não era uma boa mulher, por isso está tudo bem.].

 

Se já sou pessoa de regras e horários, não era agora que iria mudar e, por isso, tenho feito tudo para tentar levar as coisas com mais calma e dormir sempre, no mínimo 8 horas por noite. Das perturbações do meu estado atual diria que a pior é mesmo reconhecer e saber viver com o facto de não ter tanta energia e de me cansar com bastante mais facilidade do que o normal, o que, para uma pessoa como eu, foi difícil de encaixar. nos momentos iniciais, confesso. Agora estou na fase de aceitação de um sono interrompido com uma ida noturna à casa de banho (coisa que NUNCA acontecia) e adaptada a um peso substancial na barriga, que, de facto, incomoda um pouco e - pior - me dá uma sensação de falta de ar. Tudo se contorna com almofadas e novas posições de descanso e vai indo bem. Deixar de dormir de barriga para cima foi o desafio mental dos últimos meses e, finalmente, parece estar a dar resultado (o poder da mente é incrível, mesmo!). O Pilates foi adaptado à nova condição e o trabalho das respirações controladas e direcionadas para as partes que irão ser mais solicitadas também. Um esforço mental daqueles, devo-vos dizer. É como reaprender a fazer algo que é quase inato, mas a ajustá-lo e obrigá-lo a "mudar de sítio". Fácil dizer, bem menos fácil fazer.

 

Quanto à alimentação, é de facto, uma seca não ser imune à toxoplasmose, o que me faz andar sempre atenta a tudo, mas sem extremismos. Mais uma vez, é uma questão de método e adaptação (e sensatez!). Eu sei que a Amukina é o negócio do século (paga-se quase 6 euros por meio litro de água com lixívia), mas eu sou mais adepta do vinagre em tudo - faz o mesmo! - e de descascar tudo o que for fruta. De resto, é evitar açúcares (área a que nunca fui muito dada, de facto), fritos (a única coisa que me passou a custar mais), enchidos fumados e alimentos mal cozinhados - e aqui é que a ausência de um melão com presunto ou de uma picanhinha me faz sofrer um pouco. Passei a comer mais um pouco, sim, mas de forma nada desmesurada, nem a pensar em multiplicar a quantidade do sustento por dois. Passei a comer de 2 em 2 horas e pouca coisa e tudo corre bem - o bebé está no peso ideal e eu também.

 

Quanto a cuidados, nunca descurei um dia que fosse as vitaminas pré-natais, nem o creme de amêndoas doces no corpo, antes de dormir - mesmo que, por vezes (ou melhor, a grande maioria das vezes) esteja já podre de sono e não tenha quase força para abrir o boião, para além de já enjoar - e fazer os outros enjoarem - o cheiro tão intenso do dito creme. Não tenho pena, porque o meu diabinho secreto sempre me fez desejar que o J. fosse daqueles pais que também tem sintomas psicológicos de gravidez - o mínimo de justiça, parece-me. Portanto, se a coisa não foi natural nem espontânea, eu arranjei um creme para fazer esse papel. Até agora, nada de estrias e tudo de um marido queixoso com o enjoo que o cheiro provoca. Tendo em conta que a minha condição o obrigou a mudar de desodorizante e de perfume, por eu não os aguentar sem ficar nauseada e ele achar que seria um exagero meu, acho que estamos empatados. Jackpot, portanto! ;)

 

Pode ser uma experiência só minha, mas eu estou a adorar estar grávida e mesmo as pequenas limitações em momento algum me incomodam ou me impedem de ser feliz. Apenas me alertam para a existência do pequeno grande amor que está a crescer dentro de mim e de nós. E isso vale todas as privações. TODAS.

 

03
Out18

Retomei o Pilates, agora em versão grávida.

Joana

Um pouco assustador, porque tenho sempre medo de estar a fazer as respirações erradas e, com isso, a pressionar a criança. Mas, aparentemente, eu até estou a fazer bem as coisas, segundo a terapeuta. Vamos lá ver. A ideia é salvar as costas de eventuais crises e trabalhar bem o "escorrega", para o feijão não tardar a chegar, quando for chamado para essa missão. Vamos lá ver se a coisa se cumpre. So far, so good.

 

 

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