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Verde Vermelho

Podia ser um blog sobre Portugal. Podia ser um blog sobre mim. Podia ser um blog sobre coisas boas e más. Podia ser um blog humorístico. Podia ser um blog a tentar ser humorístico. Podia ser um blog sobre qualquer coisa. Pois podia.

Verde Vermelho

Podia ser um blog sobre Portugal. Podia ser um blog sobre mim. Podia ser um blog sobre coisas boas e más. Podia ser um blog humorístico. Podia ser um blog a tentar ser humorístico. Podia ser um blog sobre qualquer coisa. Pois podia.

11
Mar19

Domingo à noite em Portugal.

Joana

Eu gosto de junk tv. Regra geral, a parvoeira relaxa-me. Mas hoje vi uns minutos do programa da TVI "Quem quer casar com o meu filho?" e o nível (se é que ele existe) daquilo é tão mau, tão baixo, tão básico, tão "Love on Top", que nem eu aguento. Podem ser as hormonas da gravidez a tirar-me toda a pachorra possível, mas caramba... estamos a roçar na lama, não estamos? Já para não falar na categoria das candidatas. Valha-me a santa. São demasiadas cabeças por onde só passa vento. Tanta falta de matéria até dói. E estas miúdas querem... casar? Casar?! Elas ainda agora saíram da escola (se é que por lá andaram!). Enfim, não dá para mim. É um misto de vergonha alheia com enjoo. Venham de lá os agricultores. Deve ser melhor. Nem que seja por muito, muito, muito pouco.

 

14
Jan19

Lip Sync Portugal.

Joana

Não tenho pachorra para programas deste género, que não são originais, que enchem chouriços, que usam pessoas famosas para venderem um produto, que "ocupam" sem ter conteúdo, enfim... que considero vazios. Só o conceito de se fazer um programa cujo conceito essencial é fazer playbacks, é ridículo, para mim. Ontem vi 10 minutos e aborreci-me. No fundo, é exatamente a mesma coisa que o "Vale Tudo", a fórmula é exatamente a mesma. Não sei bem explicar porquê, mas apesar de gostar bastante de me rir e de até gostar de um certo formato de junk tv, não consigo mesmo gostar destes programas. Para além de que as piadas e o entusiasmo me pareceram francamente forçados, a dupla não era necessária e a cópia do original (que também não aprecio) foi muito fraquinha. Não tinha expectativas. Fiquei sem expectativas. Mesmo assim, acredito que hoje muita gente, sobretudo a miudagem, está toda a falar disso e a fazer deste um programa de destaque. Enfim. Tenho cá para mim que a SIC descobriu como fazer render o peixe sem grande investimento e vai repetir a receita over and over again. Por mim, recuso-me a dar audiências a estes programas.

 

 

 

13
Abr18

O cansaço dá-me para estas reflexões profundas.

Joana

Entendam a minha crise existencial. Há quantos anos a SIC está a comemorar 25 anos de existência? Anos? - perguntam vocês. Sim, anos, meus amigos. Parece uma pergunta parva, mas a publicidade do canal ao seu aniversário (e o logotipo!) já dura há tanto, que, de repente, imbuída deste cansaço profundo que me está a consumir o cérebro desde há uns dias, dou por mim a pensar se sou eu que estou a entrar em modo de suspensão ou se é o tempo que está a passar mesmo muito devagar.

 

Digam-me que não estou sozinha. Eu preciso de me manter sã.

 

 

29
Jan18

O "Supernanny" foi suspenso.

Joana

E anda uma pessoa, num domingo à noite, às compras à pressa, para conseguir chegar a casa e se entreter com um Supernanny e... nada! Leva com duas novelas de enfiada, que é para ver se começa a dar uso à mensalidade que paga para ter mais de 300 canais.

 

Andarei muito a leste, para (supostamente) ser a única pessoa neste belo país que não sabe que o programa foi suspenso por ordens do Ministério Público? E que andam aí CPCJ por todo o lado a fazer deste programa o crime do século? E que houve um debate (what?) sobre este programa?

 

Mas a silly season não é só daqui a uns 6/7 meses?

 

 

 

 

16
Jan18

Super Nanny em cinco frases. Fundamentalismos ou provocações à parte.

Joana

 

1. Vi e não mudei de canal.

2. O facto de toda a internet estar muito indignada diz, por si só, tudo.

3. Nada me surpreende hoje em dia.

4. Há muita gente com demasiado tempo nas mãos e com uma vontade anormal de ter um enfarte.

5. Diz o Correio da Manhã que cada família recebe 1000 euros por episódio.

 

 

Tenho dito. Tirem as vossas próprias conclusões.

Ah... e bebam um cházinho de camomila, que acalma.

 

 

 

 

 

 

04
Jun15

Dizem que o "Shark Tank" é um fenómeno. Está bem, é porque é.

Joana

Lembro-me que no dia em que o Shark Tank estreou na SIC, estávamos nós a fazer os nossos convites de casamento na nossa sala. Muito trabalho de pormenor e uns olhos carregados de cansaço que nem nos deixavam raciocinar bem e nos levavam a estar a trabalhar já em modo automático. Estávamos curiosos para ver se o alarido que se fez à volta do dito programa era realmente devido, mas rapidamente chegámos à conclusão que... não. Estávamos muito cansados para conseguir analisar corretamente o programa, mas não nos convenceu.

 

Ora bem, é bom haver programas informativos, sem dúvida. É excelente que haja programas que façam pensar, inquestionável. Mas o ponto essencial é: se este é dos países do mundo que mais audiência tem e share dá a reality shows mais que deprimentes e que (sobre)vivem à custa da exploração das vidas alheias e dos interesses de jovens miúdos que deviam estar era a trabalhar para ver o que custa comprar aqueles lindos sapatos de plataforma e aqueles vestidos cheios de organzas, lantejoulas e rabiques vários de tão bom gosto, que expectativa se pode criar com um programa destes? E eu pergunto-me: um país com a mentalidade para ficar vidrado em programas tão fúteis e mais do que básicos, que até aos maiores fãs de reality shows repulsa é o mesmo país que assistirá, com a maior das atenções, a propostas e planos de negócio, que estará atento a margens financeiras, custos, ganhos, lucros, royalties e afins? A sério que alguém acha que aquele programa terá, em Portugal especificamente, o mesmo impacto que noutros países, mais formados para estes âmbitos? A única hipótese que posso ver para justificar o furor em torno do Shark Tank é o de querer atacar o peixe mais miúdo (reparem na classe desta analogia!) que está dividido entre estabelecer-se ou emigrar. Só pode ser esta a justificação. Não consigo conceber outra.

 

Com este meu ponto de vista posso chocar algumas pessoas mais sensíveis. Há, naturalmente, muitas pessoas que gostam de programas mentalmente exigentes, mas a maior parte - e infelizmente - não. Além disso, parace-me que o programa, com tudo o que de bom tem e o apoio e incentivo que dá, apenas tem o entusiasmo pretendido junto das pessoas que têm as suas ideias e planos de negócios. Para quem vê de for,a pouco interesse tem, penso eu. Por isso, não entendo como pode este programa ter audiências de topo (não sei se as tem, mas deduzo que sim, para haver um anúncio do MEO baseado nele), sobretudo num sábado à noite. Não tenho grande conhecimento de causa, confesso, porque me fiquei pelo primeiro programa. A verdade é que eu não teria feito esta aposta, mas também nunca tenho sorte ao jogo, por isso não devo ser a melhor pessoa para falar.

Alguém concorda comigo? Vocês assistem ao Shark Tank?