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Verde Vermelho

Podia ser um blog sobre Portugal. Podia ser um blog sobre mim. Podia ser um blog sobre coisas boas e más. Podia ser um blog humorístico. Podia ser um blog a tentar ser humorístico. Podia ser um blog sobre qualquer coisa. Pois podia.

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15
Mai18

Eu não gostei do Salvador com o Caetano. Deverei ser expulsa da blogosfera?

Joana

No passado sábado, como tão bem sabem, foi o dia da grande Final do Festival Eurovisão da Canção. E nesse grande espetáculo em tantos domínios, houve várias interpretações de artistas nacionais, que me encheram de orgulho [sobretudo, a minha tão cara Ana Moura, de quem tanto gosto]. No entanto, toda a blogosfera anda doida a fazer vénias à atuação do Salvador Sobral com o Caetano Veloso. Toda, à exceção deste canto aqui.

 

Eu gosto q.b. do Salvador Sobral e com tendência a piorar, apesar de lhe reconhecer uma voz muito bonita e uma presença marcante. No entanto, acho que a fama o fez entrar numa "bolha" que o leva a perder os filtros e a mostrar-se como um puto mimado, muitas vezes - coisinha para a qual tenho, cada vez, menos paciência. No entanto, na atuação no Festival, e tendo em conta toda a sua "akwardness", até se portou genericamente bem (à exceção de se ter posto aos saltinhos, parecendo um coelho desvairado no meio de uma atuação que se queria mais tranquila). E eu gosto do Caetano Veloso. Bastante até. Mas de um Caetano na sua "praia", com o seu tom próprio e a cantar algo em que acredita e a dizê-lo de alma e coração.

No entanto, a junção do Salvador com o Caetano não resultou para mim e foi, inclusivamente, algo sofrível, a meu ver. O Caetano Veloso estava tão fora da sua zona de conforto, que até ultilizou a estratégia de pôr o público a cantar, para minimizar a incapacidade de aguentar as notas. O registo estava bastante acima do que é natural para ele e isso notou-se claramente. E, incrivelmente, o Salvador superou o Caetano. Para além disso, esta terá sido uma das poucas situações em que um texto soou pior com sotaque brasileiro, do que com sotaque português. Não gostei e preferi, inclusivamente, a atuação do Salvador acompanhado por Júlio Resende ao piano (à exceção de mais aquele momento tresloucado em que enfiou a cabeça dentro do piano), do que a com o nosso caro Caetano.

 

Tenho para mim que, a partir do momento em que, num dueto de qualquer artista com Caetano Veloso, prefiro o primeiro a este último, alguma coisa deve estar mal. Ou com eles ou comigo. Ainda assim, acho que não mereço ser explusa da blogosfera e das redes sociais em geral, por ser, aparentemente, o único ser à face da Terra - formigas incluídas - que não gostou desta atuação nem a achou, de modo algum, brilhante ou excecional.

 

 

[Entretanto, já fiz as pazes com o cantor brasileiro e já o recrutei para o leitor de CD do carro. Estamos em paz.]

 

 

 

 

31
Mai17

Vamos falar do Festival sem falar do Salvador?

Joana

Tudo o que é demais, enjoa. E tudo o que se tem falado do Salvador, por muito justo que possa ser, já começa a enjoar. Já me parece que é chegada a altura de fazer uma pausa, porque há mais vida para além deste marco. Já chega e acredito que não seja a única que revira os olhos e pega no comando da televisão, sempre que chega mais uma reportagem, Grande Entrevista ou o mais que o valha sobre o rapaz. Nada contra ele - não é a pessoa mais correta de sempre, mas o politicamente incorreto também cai bem por vezes e até é necessário, para servir de exemplo. É mais por nós. E por ele no fundo, porque me parece que também agradeceria uma pausa nesta "máquina" que o rodeia.

 

Enfim, Salvadores à parte, o Festival da Canção deste ano foi, na minha opinião de fã da Eurovisão, bastante bom em qualidade. Bem sei que a minha condição de "adepta da modalidade" pode estar a toldar, de alguma forma, a minha opinião, e que o facto de conseguir apreciar quase todos os tipos de música (à exceção de eletrónica e de tudo o que contenha a palavra "progressivo") também pode contribuir, mas achei MESMO que havia músicas boas. Tirando a nossa, e em géneros completamente diferentes, destaco estas três:

 

 Anja - Were I Am (Dinamarca)

 

A miúda é gira, a música é gira, a miúda tem um vozeirão, a música fica no ouvido.

Toma, Lara Fabian! Tens substituta.

Adoro!

 

 

Blanche - City Lights (Bélgica)

 

A rapariga tem um ar de tédio que impressiona, mas a música é muito diferente, também muito pouco "festivaleira" e há aqui um lado negro qualquer que, aposto, vai ser trabalhado por alguns Dj. O jogo de luzes na apresentação ao vivo foi espetacular e a música ficou. E a voz da moça é estranhamente apelativa. Se tiverem oportunidade, vejam o vídeo oficial - a música ganha mesmo outra dimensão.

 

 

Lucie Jones - Never Give Up On You (Inglaterra)

 

Esta foi a atuação da noite, para mim. Eu adoro esta música, a letra e o sentimento com que a Lucie Jones a canta é qualquer coisa. Ela transporta-nos completamente para si e parece estar a cantar aquilo com a alma toda e mais alguma. Acho que é impossível ver esta interpretação e não ficar arrepiado. É uma das minhas músicas do momento por muitos motivos e, muito provavelmente, vai ser outra a ser "trabalhada" por bons DJ. Se tiverem a oportunidade de ver o vídeo oficial, podem aperceber-se melhor da qualidade de que vos falo (mais, ainda assim, a atuação ao vivo ganha pela "alma").

 

 

A sério, percam/ganhem um pouco do vosso tempo e ponham lá os vídeos a correr. Bem sei que muito poucos serão os que vão seguir o meu conselho, mas pronto. Não digam que não vos tento mostrar coisas boas e bonitas (refiro-me às músicas!).

 

E vocês? Ligam alguma coisa a isto? Há Eurofãs por aí? Quais as vossas oponiões e preferências?

 

 

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