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Verde Vermelho

Podia ser um blog sobre Portugal. Podia ser um blog sobre mim. Podia ser um blog sobre coisas boas e más. Podia ser um blog humorístico. Podia ser um blog a tentar ser humorístico. Podia ser um blog sobre qualquer coisa. Pois podia.

Verde Vermelho

Podia ser um blog sobre Portugal. Podia ser um blog sobre mim. Podia ser um blog sobre coisas boas e más. Podia ser um blog humorístico. Podia ser um blog a tentar ser humorístico. Podia ser um blog sobre qualquer coisa. Pois podia.

26
Fev19

Para se ser um novo talento nacional na música temos de ser freaks?

Joana

É que parece mesmo. Não sei se já se deram ao trabalho de analisar aqueles que são considerados por muitos como "os novos talentos da música nacional", mas depois de ter visto uma Semi-Final do Festival da Canção e de ter apreciado alguns videoclips no programa A3.30 que passa na RTP,  não há como escapar a esta conclusão. Confesso que não consigo entender o conceito. Não consigo apreciar a música, de tal forma fico "presa" nas imagens dos intérpretes e nas ideias dos vídeos. Não sou nada do género Velho do Restelo, mas acho mesmo que se faz tanta coisa fraquinha hoje em dia e se tenta "elevar" a coisa através da imagem... Não digo que sejam todos, mas a grande generalidade tenta vencer pelo seu lado freak. Será por aí que deveremos ir? Give it a shot e digam-me coisas.

 

(E a sério que a Surma e o Conan Osíris não são mesmo os piores atualmente, apesar de eu nunca ir entender como ambos têm algum tipo de sucesso. Mas isso sou eu.)

 

 

25
Fev19

Monday mood.

Joana

Pronto, só para começarem bem esta segunda feira, partilho convosco o momento mais trengo da última semana aqui da vossa cara amiga.

 

Ora pois que tive de ir a cerca de quatro lojas dentro de um Centro Comercial. Nada de especial e foco no objetivo de entrar, procurar somente o que interessava, comprar e sair. Mas havia ali um twistzinho recorrente: sempre que entrava estava tudo tranquilo, sempre que saía, o alarme da loja tocava de uma forma estridente. Fui "revistada" quatro vezes e das quatro vezes fiquei vermelha como um perú. Não que receasse alguma coisa, não que tivesse motivos para me sentir mal, mas porque começava a haver ali um padrão que me estava a chatear. Pior era que os alarmes só tocavam à saída e nunca à entrada das lojas. Ainda para mais, as quatro lojas eram praticamente pegadas umas às outras, pelo que quem estivesse por ali sentado, estaria a ver em mim uma ladra em potência.

 

Findas as quatro tentativas, resolvi desistir e pisgar-me daquele sítio, não fosse ainda ter algum problema ou ser acusada injustamente de alguma coisa que não teria feito. Estava cansada e já aborrecida com a coisa. Não bastasse, estava cheia de fome e com picos de calor, que nem sabia se tinham a ver com a hora, com a roupa que trazia vestida, com a gravidez ou com nada disto.

 

Cheguei a casa, farta desta jornada, e fui à casa de banho. Eis senão quando olhei para o interior das minhas calças e vi uma BRUTA etiqueta cosida no interior, com uma espécie de cartão rígido lá dentro. Pois, exato, era um alarme. Não sei de que espécie de alarme se tratava, porque só reagia à saída das lojas, e nunca à entrada, mas estava de tal forma disfarçado, que parecia mesmo daquelas etiquetas cosidas, que ninguém (penso!) descose quando resolve usar uma peça de roupa. Pormenor: não era a primeira vez que andava com aquelas calças, nem a primeira vez que resolvi ir a lojas tratar das centenas de coisas que tenho a tratar, quase todos os dias, por causa da maternidade, com aquelas calças. Pronto, resolveram gozar comigo naquele dia as pantalonezinhas palhaças. Enfim. Coisas que só me acontecem a mim, creio.

 

E pronto, foi assim que aconteceu um belo dia da semana passada num Centro Comercial da minha zona. Se se lembram de ter ouvido quatro alarmes a tocar de seguida em quatro lojas diferentes... era eu!

 

 

 

E assim vos deixo nesta bela segunda feira cheia de sol.

Se vos der para isso, riam-se de mim à vontade. Estou aqui para vos servir.

 

 

21
Fev19

A minha necessidade de organização real, mental e virtual.

Joana

A chegada do bebé implicou um ajuste brutal na nossa capacidade de organização. Já tivemos vários percalços pelo caminho - desde janelas a infiltrações de que já vos fui falando várias vezes neste blogue e que já contam com anos e algumas lutas (e vitórias) pessoais -, o que ainda reforçou mais a necessidade de reagirmos, de nos mexermos, de relativizarmos e de nos organizarmos - sobretudo em termos de gestão de tempo. Não é fácil pensar em ideias que partem do zero - em termos de realidade física e de ânimo. Começar a olhar para um quarto que sempre foi assumido como quase inexistente para a vida da casa e que, por todos os problemas que teve, esteve mais vezes fechado do que aberto, e ver nele potencial para avançar não foi fácil. Mas valeu a pena. O facto de haver um entusiasmo natural pela chegada do novo ser humano às nossas vidas deu-nos forças para arregaçar mangas, aprender a lidar com tudo e começar a pensar e a fazer, mesmo que mais tarde fosse necessário pensar e fazer de novo, de um quase zero.

 

Esta gestão não foi fácil. O tempo é sempre escasso, a disponibilidade mental idem aspas e a força para andar sempre de um lado para o outro a tentar soluções, rejeitar algumas e reformular outras também é, por vezes, muito pouca. Todo o processo foi e é esgotante. Mas foi a capacidade de organização mental e real que nos permitiu conseguir algo de que muito nos orgulhamos hoje. Apesar de acharmos sempre que falta alguma coisa ou que algo poderia ter sido feito de outra forma, a coisa deu-se (com algum esforço, é certo), mas vemos que valeu a pena.

 

No trabalho, a coisa foi e está a ser mais complicada. Por muito organizada que eu seja e mais queira ser, é difícil manter à distância a gestão de uma empresa e de todos os envolvidos, sobretudo quando parte deles conta comigo e com a minha presença física lá, para eles. No entanto, e por muito que me custe, impus-me parar no último mês da gravidez, ciente, porém, de que isso significará perdas relevantes para a saúde financeira da empresa. Apesar disso, estabeleci como prioridade a minha saúde e descanso e a verdade é que esta, tendo sido a primeira semana da minha ausência, já serviu para começar a testar a realidade que se aproxima. Não é fácil para mim e acredito que também o não seja para os meus alunos. Mas com disciplina e organização, vou conseguindo. Mesmo à distância, vou estando sempre atenta à empresa, às alterações, aos ajustes e às necessidades de clientes e colaboradores e acho que não me tenho saído mal.

 

Em termos de vida de casa, a organização tem-nos permitido relativizar o que não pode ter tanta importância de ora em diante e a colocar o descanso e a calma em primeiro lugar. Para mim é mais fácil do que para o J., até porque ele não tem um alarme interno que apita ao mínimo esforço para lá do desejável. Para além de não ter quilos extra de carne e líquido amniótico acumulados na região abdominal, que o fazem andar tipo pinguim. [Parecendo que não, isto ajuda.]

 

Finalmente, resta-me a organização...virtual! Sim, aquela que perdi há meses e que penso que demorarei anos a recuperar. Tenho tanta, mas tanta coisa a organizar de material de trabalho e de estudo, que só de pensar nisso já fico cansada. Mas quero mesmo aproveitar estas últimas semanas para me sentar em frente ao computador e preparar centenas de páginas de material de trabalho e para me reorganizar, atualizar e renovar conhecimentos e repensar investimentos que pretendo fazer. Será que vou ter força mental para isto? Não vai ser fácil, bem sei, até porque uma das coisas menos boas que esta fase da gravidez me está a trazer é a impaciência para detalhes - algo em que sempre fui uma picuinhas do pior.

 

Dito isto, e porque a parte da organização física já estará, à partida, toda tratada, resta-me apurar o sentido de organização mental para dar resposta à organização de que o meu computador, ficheiros, emails e afins me pedem. Vamos ver como me porto.

 

 

E vocês, são organizados q.b., hiper organizados ou não estão nem para aí virados?

 

06
Dez18

Pelos vistos, ajudar nem sempre compensa.

Joana

Há vários anos que colaboro com uma Associação de Proteção Animal, não como voluntária, mas como parceira, fazendo diversas doações e participando em várias atividades solidárias que vão sendo promovidas pela mesma. Tendo uma empresa, decidi também oferecer a minha ajuda a esta Associação, prontificando-me a ser um ponto de recolha de donativos que as pessoas quisessem oferecer para ajudar os animais, a divulgar as suas iniciativas e a contribuir para um envolvimento social mais profundo dos jovens nestas causas. No entanto, a Associação, apesar do ótimo trabalho que tem feito com a proteção, divulgação e adoção responsável dos animais, tem falhado bastante, ao longo destes anos, em termos de resposta às minhas solicitações, sobretudo quando lhes peço para me enviarem informações atualizadas sobre os animais em processo de adoção ou outros assuntos que tais.

 

No início desta semana, entrei de novo em contacto com eles, a parabenizá-los por uma iniciativa que tinham promovido recentemente e a alertá-los, mais uma vez, que, se precisassem da minha ajuda, me poderiam contactar. Nessa iniciativa em que participei, fiz questão de ir ter com alguns dos seus animais, apenas para lhes dar algum carinho e conforto (eu movo-me muito pela causa animal) e não fui muito bem entendida pelos humanos que estavam com eles e que quase despacharam a situação do género "se não vens adotar, deixa estar". Tanto eu, como o J., ficámos pouco impressionados pela atitude, que nos frustrou e deixou tristes. Não me consegui conter e resolvi, nesse contacto que fiz no início da semana para a Associação, alertá-los para esta situação, pois poderia vir a ser impeditiva de futuras adoções. E bastou isto. Bastou, para que recebesse uma resposta a insinuar que eu sou uma pessoa insistente, afirmando que estão cansados das minhas palavras depreciativas e dando a indireta de eu estar a ser inconveniente. Ou seja, num ápice, passei de bestial a besta. Pior foi dizerem-me que eu não compreendia o que estava a dizer, pois apenas poderia falar em justa causa, se fosse voluntária. A abordagem foi errada, infantil e até provocatória (e fazem lá eles ideia se eu faço ou não voluntariado, se ajudo mais ou menos este ou aquele - não sabem, nem saberão, pois não faço questão de divulgar os meus atos solidários). E eu não consigo manter relações de qualquer natureza deste modo.

 

Confesso que toda esta situação me perturbou bastante e, por muito que eu não seja nada vingativa e tenha presente que a prioridade serão sempre os animais, e não as pessoas, não consigo negar que a minha relação com esta Associação deverá estar mesmo a queimar os  últimos cartuchos. Não consigo ser hipócrita. Custa-me virar as costas, mas acho que, perante as evidências, é o melhor e mais correto que posso fazer. Foram extremamente injustos comigo, quando sempre fui incansável a ajudá-los, sem pedir nada em troca. O nosso Boss foi-lhes adotado e não poderíamos ter pedido melhor companheiro de vida. A nossa gratidão para com a Associação em relação à adoção do nosso peludo é imensa. Mas acho que, face às evidências, e à última atitude (que, pelos vistos, pretendeu mostrar que eu já lhes estava a ser inconveniente há demasiado tempo),  perderá força daqui para a frente.

 

Muito triste, mesmo. Apenas lamento pelos animais.

 

17
Out18

E é por isto que eu acredito num mundo bom.

Joana

Na segunda feira à noite, quando ia a pagar por uma refeição, dei conta de que não tinha o meu cartão Multibanco. Não dei muita importância na altura (até porque agora, à noite, eu estou de rastos a partir das 20h e o meu raciocínio começa a bloquear a partir daí) e supus que o pudesse ter deixado em casa, numa arrumação mais apressada desde a última vez. A verdade é que passei todo o dia de ontem a procurar o cartão e a questionar-me onde raio o teria deixado, porque nem nos sítios prováveis, nem nos (muito) improváveis ele estava. Revi vezes sem conta o percurso que fiz desde a última vez que o tinha utilizado: numa ida ao talho, no sábado, quase perto das 19h. Fui, inclusivamente, ao próprio talho perguntar se não o teria lá deixado, mas nada. A verdade é que desde sábado até à manhã de terça - altura em que o comecei a procurar - muita coisa poderia ter acontecido. Comecei a desesperar e já estava quase a dar o caso como perdido.

 

Estranhamente - não sei explicar como, nem porquê - sentia-me ligeiramente descansada, pois estava convencida de que não o teria perdido numa loja ou na rua, mas que o deveria ter posto no sítio mais estapafúrdio da nossa casa, em concordância com o pregnant brain de que, efetivamente, padeço. A verdade é que o bicho não aparecia e eu já tinha consultado o nosso homebanking para ver se se mantinha intacto e já me tinha informado sobre contactos para tratar do cancelamento do dito cujo.

 

Tive, no entanto, uma ligeira epifania quando, esta última noite, num dos longos períodos durante a madrugada em que o feijão decidiu que a mãe não tinha de dormir, dei por mim a pensar que poderia alguém, no alto do seu bom senso e boa formação cívica, ter entregado o cartão na farmácia, que fica no caminho de saída do talho. Como já tinha ido às compras perto da hora de fecho e as farmácias habitualmente têm horários muito alargados, alguém o poderia ter encontrado e pensado em entregar lá. Hum... I gave it a shot.

 

E não é que sim - que estava mesmo lá? Já totalmente desacreditada, mas ainda assim motivada o suficiente para ir à farmácia perguntar, numa última tentativa, recebi a melhor notícia daquelas últimas 30 horas: o bichinho eletrónico estava lá. Alguém efetivamente tinha pensado e agido da forma mais correta possível.

 

E lá voltei eu a ter mais uma prova no lado bom da Humanidade. Não me venham com tretas de que ser otimista cria falsas expectativas e mostra pouca sensatez. Há muita gente boa por aí. O mundo tem muitos corações de ouro e se calhar deveríamos todos fazer um esforço para nos centrarmos nessas, e não nas que tanto estragam a perceção do lado bom da vida.

 

A quem me ajudou e teve este pequeno grande gesto, o meu mais sincero OBRIGADA! You made my day!

 

27
Abr18

"E para quando o bebé?"

Joana

Chegámos a uma fase da vida em que somos constantemente bombardeados com a questão dos filhos. "Para quando?" "Porque estão a demorar tanto?" "Têm algum problema?"

Não, minhas pessoas. Não.

Eu e o J. sentimo-nos desconfortáveis com esta pergunta. Para mim, particularmente, questionar qualquer casal sobre isto é quase tão íntimo como pedir pormenores da sua vida entre os lençóis. Uma coisa é fazer uma vez e pontualmente a pergunta, no sentido de curiosidade natural, outra completamente diferente é fazer a mesma pergunta sempre que nos veem. É invasivo. É mau e desconfortável. Há sempre um motivo e penso que não cabe a ninguém aventar o que se poderá passar. E se não quisermos ser pais? E se tivermos problemas de saúde? E se estamos perturbados? E se as preocupações com os nossos nos dominam? E se não for nada disto? Alguém tem o direito de se intrometer nestas questões? Não, não tem.

 

Um bebé faz parte dos nossos planos, sim. Mas não temos de o anunciar ao mundo. Nem fazemos questão, porque virá quando tiver de vir e nem para nós queremos qualquer pressão. É a nossa vida que está aqui em jogo. E neste jogo, só há mesmo dois jogadores. Era bom que as pessoas percebessem isso. Acreditamos mesmo que não fazem por mal, mas é preciso ter filtro.

 

Felizmente, não é da família, nem dos amigos mais diretos que esta questão vem. Mas, mesmo assim, incomoda e perturba. E não deveria ser um assunto, sequer.

Este constante "bombardeamento" levou-nos a, quase irracionalmente, sentirmos menos vontade de estar com certas pessoas, porque não nos apetece ter de estar a fazer sorrisos amarelos, para responder de forma mais ou menos discreta a estas perguntas, que nos deixam desconfortáveis. Sobretudo quando nasceram bebés dias antes de estarmos com as pessoas e tudo parece estar na "bolha" da maternidade.

 

Gostamos de crianças, adoramos ver os nossos amigos com bebés e sabemos que queremos ir por aí. Apenas vamos ao nosso ritmo. É tudo uma questão de respeito.

 

 

 

08
Set16

A vida dá-nos mesmo compensações.

Joana

A semana passada recebi uma má notícia relacionada com o campo profissional. Tive força e consegui rejeitar uma situação de compensação, que considerei quase ofensiva. Esta semana, quando achava que tudo estava a entrar numa espiral de má sorte, a vida trouxe-me o sol e não têm parado os contactos e inscrições na minha empresa.

Pode não ser o melhor ano, pode nem ser nada de especial, mas foi tão importante aparecer esta janela escancarada para mim, neste momento. E, se por vezes me sinto amarga perante a vida, rapidamente me apercebo que sou uma palerma por não agradecer o que tenho, por não ver que a partir do pior só pode vir melhor e que a vida, mais cedo ou mais tarde, acaba por fazer a sua justiça.

Tenho de aprender a ter mais calma, mas fico contente por estar a conseguir levar a água ao meu moinho nesta jornada, que é viver. Não roda tudo com a maior força possível, mas também não para. E isso é que importa, no fundo.

 

 

10
Mai16

As duas faixas da vida.

Joana

No período de um mês, consegui viver o meu melhor e o meu pior momento profissional de sempre. Foram dois casos distintos, em situações e locais distintos e em serviços também eles distintos. Mas coexistiram. Tive de manter a postura, agarrar-me aos meus princípios, apoiar-me na força dos que gostam de mim e ofuscar num lado o que tinha vivido no outro. Foi duro, mas não me derrubou (muito contra a vontade de quem o desejava). Chorei muito na altura; agora rio. No final, apenas concluo que sou mais forte do que pareço e até do que acredito, por vezes, ser.

 

A vida é mesmo uma lição, caramba. Estou orgulhosa de mim. E, perdoem-me a falsa modéstia, eu mereço mesmo muito o que hei de conquistar.

 

 

24
Nov15

As coisas que a vida te ensina.

Joana

Tu sempre foste uma pessoa feliz, sorridente e otimista e queres continuar a sê-lo. Vais crescendo e, alguns que te aparecem no caminho, começam a ver maldade em ti, talvez porque quisessem ter esse mesmo espírito leve que tu tens ou simplesmente porque desejam ser elas a levar a melhor e a ficar por cima. Cresces, relacionas-te e entram novas pessoas na tua história, pequena parte das quais ficará para sempre, por amor e porque as escolhes para ficarem contigo - e aqui incluis amigos e maridos/mulheres. E depois, ao lado destas boas relações para a vida, surgem novas nuvens cinzentas que te fazem crer que és uma pessoa má e que ages negativamente sobre quem é influenciável (provavelmente uma das tuas pessoas), quando nunca tiveste maldade em ti e só queres ser feliz e fazeres quem te rodeia feliz. Como solucionas isto? Tens de te agarrar à lembrança do que eras e nunca deixar que as nuvens carregadas te façam duvidar de ti. Abre um guarda chuva e dança, canta, vive no teu mundo enquanto a chuva cai sobre todos; se te cair alguma em cima, sacode-a e continua a dançar. Puxa as tuas pessoas para ti e dancem, dancem! Pode vir o temporal que vier, que estarás sempre protegida. Se as nuvens desaparecem? Pode não ser logo, mas sim, desaparecerão. E quando o sol voltar a aquecer-te o rosto, lembra-te que voltaste a ser tu e ganhaste mais essa batalha. E vais ver que toda a chuva valeu a pena, porque transformou a cor do céu e deu espaço ao sol para aquecer tudo o que a vida tem preparado para ti.